7 de mar de 2015

Além da sala de aula não há esperança

Emily VanCamp
Filme tenta sensibilizar o espectador através de atitude da protagonista

De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

O capitalismo consegue ser cruel até no cinema. O filme "Além da Sala de Aula" ( ORIGINAL: Beyond the Blackboard - TV - 2011), conta a história de uma professora recém formada e uma abastada cidadã americana de classe média, que consegue seu primeiro emprego como professora de uma turma de alunos sem teto. A sinopse oficial do filme conta que "Ao 24 anos de idade e pela primeira vez como professora, Stacey Bess (Emily VanCamp) supera seus medos iniciais e preconceitos e faz a diferença na vida das crianças de rua que ela ensina em uma sala de aula improvisada de um abrigo".

Na trama, escola funciona em um abrigo social, provisório, do governo para as famílias das crianças que, por sua vez, são matriculadas provisoriamente na "escola sem nome". As famílias das crianças são, em geral, compostas de imigrantes latinos, negros, de pessoas envolvidas com drogas e algumas crianças têm o pai presidiário.

As instalações da escola mais parecem um beco abandonado, sem carteiras, sujo e sem a menor condição de receber aqueles alunos com um mínimo de dignidade. A professora novata, dominada por sonhos e projetos educacionais, sofre um choque quando vê as condições da escola e no decorrer do filme ela consegue inúmeras melhorias por intermédio de seus superiores, além de conseguir que os pais das crianças tenham uma participação maior na vida escolar dos meninos e meninas. O filme coloca as ações da professora para ajudar aquelas crianças como a coisa mais importante.

O que é mais importante no enredo do filme e que foi colocado em terceiro plano, é o que provocou aquele estado de miséria que aquelas famílias estavam. Em nenhum momento do filme é tratado a questão social daquelas pessoas, não explicam o motivo de estarem ali naquelas condições, apenas colocam a professora coma a heroína da história. É claro que a atitude da professora em ajudar aquelas crianças é louvável, mas não é a coisa mais importante, porque o capitalismo vai continuar deixando as pessoas miseráveis e a professora, infelizmente, não vai poder ajudar a todas elas.

No mundo capitalista, não há esperança além da sala de aula.
Postar um comentário