6 de mar de 2015

PCdoB/DF debate Ato em apoio à Petrobras dia 13

O presidente do PCdoB/DF, Augusto Cesar Madeira
Plenária do PCdoB/DF debate Ato em apoio à Petrobras dia 13 de Março

De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

O Partido Comunista do Brasil no Distrito Federal, PCdoB/DF, convocou sua militância para uma plenária na noite desta quinta-feira (5), na sede do partido, com o objetivo de debater as estratégias para o Ato convocado pelo Comitê Central, em apoio à Petrobras no próximo dia 13 de março.

O presidente do partido no DF, Augusto Cesar Madeira, abriu a plenária relembrando a todos que o atual momento político tem aspectos que remetem aos anos de chumbo durante a ditadura militar. Os generais só publicavam os famigerados Atos Institucionais após emissão de parecer jurídico que desse base legal ao Ato, era uma prática comum dos generais consultar os juristas nestes casos. Recentemente o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pediu ao jurista Ives Gandra que desse um parecer se existe base legal para um possível pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Gandra apontou pontos de legalidade para o pedido, o que foi rebatido por renomados juristas como Lenio Streck, ex-procurador de Justiça, professor e advogado; Marcelo Cattoni, doutor em Direito e professor da UFMG; e Martonio Mont’Alverne Barreto Lima, doutor em Direito e professor da Unifor-CE.

Madeira lembrou ainda que além do momento político ser complexo e difícil para o governo, a presidenta Dilma precisa recompor a sua base política o mais rápido possível para ter um mínimo de governabilidade. Por isso a participação do PCdoB é importante, por ser um partido de ação e que nunca  ficou parado. Madeira fez um chamamento à militância para debater as formas que o partido pode interferir na atual investida da direita e que todos considerem a importância de uma ação política imediata.
Plenária atenta aos debates

Intervenções
A maioria das intervenções feitas pelos presentes foram favoráveis a uma mobilização para o Ato de apoio à Petrobras no próximo dia 13 de março, embora tenhamos pouco tempo para isso e da aparente desmotivação do Partido dos Trabalhadores no DF, PT/DF,  e da Central Única dos Trabalhadores, CUT que, até a presente data, não apresentaram uma agenda para a atividade.

Foi lembrado também na ocasião que realmente existe um "ovo da serpente sendo gerado", que a mídia hegemônica tem estimulado parte da população a acreditar que o  impeachment da presidente Dilma é uma coisa normal, quando na verdade se trata de um golpe mortal na democracia brasileira, construída a duras penas, inclusive ao custo de muitas vidas dos camaradas que tombaram durante a construção desse processo.

Para Claudio Avelar o governo da presidenta Dilma vem sofrendo grande pressão, principalmente porque a direita aprendeu a se articular, além de que, partidos considerados de esquerda até bem pouco tempo, tenham perdido essa identidade, como foi o caso do Partido Socialista Brasileiro, PSB, que declarou apoio a Aécio Neves no segundo turno das eleições de outubro. Avelar lembrou que "uma coisa é quem comete erros, outra coisa é culpar a Petrobras e a direita faz muito bem isto", referindo-se aos envolvidos na operação lava jato e a forma como a mídia tenta responsabilizar a empresa com o intuito de enfraquecê-la, oferecendo "motivos" para a população apoiar uma eventual privatização.

Matheus Diniz, presidente da União da Juventude Socialista no Distrito Federal, UJS/DF, acredita que o momento não é de dividir ou enfraquecer as forças que apoiam o governo, mas de ampliar. Embora não esteja claro o suficiente todos os aspectos para a mobilização do dia 13, acredita que tanto a UJS quanto os movimentos estudantis devem se juntar nessa marcha.

Ao final da plenária foi aprovada a criação de uma comissão para viabilizar a atividade do dia 13 de março.

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