12 de ago de 2015

A traição de Sarney

Tal qual Lázaro de Melo, Sarney trabalha nas caladas das madrugadas para que a presidenta Dilma Rousseff, a quem fez juras de amor para eleger a filha em 2010, seja enforcada politicamente e sua facção no PMDB dê as cartas na Presidência da República.

por Raimundo Garrone

Em Brasília, o chefe da oligarquia mais longeva do país articula com próceres peemedebistas a queda do governo, do qual tanto tirou proveito.

Outrora discreto, o coronel de Curupu já não esconde o desejo de
ver Dilma pelas costas. Escalou o novo ‘faz-tudo’ do grupo deputado federal Hildo Rocha para ciceronear o indigitado presidente da Câmara, Eduardo Cunha e atacar a vinda da presidenta ao Maranhão. Até o imperceptível Sarney Filho pulou o muro e ensaiou críticas a Dilma.

Mas, foi no Jornal do clã “O Estado do Maranhão”, no dia seguinte à visita da presidenta ao Maranhão, que Sarney expressou seu desapreço pela lealdade e lançou ataques severos a 
O texto carregado de ressentimentos diz que a presidenta iniciou sua turnê pelo Nordeste sem a presença do povo. O editorial é ressentido e mentiroso. Dilma esteve frente a frente com mais de 7 mil pessoas que a aplaudiram e bradaram ‘não vai ter golpe’. Dispara críticas também ao governador Flávio Dino.

Mas, essa é a essência de Sarney, que sempre usou o poder federal para sabotar governadores, que não rezaram em sua cartilha. Fez isso com Nunes Freire, Zé Reinaldo e Jackson Lago. Condenou o povo do Maranhão para satisfazer seus interesses pessoais, para manter domínio familiar sobre o Maranhão, em nome dos negócios nada republicanos.

O tal ‘vale-tudo’ que Dilma tanto condenou em seu discurso.
Pronunciamentos, aliás, que não mereceram nenhuma referência ao ex-todo-poderoso cacique maranhense.
Dilma provavelmente caiu na real e já deve saber do que Sarney é capaz. Ele e seus asseclas que sempre se beneficiaram do poder nos governos do PT agora cospem no prato que tanto comeram.

De fazer inveja ao afilhado de Manuel Beckman. Lázaro de Melo mandou o padrinho para forca em troca do cargo de capitão das ordenanças. Pelo gesto vil recebeu a repulsa dos comandados.

Menos mal, que como bem disse o ex-governador Zé Reinaldo o leão da metro já não mete medo em ninguém porque já não tem mais dentes.
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