4 de fev de 2016

Viana diz que “caçada” a Lula extrapolou os limites

Viana: “na semana em que se descobre o desvio de milhões
 de reais da merenda das crianças sob um governo do PSDB,
 a manchete é uma canoa de R$ 4 mil comprada por Dona Marisa”
Viana diz que “caçada” a Lula extrapolou os limites e avisa: “vamos reagir”
A “verdadeira caçada” movida por setores da imprensa de por algumas autoridades públicas contra o presidente Lula já extrapolou todos os limites, afirmou o senador Jorge Viana (PT-AC), que usou a tribuna na tarde desta terça-feira (2), na reabertura dos trabalhos legislativos de 2016, para expressar sua indignação com os mais recentes ataques ao ex-presidente da República e sua família. “Mas nós não vamos nos acovardar. Vamos reagir”, assegurou.

“Na semana em que se descobre a máfia da merenda em São Paulo, o desvio de milhões de reais da merenda das crianças sob um governo do PSDB, a manchete é uma canoa de R$ 4 mil comprada por Dona Marisa!”, protestou Viana. Ele denunciou e repudiou a campanha dirigida contra Lula por “pessoas que ocupam cargos públicos, ligados ao Judiciário, e que agem fora da lei, à margem da Constituição”. A motivação dessas pessoas, segundo o senador, seria “atender os próprios interesses e vaidades, talvez suas convicções políticas”.
Viana também lembrou também a condenação do ex-presidente nacional do PSDB, Eduardo Azeredo, a 20 anos de prisão, fato que recebeu tímida cobertura da imprensa. “Isso não é notícia. O Presidente do PSDB não serve, tem que ser alguém do PT”. Azeredo foi condenado pelo mensalão original que a grande imprensa, tucanamente, não chama de “mensalão do PSDB”, mas pelo eufemístico título de “mensalão mineiro”.

Jorge Viana ressalta que qualquer pessoa que ocupe ou tenha ocupado cargo públicos tem obrigação de prestar contas de seus atos, como tem reiteradamente feito o ex-presidente Lula, todas as vezes que foi questionado. “Mas a Lula e sua família, movida por setores da grande imprensa, junto com autoridades que saem de suas atribuições constitucionais — que, aliás, estão bem claramente estabelecidas — é inaceitável”.

O senador citou os exemplos dos dois grandes presidentes do Brasil antes de Lula, Getúlio Vargas e Juscelino Kubistcheck, que “morreram acusados de todos os crimes, difamados, tratados como ladrões”. Depois da morte de ambos é que se viu que eram honestos e eram vítimas de difamação. A História os julgou e mostrou que os fatos eram bem diferentes do que se falava. “E quem os desmoralizou? Quem os carimbou como corruptos? Setores da grande imprensa, em conluio com algumas autoridades e associados com alguns interesses”, lembrou Viana.

Para ele, o que estão fazendo com Lula é a mesma coisa, a partir da “ação irresponsável de alguns que querem os holofotes e de outros que querem desviar a atenção”. “Vi veículos de imprensa transformarem uma canoa comprada por Dona Marisa por R$ 4 mil em crime de Estado. Marisa merece respeito dessas pessoas que agem mais como foras da lei do que como defensores da lei”.

O senador recordou o trabalho incansável de Lula ao longo de seus oito anos de mandato e lembrou o esforço do presidente para garantir as verbas e a estrutura para equipar a Polícia Federal e para assegurar os concursos públicos para repor os quadros dos órgãos de fiscalização.

“E Lula fez muito mais: atendeu os pobres, os excluídos. Trabalhou para gerar mais de 15 milhões de empregos”, lembrou o senador. Depois de oito anos, Lula deixou a Presidência com o patrimônio que entrou. “Foi dar palestras. O casal Clinton já recebeu meio bilhão de dólares com essa atividade. FHC dá palestras toda hora. Marina Silva também. Mas Lula não pode: dizem que é crime”.

Jorge Viana apontou que os principais patrocinadores da campanha de ódio provavelmente se inscrevam entre os que mais se beneficiaram no seu governo. “Quanto que as grandes corporações de comunicação ganharam de verbas públicas no governo do Presidente Lula? Mais de R$10 bilhões de verba, para distribuições de dividendos, dinheiro público. O Presidente Lula não tem um veículo de comunicação para se defender, nenhuma rádio, nenhum jornal e não tem a solidariedade daqueles que ele salvou, porque boa parte desses grupos estava falida, quebrados, em consequência das políticas equivocadas e irresponsáveis dos governos aliados que eles tinham”.

O senador expressou vergonha por não haver “um único cidadão no Judiciário que levante a voz contra isso. Esses conselhos de controle do Judiciário são uma vergonha, porque fazem parte de uma corporação que sempre diz amém às versões colocadas por aqueles que, por terem passado no concurso público – o que é mérito –, querem destruir a vida de alguém – e podem fazer isso à vontade neste País”, criticou.

Um exemplo clamoroso é o do procurador do Ministério Público de São Paulo que antes de citar o presidente Lula em investigações foi procurar a revista Veja para anunciar que pretendia investiga-lo. “Esse integrante do MP deveria estar, sim, respondendo ao Conselho do Ministério Público Nacional, que nós aprovamos aqui, mas que não funciona – só funciona para garantir recursos para quem já está lá”.

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