17 de mai de 2016

Maduro está disposto à resistência “cívico-militar” contra o golpe

Direita golpista ligada aos norte-americanos tenta derrubar o governo por meio de um referendo revogatório
Segundo reportagem do Estado de S. Paulo de domingo (15), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, estaria dizendo repetidas vezes a interlocutores sua intenção de combater o golpe com uma “resistência cívico-militar”. Em dezembro, depois de décadas de campanha sistemática contra o chavismo, a direita venceu as eleições, tornando-se maioria na Assembleia Nacional. A casa tornou-se palco de uma série de manobras para tentar derrubar o governo, junto com a campanha permanente contra o governo e a guerra econômica.

Agora a direita golpista a serviço do imperialismo tenta usar o referendo revogatório para encurtar o mandato do presidente Maduro. O mecanismo é previsto na Constituição aprovada em 1999, no começo do governo de Hugo Chávez. É uma tentativa de usar um instrumento legal, combinado com os protestos violentos, a campanha dos monopólios da comunicação e a guerra econômica, para desgastar e derrubar o governo.

A oposição de direita vem explorando a crise econômica do País para tentar retomar o poder. A economia da Venezuela sempre foi dependente do petróleo, e agora sofre com a queda do preço do barril. Em junho de 2014, o barril de petróleo era negociado US$ 108,37, em abril deste ano o preço ficou em US$ 40,75, depois de uma leve subida. Em janeiro, o preço chegou a cair para menos de US$ 30. A queda do preço das matérias primas expressa a paralisação da economia desde que a crise capitalista entrou em uma nova etapa, a partir de 2008.

A resposta do imperialismo para a crise é tentar colocar governos capachos em defesa dos seus interesses nos países atrasados, além de intensificar a a exploração da classe trabalhadora em seus próprios países. Nos países atrasados, essa política está por trás de uma série de golpes e tentativas de golpe em curso em países atrasados por todo o mundo, especialmente na América Latina.

do Diário da Cauda Operária
Postar um comentário