6 de mai de 2016

Frente Brasil Popular intensificará mobilização para o dia 10 de maio

Foto Laís Gouveia
Integrantes da Frente Brasil Popular (FBP) estão reunidos nesta sexta-feira (6), em São Paulo, para definir detalhes da paralisação do dia 10 de maio em todo o Brasil na defesa da democracia e dos direitos sociais e trabalhistas. 
A suspensão do mandato do deputado Eduardo Cunha (PMDB), nesta quinta-feira (5), é combustível para as mobilizações, que denunciam o impeachment fraudulento contra a presidenta Dilma Rousseff.

Por Railídia Carvalho

O secretário nacional de movimentos sociais do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), André Tokarski, integrante da coordenação da FBP,  definiu como positivo o afastamento de Cunha. “A reunião vai ganhar força para amplificar a denúncia do golpe, que é prioridade da frente. A saída dele revela que são infundados os fatos em que se baseiam o processo de impeachment”, disse.

André lembrou também que a frente se tornou o principal polo de articulação de iniciativas em defesa da democracia. “A Frente é uma realidade. Ela se consolidou como espaço de articulação de partidos políticos, movimentos sociais e sociedade civil organizada, envolvendo personalidades, artistas, intelectuais e juristas”, avaliou.

Greve geral
O presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil de São Paulo (CTB-SP)), Onofre Gonçalves, lembrou que as paralisações do dia 10 são iniciativas para alimentar uma agenda permanente em defesa da democracia e contra um eventual governo do vice-presidente Michel Temer. Ele sinalizou a possibilidade de organização de uma greve geral. 

“A greve geral é uma possibilidade se vier um governo Temer”. Segundo ele, é preciso dobrar o esforço de mobilização para esclarecer a sociedade e a classe trabalhadora sobre qual é o projeto daqueles que querem derrubar a presidenta Dilma. 

Esclarecer o povo
“Há uma parte dos trabalhadores consciente, politizada mas há muita gente, principalmente em empresas privadas, que desconhece a ameaça aos direitos do povo brasileiro”, ponderou Onofre. 

Ele comentou que durante as plenárias e panfletagens em locais de trabalho, para denunciar o programa do PMDB Ponte para o futuro, algumas pessoas se surpreendem quando tomam contato com as propostas do projeto, também conhecido como Plano Temer. Entre as propostas está a prevalência que negociações coletivas prevaleçam sobre a proteção social prevista na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

Para Onofre, esclarecer o trabalhador e a população em geral é o desafio da Frente Brasil Popular, das Centrais de Trabalhadores e do movimento social. Ele afirmou que o afastamento de Eduardo Cunha da Câmara dos Deputados fortalece os atos. “É uma notícia boa que deve animar a tropa, dar argumentos para que a gente possa discutir e reforçar o nosso discurso com o povo”,
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