22 de jan de 2018

Assessores da campanha de Trump se negam a ajudar Bolsonaro

DIDA SAMPAIO/ ESTADÃO
A agência americana Cambridge Analytica alegou que não irá assessorar o candidato devido à sua imagem “ruim”

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ, mas de malas prontas para o PSL do estado) – segundo colocado nas intenções de voto dos brasileiros, entre os pré-candidatos a presidente da República – tentou contratar a mesma agência responsável pela campanha vitoriosa de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos. A informação é do Blog da Andreza Matais, do jornal O Estado de São Paulo.

De acordo com a colunista, emissários do presidenciável entraram em contato com a agência norte-americana Cambridge Analytica, que, após receber o pedido, solicitou um tempo para analisar as redes sociais de Bolsonaro. Depois de alguns meses, a empresa recusou a proposta para assessorar o deputado federal na corrida ao Planalto devido à “imagem ruim” dele, conforme teriam destacado.

Perguntado sobre o assunto, o parlamentar desconversou. Disse não possuir dinheiro para contratar uma agência deste porte. Segundo informações preliminares, se a migração para o PSL se concretizar, conforme anunciado, Bolsonaro terá R$ 3 milhões para usar na corrida eleitoral.

por ANDRÉIA BASTOS no Portal Metrópolis

Flávio Dino: Sentença de Sergio Moro é frágil, não há provas

Em suas redes sociais, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) afirmou que a argumentação jurídica usada por Sérgio Moro para sentenciar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é frágil e não possui consistência. De acordo com o parlamentar a sentença não tem relação com a Petrobras e Lula não solicitou ou recebeu apartamento, que continua sendo da OAS.

Segundo o governador, é ínfima a chance do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmarem a frágil sentença do tríplex. Para ele, uma eventual condenação em 2ª instância de Lula só serviria para gerar inelegibilidade em 2018.

Flávio Dino espera que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) aplique bem o Direito ao caso.

“Muitos desejam fazer julgamento político do ex-presidente Lula. Há dia e local para fazê-lo. Nas urnas, no dia da eleição. Tribunais não devem servir para isso. Que deixem Lula ser candidato e que o povo o julgue politicamente”, concluiu Flávio Dino.

Portal PCdoB

16 de jan de 2018

Elis Regina e Adoniram Barbosa, uma relíquia


Julgamento de Lula segue roteiro antidemocrático no Brasil

A presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores de Brasil (PT), Gleisi Hoffman, afirmou em 15 de janeiro que o próximo julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é a continuidade da ruptura democrática iniciada em 2016.

Durante uma intervenção em um ato público, Hoffman destacou que esta seria a terceira fase do golpe de Estado ao sistema democrático e recordou que a primeira foi a saída de Dilma Rousseff do Palácio de Planalto.

Declarou também como segunda fase a anulação governamental dos direitos conquistados pelos trabalhadores 'e agora querem retirar do povo brasileiro o direito de eleger novamente Lula como presidente'.

O ex-governante será julgado em segunda instância no próximo 24 de janeiro. O caso refere-se à primeira condenação do juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato em Curitiba, Paraná.

Qualquer que seja o resultado, opinam os especialistas, será um momento de definição para a política em 2018 e nos próximos anos, resenha o portal digital www.brasildefato.com.br.

Se Lula for condenado -dizem-, duas questões serão apreciadas no âmbito político nacional. Uma: desde que o Supremo Tribunal Federal (STF), contrariou a Constituição e foi favorável ao cumprimento da pena depois de prisão em segunda instância, existe a possibilidade de que Lula seja preso.

A segunda questão: uma eventual condenação pelo Tribunal Federal Regional, no entanto, não lhe impedirá ao ex-chefe de Estado registrar sua candidatura presidencial e recorrer a instâncias superiores, como o Tribunal Superior Eleitoral e o próprio STF.

Por sua vez, Gisele Cittadino, professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC), de Rio de Janeiro, e integrante do Frente Brasil de Juristas pela Democracia, ao resumir a situação política e legal de Lula, destacou que 'este golpe, para se consolidar como tal, vai ter que suspender o processo eleitoral de 2018. Porque ainda que seja condenado aqui, ele ex-presidente segue como candidato [ao menos] até o 15 de agosto', disse.

Para o ex-chanceler Celso Amorim, se Lula for impedido de disputar as eleições a raiz do julgamento pelo TRF, o 24, 'o evento terá graves consequências no país, e possivelmente para além de nossas fronteiras, porque seria uma forma de agressão contra a democracia na América Latina.

Assim, o Brasil enviará outro sinal negativo, apesar do peso indubitável que tem repercussões para o bem ou o mau nos países vizinhos', dimensionou Amorim.

'Não quero fazer análises simplistas, mas acho que Moro e outros magistrados estão usando suas posições para perseguir líderes progressistas, assegurou o ex-chanceler.

Lula da Silva será julgado porque 'provavelmente' recebeu um apartamento triplex no Guarujá, estado de São Paulo, das mãos da companhia brasileira OAS como parte de um suborno.

mgt/cw/bj/gdc - Brasília, 16 jan (Prensa Latina) 

Debandada em massa de prefeitos tucanos pode facilitar reeleição de Flávio Dino no Maranhão

Cerca de 27 dos atuais 30 prefeitos do PSDB no estado ratificaram a posição de deixar a legenda e se filiar ao PRB; se a mudança se confirmar, será um grande passo para fortalecer as chances de reeleição do atual governador.

Da Redação da Revista Fórum

O vice-governador Carlos Brandão mostrou força política ao reunir quase a totalidade dos 30 prefeitos do PSDB, em evento do seu novo partido, o PRB, na semana passada. A tendência, segundo os tucanos, é que o partido fique, no máximo, com um ou dois gestores municipais, já que os 27 presentes ao evento ratificaram a posição de sair da legenda. As informações são do blog de Clodoaldo Corrêa.

Além dos prefeitos, os deputados estaduais Neto Evangelista e Sérgio Frota devem deixar o PSDB, assim como o suplente Marcos Caldas. A revoada tucana após o golpe do senador Roberto Rocha, novo presidente do partido, vai fortalecer ainda mais o campo de alianças do governador Flávio Dino (PCdoB), já que os dissidentes migrarão para legendas que apoiam o atual projeto de mudanças para o Maranhão.

Inerte até o momento por estar de férias em Miami, Roberto Rocha terá trabalho para honrar com a garantia de que para cada prefeito que saísse do PSDB, ele iria filiar um novo.

Carlos Brandão, por sua vez, segue se movimentando e se viabilizando, cada vez mais, para continuar como vice-governador. Se esse for seu desejo, ele tem mostrado reunir todas as condições para a tarefa, já que, mesmo com a inesperada decisão da Executiva Nacional do PSDB de interferir no diretório estadual para atender aos caprichos de Roberto Rocha, Brandão mostra que sai maior do que o próprio partido tucano no Maranhão.

A revoada de tucanos maranhenses para outros partidos fortalece, e muito, o projeto de reeleição de Flávio Dino. E mostra o compromisso e parceria dos prefeitos com o governador e o vice-governador.

*Com informações do blog de Clodoaldo Corrêa

Foto: Karlos Geromy/Secretaria de Comunicação e Assuntos Políticos do Maranhão