4 de ago de 2015

Executivo da Globo ppode dirigir Liga amiga da CBF

Estádio Nacional Mané Garrincha
Clubes cogitam executivo da Globo para dirigir uma Liga amiga da CBF
Os principais clubes do país querem diminuir o poder da CBF em relação ao Campeonato Brasileiro, mas não entram em consenso sobre como fazer isso.

O plano mais forte no momento é compartilhar a organização da competição com a confederação por meio de uma Liga ou uma associação dos times. A nova entidade agiria em sintonia com a CBF.

Nesse cenário, os clubes cuidariam principalmente da parte comercial do Brasileirão, como a venda dos direitos de TV, que voltaria a ser feita em bloco, método usado na época do Clube dos 13, não individualmente, modelo adotado hoje. A tabela seria elaborada por um executivo em conjunto com a emissora de televisão que transmitir os jogos. Outros assuntos técnicos, como a escalação de árbitros, ficariam sob a batuta da confederação.

Esse formato tem até um executivo cotado para tocar a Liga: Marcelo Campos Pinto, alto funcionário da Globo, desde que ele deixe seu cargo na emissora.

Mas há também um grupo menor e mais radical que defende a criação da Liga de forma totalmente independente da confederação.

“É certo que a CBF precisa dividir o poder com os clubes. Mas romper com ela não é o caminho. Criar uma Liga dentro da confederação é impossível. Então, acho que a solução é fundar uma associação de clubes. Ela discutiria a venda de direitos de transmissão pelos clubes, de maneira colegiada”, disse Modesto Roma Júnior, presidente do Santos.

“Não temos como organizar um campeonato agora. Então, precisamos primeiro buscar a união. Depois, podemos fazer uma liga branda, um modelo híbrido de gestão junto com a CBF. Isso iria evoluindo até a criação da Liga Nacional”, afirmou Júlio Casares, vice-presidente do São Paulo.

Uma demonstração de que a unidade pregada pelo são-paulino não será alcançada facilmente é o fato de o Cruzeiro afirmar que ainda nem foi chamado para debater a criação da Liga, ideia que tem Flamengo e Atlético-PR entre seus líderes.

“Não ouvi nada sobre isso, ninguém me procurou, não participei de nenhuma reunião”, declarou Gilvan de Pinho Tavares, presidente cruzeirense.

Independentemente do sistema a ser adotado, a maioria dos clubes entende que Marco Polo Del Nero está fragilizado por causa das investigações do FBI sobre supostos casos de corrupção no futebol e que atingem cartolas brasileiros. Assim, consideram o momento ideal para cobrar o aumento do poder dos times nas decisões sobre o Brasileirão.

Via blogdoperrone.blogosfera.uol.
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