2 de jun de 2016

Administração Regional Recebe FComGama

Reunião do FComGama com a administradora do Gama Foto Joaquim Dantas
Reunião do FComGama com a administradora do Gama
Foto Joaquim Dantas
Administração Regional da RA II recebe a nova direção da Mesa Mediadora e Trabalhos do FComGama
Do Gama
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

A recém eleita direção da Mesa Mediadora e Trabalhos do Fórum Comunitário e de Entidades do Gama, FComGama, foi recebida na tarde desta quarta-feira (1) pela administradora regional do Gama, professora Maria Antônia, que reuniu toda a sua equipe técnica a fim de acolher e responder objetivamente as demandas da comunidades.

A nova direção do FComGama é composta pela Advogada Júlia Oliveira; pelo contabilista Marcio Carneiro; pela professora Joana D'Arc, pelo Sr Juarez Carneiro e pelo estudante de Direito Higor Alves. 

Nas apresentações iniciais Marcio Carneiro fez questão de destacar que as informações administrativas que mais estão disponíveis são as da Adm regional do Gama, Marcio salientou que, por  exemplo, se quiser saber quanto a Secretaria de Estado de Educação gastou com merenda escolar no mês passado, essa informação não está disponível.

A primeira demanda encaminhada à administração foi originária dos empresários, que reclamaram à Mesa do FComGama sobre a demora na emissão de Alvarás de Funcionamento. Maria Antônia informou que os Alvarás que não foram expedidos ainda, deve-se ao fato de que a documentação das empresas estar incompleta e os profissionais de contabilidade não informaram aos empresários sobre as pendências existentes. Ainda segundo Maria Antônia, a demora na emissão desses documentos não deve-se ao fato de negligência da Administração ou do Núcleo de Licenciamento.

Na condição de diretor do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé no DF, eu fiz duas perguntas a administradora. A minha primeira pergunta foi sobre um fato que não originou-se na atual gestão mas que, infelizmente está se agravando nela. O que a Administração regional do Gama tem feito de concreto para combater as invasões de áreas públicas na cidade, em particular a ampliação recente da área invadida pela igreja Assembléia de Deus no Parque Urbano e Vivencial do Gama?

Maria Antônia disse que "primeiro você colocou muito bem, aquelas igrejas, loja maçônica, a sede dos idosos, estão ali há muitos anos. quando eu cheguei aqui há 40 anos, acho que eles já estavam lá e todos os governos e administradores que passaram, falaram em Poligonal [a implantação do plano de manejo e a preservação ambiental] e nada foi feito de concreto até agora. Acontece que nós já estamos com a Poligonal praticamente definida, também para a questão da área onde ficam as Auto Escolas, porque nem um banheiro podemos construir ali. [A área destinada pelo governo anterior para a realização de aulas de direção e treinamento das Auto Escolas, fica dentro do Parque Urbano e Vivencial do Gama].
Professora Maria Antônia Foto Joaquim Dantas
Professora Maria Antônia
Foto Joaquim Dantas
Quanto a ampliação da área invadida pela igreja, a administradora solicitou à sua equipe técnica que respondesse a essa questão e o que foi colocado pelo setor responsável é que, após um acordo feito entre os invasores e o governo, aquelas entidades ficariam fora da poligonal do parque, ou seja, o governo faria uma doação as intituições ali localizadas. Acontece que após a ampliação da invasão feita pela igreja Assembléia de Deus, ela não fica fora da Poligonal, ou seja, permanece em área de preservação ambiental.

O fato concreto é que uma nova medição foi feita para que as entidades que invadiram o parque ficassem de fora da área de preservação ambiental, entretanto, todas elas ampliaram a área invadida e agora resta saber se o governo vai ceder de novo e fazer uma nova medição para deixar os invasores fora da poligonal, até que eles ampliem a invasão novamente e o governo ceda mais uma vez, até que os invasores se apropriem do parque definitivamente. Com a palavra o governador.

Segundo ainda a equipe técnica da administração, um ofício comunicando a ampliação da invasão foi enviado à Agência de Fiscalização, AGEFIS, que tem ações programadas e, até por questão de segurança, essas ações não são informadas. Segundo Maria Antônia, nem ela sabe quando a AGEFIS vai realizar uma ação no Gama.

Ainda segundo a administradora, o GDF contratou uma empresa para fazer este monitoramento por satélite, com a finalidade de mapear diuturnamente cada metro quadrado da capital federal.

A outra pergunta que fiz a Maria Antônia foi quanto a questão de um veículo estacionado praticamente na porta da administração, fato que gerou uma matéria recentemente em um conhecido site da cidade, que citava  o fato como um mau exemplo da gestão pública e um desrespeito com o contribuinte.
O estacionamento fica exatamente ao lado deste veículo à esquerda Foto Joaquim Dantas
O estacionamento fica exatamente ao lado deste veículo à esquerda
Foto Joaquim Dantas
A administradora informou que a área onde o veículo de sua propriedade está estacionado, está devidamente autorizada pelo DETRAN e que se trata de uma área destinada à cadeirantes, razão pela qual são colocados cones em volta de seu carro, que também é uma forma de proteger a área destinada aos cadeirantes. 
Foto Joaquim Dantas
Foto Joaquim Dantas
O local onde o carro da administradora fica estacionado não é no estacionamento, mas na calçada que dá acesso a entrada principal do prédio da administração, que foi autorizado pelo DETRAN... a administradora justificou ainda estacionar naquele local pelo fato de ter a prerrogativa de ter direito a usar um carro oficial e não utilizá-lo, além do fato de, por inúmeras vezes, sair tarde do trabalho e não ter que caminhar até o estacionamento, pois ela não tem motorista nem segurança particular...

Uma informação me surpreendeu nessa reunião. A Secretaria de Estado de Saúde do DF não tem sequer um arquiteto, quem está fazendo a implantação do centro de hemodiálise do Hospital Regional do Gama, HRG, é o arquiteto da administração regional.

Atualmente o centro de hemodiálise está funcinando no setor de neonatal e será adaptado no mezanino do URG, operação complexa porque envolve a instalação de tubulações para oxigênio, reúso da água, questões que envolvem os soropositivos e as áreas reservadas para os médicos. Ponto para a administração.

Já para a Dra Júlia Oliveira o FComGama deve oficiar o encaminhamento de todas as demandas para o gestor público, devidamente protocolado e estabelecer um prazo para que o Estado se reporte. Para Dra Júlia, mesmo que a administração não possa atender à uma demanda ou outra, deve responder que não pode, justificando os motivos, para que o FComGama retorne à comunidade.

A questão do veículo estacionado quase na porta da administração é que não ficou muito clara, mas em breve retornarei à administração para continuarmos a tratar deste assunto.
Postar um comentário