16 de out de 2018

SINPRO/DF faz ato no Dia do Professor

Joaquim Dantas Fotografia® @joaquimdantasdf
Jairo Mendonça interpretou canções da MPB
Joaquim Dantas Fotografia® @joaquimdantasdf
SINPRO/DF faz ato no Dia do Professor

De Taguatinga
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

O Ato político e Cultural aconteceu na tarde desta segunda-feira (15) na Praça do Relógio em Taguatinga e teve como objetivo homenagear professoras e professores pela passagem do seu Dia e manifestar apoio a candidatura de Fernando Haddad à Presidência da República.
Joaquim Dantas Fotografia® @joaquimdantasdf
Joaquim Dantas Fotografia® @joaquimdantasdf

O evento contou com a presença da Deputada Distrital eleita Arlete Sampaio e de diversos diretores do Sindicato dos Professores no DF, como Júlio Barros, Jairo Mendonça, Manoel Filho entre outros.
Durante as falas e apresentações musicais um grupo de taxistas, que estava próximo ao local, fazia gestos com as mãos em direção ao carro de som simulando armas.


Joaquim Dantas Fotografia® @joaquimdantasdf





15 de out de 2018

"No comércio da fé Jesus não passa de um produto vendido a prestação"

Mourão volta a criticar 13º e diz que com ele 'todos são prejudicados'

© Exército Brasileiro/Divulgação Mourão volta a criticar 13º e diz que
com ele 'todos são prejudicados'
O general Hamilton Mourão (PRTB), vice na chapa do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), voltou a criticar o 13º salário nesta terça-feira (2).

"O 13º eu simplesmente disse que tem que ter planejamento, entendimento de que é um custo. Na realidade, se você for olhar, seu empregador te paga 1/12 a menos [por mês]. No final do ano, ele te devolve esse salário. E o governo, o que faz? Aumenta o imposto para pagar o meu. No final das contas, todos saímos prejudicados", disse o general no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Ele ficará na cidade até quinta-feira (4), gravando propagandas eleitorais com candidatos do PRTB.

Em palestra no Rio Grande do Sul na semana passada, ele chamou o 13º de "jabuticaba brasileira", uma "mochila nas costas dos empresários" e "uma visão social com o chapéu dos outros".

Após sua primeira crítica ao 13º, Mourão foi duramente repreendido por Bolsonaro, que pediu que ele ficasse "quieto" porque estava "atrapalhando". O presidenciável escreveu em suas redes sociais que quem fala em mexer no salário comete "ofensa ao trabalhador" e "confessa desconhecer a Constituição".

"Se você recebesse seu salário condignamente, você economizaria e teria mais no final do ano. Essa é minha visão. Não pode acabar [o 13º]. O que eu mostrei é que tem que haver planejamento. Você vê empresa que fecha porque não tem como pagar. O governo tem que aumentar imposto, e agora já chegou no limite e não pode aumentar mais nem emitir títulos. Uma situação complicada", continuou Mourão nesta terça (2), destacando que o 13º é um dos "custos" que o Brasil precisa diminuir para ter competitividade internacionalmente.

O general falou que a única possibilidade de mexer no 13º salário seria um "amplo acordo nacional para aumentar os salários".

"Tem governos estaduais que pagam atrasado. Não pode mudar [o 13º salário], está enraizado. Só se houvesse um amplo acordo nacional para aumentar os salários. Os salários são muito baixos, né? Você olha a nossa faixa salarial e ela é muito ruim", concluiu, sobre o tema.

Sobre a chamada de atenção ríspida que recebeu de Bolsonaro, o general atribuiu à "maneira dele de se expressar" e recorreu a uma expressão em inglês para dizer que não vê problemas: "I can live with that" ["posso viver com isso"].

O general ainda comemorou os números do Ibope divulgados na segunda-feira (1º), que mostraram crescimento de quatro pontos de Bolsonaro, que chegou a 31%, e estagnação de Fernando Haddad (PT), que se manteve nos 21%. Além disso, a pesquisa também mostrou crescimento de 11 pontos na rejeição do petista.

"Pessoal está se dando conta que não podemos aceitar a volta de todos os erros cometidos pelo PT. Estão caindo na real. A esquerda teve o seu momento e agora tem que deixar o outro lado chegar e tocar o país. É a necessidade de mudar o país, abraçarmos o liberalismo, termos abertura comercial e austeridade e moralidade, que não foi o que o outro lado mostrou", disse Mourão. Com informações da Folhapress.

12 de out de 2018

As lâminas do nazismo já estão cortando a carne de brasileiros.

Sua truculência e autoritarismo já estão fazendo vitimas por todo o país, mas, uma boa parte de nós, achamos que tudo está normal e que agressões, perseguições e mortes por patrulhamento ideológico são desconexas das palavras e posturas que têm incitado esse clima de de ódio,

Estamos brincando com algo que não conhecemos, sobretudo os mais novos que mal conhecem a ditadura pelos livros, quanto mais por sentirem as dores de seus efeitos completamente nocivos.

Sei que chegamos num ponto em que a capacidade crítica coletiva foi devorada, quase que por completo, pelo senso comum, e este é resultado de um processo de construção que já dura alguns anos.

O senso comum que menciono é tão preocupante que faz com os trabalhadores ouçam do principal candidato a presidência e seu vice que o seus direitos são jabuticabas (que só existem no Brasil) e que devem ser exterminados para que se tenha emprego.

Servidores públicos ouvem declarações de que são o grande problema do Brasil, atacam sua estabilidade, seu salário e até a sua necessidade.

Mulheres comemoram as barbaridades que ele prega contra o feminismo.

Professores não dão bola quando ouvem a família do presidenciável dizer que não deve haver educação pública, mas que o governo deve dar um bolsinha escola para que o cidadão entregue nas mãos de um empresário da área de educação.

Esse é o nosso senso comum que aceita uma pessoa dizer que a ditadura deveria ter matado pelo menos uns 30 mil e que ele vai começar limpado tudo o que ela não conseguiu fazer.

Diante da gravidade do que vem acontecendo e diante desse senso comum, controlado por sei lá quem, há que se tentar, mesmo sem chances de sucesso, alertar toda a sociedade.

Não se trata mais de um processo eleitoral comum, onde alguns segmentos podem se preocupar com o resultado eleitoral do ponto de vista de alterações econômicas, mas se trata de um risco real de afundarem nossas cabeças na escuridão das águas totalitárias.

Todos nós reconhecemos a importância da internet, mas é preciso que retomemos a consciência de que ela nos insere numa grande bolha onde nossa tela é o nosso mundo, é a nossa verdade... dessa perspectiva, temos milhões de verdades paralelas convivendo entre si, dificultando a nossa compreensão do que é fato ou do que é fake.

Não estou fazendo proselitismo político, estou apenas desabafando o quanto estou assustado com tudo e chamando os colegas à reflexão.

por José Luiz Castro

Para quem tem medo de o PT transformar o Brasil em uma Venezuela

Para quem tem medo de o PT transformar o Brasil em uma Venezuela, fiquem tranquilos, pois eles não terão essa possibilidade. 

Se voltarem ao poder, terão um congresso hostil como nunca, um judiciário inimigo do partido, oposição feroz nas ruas, e mais ainda, os militares à espreita. Qualquer gracinha, caem com uma quartelada.

Bolsonaro, por outro lado, tem muito mais chances de ser nosso Hugo Chávez.

O chavismo só existe e persiste porque foi fruto da ação de uma figura militar carismática que era contra as elites políticas de sua época,  o sistema, a corrupção e "tudo o que está aí". 

O tenente-coronel Hugo Chávez se levantou contra o sistema corrupto da elite liberal de sua época, e tomou o poder. Com o apoio dos militares e de grande parte da população, consolidou-se na presidência da república. 

Chávez sempre contou com a força do exército para garantir o avanço de suas reformas, tais como tornar a Venezuela um regime onde o executivo tem superpoderes em relação ao judiciário, destruindo de vez o sistema de freios e contrapesos, que exige um judiciário forte.

Bolsonaro também, ao seu modo, deseja destruir o sistema de freios e contrapesos. O seu vice Mourão deseja realizar uma nova constituição elaborada por "notáveis". 

Você pode dizer que isso são frases de Mourão e Bolsonaro o desautorizou. Mas o próprio candidato a presidência disse que deseja aumentar o número de ministros do STF de 11 para 21. 

Isso lhe daria possibilidade de escolher mais 10 ministros, além dos 3 que terá que escolher por causa da aposentadoria de certos ministros nos próximos 4 anos. Ao todo, poderia escolher 13 ministros do STF. 

Essa manobra é claramente uma ação para submeter o judiciário, torná-lo dócil ao executivo, e assim, o presidente poderia manipular a corte como quisesse. Tal expediente foi feito no governo o militar.

E ao contrário do PT, Bolsonaro conta com apoio das forças armadas. Poderia fazer suas ações com muito mais tranquilidade, pois a possibilidade de tomar um golpe é quase nula, além de ter os meios de coação aos inimigos. 

Hoje, apesar da deterioração social que está acontecendo na Venezuela, Maduro não cai porque os militares estão com ele. Há milícias que fazem o trabalho sujo, intimidando e matando os inimigos do governo.

Lembrando que a família Bolsonaro tem relações bastante suspeitas com as milícias cariocas.  Quando os milicianos assassinaram a juíza Patrícia Acioli, conhecida pela sua luta contra os milicianos, o filho de Bolsonaro, Eduardo, saiu em defesa dos assassinos, dizendo que a juíza mereceu por "tratar muito mal as pessoas que ela julgava". 

Flávio Bolsonaro já propôs que as milícias fossem legalizadas, em um ato de franco apoio aos pilares do crime organizado.

Há um pouco mais de um ano, quando milicianos foram presos por seus crimes, Eduardo Bolsonaro foi visitar os presos e lhes deu apoio. 

E na eleição atual, várias milicias e bicheiros cariocas apoiaram as candidaturas da família Bolsonaro e seus aliados. Isso ajuda a explicar os resultados surpreendentes de Bolsonaro no Rio de Janeiro.

Nesse sentido, se torna simbólico o fato de aliados da família Bolsonaro quebrarem a placa em homenagem à Marielle Franco, notória inimiga dos milicianos, morta em uma situação onde os principais suspeitos são os milicianos. E tal ato foi endossado pela família Bolsonaro, que ironizou a quebra da placa.

Bolsonaro tem um combo de desejo de perpetuação no poder, autoritarismo, intenção de subjugar o judiciário aos seus desígnios, apreço pela ditadura militar e mais ainda, apoio do exército e de muitas milícias. 

Oposição será tratada na bala, e a chance de termos um número alto de mortos por fazer oposição no país, como acontece na Venezuela de Chávez e Maduro, é bastante alta.

Portanto, se existe alguém neste momento que tem os mecanismos na mão de "venezuelar" o Brasil, esse alguém é Bolsonaro.

por José Luiz Castro