23 de out de 2016

Após discussão, policial de Goiás mata vigilante em festa no Gama

Vigilante é morto por PM de Goiás em casa de festa do Gama
De acordo com testemunha ouvida pelo Metrópoles, o PM teria atirado cinco vezes contra a vítima, que o teria indagado sobre estacionamento irregular

Uma discussão entre um policial militar e um vigilante no estacionamento da Mansão Millenium, casa de festa localizada na Quadra 50 do Gama, acabou em morte na madrugada deste domingo (23/10). O cabo lotado no 19º Batalhão da Polícia Militar de Goiás (PMGO) Yuri Rafael Rodrigues da Silva Mirante atirou contra Kássio Enrique Ribeiro de Souza, 26 anos, que trabalhava como segurança free-lancer em uma festa que acontecia dentro da mansão.

Um dos vigilantes da festa, que preferiu não ser identificado, viu o crime acontecer e contou o fato, com exclusividade, ao Metrópoles. De acordo com a testemunha, por volta das 5h40, Yuri teria estacionado em local proibido ao chegar à festa e teria sido questionado por Kássio. O segurança teria pedido a retirada imediata do veículo.

Em seguida, ainda de acordo com a testemunha, o PM, que estaria bêbado no momento, sacou a arma, disparando cinco vezes contra o vigilante. Um dos tiros acertou o rosto do rapaz. Kássio era casado e, além da esposa grávida, deixa um filhinho de 2 anos. A família mora no Jardim Ipê, em Valparaíso de Goiás. O jovem era conhecido entre os amigos como Kadu.

De acordo com uma das testemunhas-chave do crime, a mãe de Kadu estava no local no momento em que ele foi assassinado. A mulher foi ao local para buscar o segurança. E, assim que viu o filho morto no chão, entrou em desespero.

A Polícia Militar de Goiás informa que Yuri se apresentou na 14ª Delegacia de Polícia (Gama) após o crime, prestou depoimento e foi liberado. Na versão do policial, Kássio teria apontado um simulacro de arma no meio da discussão e, em função disso, ele fez o disparo. Porém, a testemunha nega. “Não portamos simulacro”, diz.
Advogado do cabo Yuri, Sérgio Amaro disse que conversou com seu cliente e ele nega que tivesse ingerido bebida alcoólica. “Ele está muito abalado e não está conseguindo falar muito neste momento”, afirma. Amaro confirmou que o policial militar se apresentou na 14ª DP e entregou a arma (uma pistola .40) para ser periciada.

Gilmar Rodrigues, diretor do Sindicato dos Vigilantes do DF, garante que vai acionar a Polícia Federal nesta segunda-feira (24/10). “O serviço de vigilância nesta casa de festas era clandestino. A vigilância tem que ser feita por uma empresa especializada e não por free-lancer. Vamos pedir providências à PF”, assegura.

Não é a primeira vez que um crime desse tipo ocorre na casa de festa Millenium. Em 2012, um adolescente de 16 anos morreu ao ser alvejado por um tiro na cabeça no mesmo local. O assassinato aconteceu por volta das 4h e havia ao menos 600 pessoas no local. O atirador fugiu.

O Metrópoles não conseguiu falar com nenhum responsável pela casa de festas até a última atualização dessa reportagem. (Aguarde mais informações)

do Portal Metrópoles
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