15 de mai de 2015

Luciana Santos com os Movimentos Sociais

Foto Joaquim Dantas/Blog do Arretadinho
Foto Joaquim Dantas/Blog do Arretadinho
A futura presidenta do PCdoB, Luciana Santos, participa de Plenária com os Movimentos Sociais

De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

A sede do Partido Comunista do Brasil, PCdoB, no Distrito Federal, recebeu representantes dos Movimentos Sociais do DF, na noite desta quinta-feira (14). A finalidade do encontro foi a de promover um debate sobre a conjuntura política atual do Brasil e a 10ª Conferência do partido, que acontecerá nos dias 29, 30 e 31 deste mês, quando será debatido o projeto de resolução aprovado no final do mês passado.

Além de debater a criação de uma Frente Ampla em Defesa do Brasil, do desenvolvimento e da democracia, como atualizar e efetivar as linhas de construção partidária, a Conferência vai discutir a sucessão da Presidência Nacional do PCdoB, com a indicação da deputada federal Luciana Santos, PCdoB/PE, para substituir o atual presidente da legenda, Renato Rabelo.

A mesa da Plenária foi composta pelo presidente do partido no DF Augusto Madeira; pelo presidente da UJS/DF, Matheus Diniz; pela representante da UNEGRO/DF, Santa Alves; pelo presidente da CTB/DF, Aldemir Domicio; pelo presidente do PCdoB de Brasília, Jean do Carmo e pela futura presidenta nacional do partido, deputada Luciana Santos.

Augusto Madeira iniciou a reunião fazendo uma saudação aos presentes, em seguida fez uma análise compacta da atual crise política que o país atravessa, reafirmando a posição do partido na defesa do debate da retomada do crescimento do Brasil, do avanço de mais conquistas e ampliação dos direitos dos trabalhadores, da defesa da Petrobras, da defesa da constitucionalidade do mandato da presidenta Dilma e do enfrentamento  às forças conservadoras e autoritárias instaladas no Congresso Nacional. 

Madeira criticou a grande mídia por fazer um combate à corrupção seletivo, exemplificando o fato da divulgação do nome do ex-presidente Lula, citado na delação premiada do doleiro Alberto Youssef e a omissão do nome do senador Aécio Neves, PSDB/MG, também citado na mesma delação. O presidente do partido no DF pontuou, ainda, como "absurda" a agressão desferida recentemente à deputada Jandira Feghali, PCdoB/RJ, pelo deputado Alberto Fraga, DEM/DF, que dirigiu-se à deputada afirmando que "mulher que se mete na política e enfrenta homem, deve apanhar feito homem". "O partido está tomando as medidas legais contra o agressor", informou Madeira.

Já a deputada Luciana Santos fez um apanhado dos entraves políticos enfrentados pelas forças progressistas do país, das dificuldades no enfrentamento desses entraves, dos riscos de retrocesso que estão postos e dos desafios que os comunistas terão que enfrentar, entre outros, a inclusão do Brasil na divisão internacional do trabalho e fazer do país um "portador do futuro" nas áreas de petroquímica e biotecnologia.
Foto Joaquim Dantas/Blog do Arretadinho
Foto Joaquim Dantas/Blog do Arretadinho

Luciana pontuou também as conquistas alcançadas, com a participação efetiva do PCdoB nos últimos 12 anos, como a recuperação da indústria naval, que estava abandonada e da ampliação da perspectiva da juventude brasileira com a criação de programas como o PROUNI, FIES, PRONATEC e outros. Luciana enfatizou que o posicionamento do partido continuará sendo pela defesa do fortalecimento do setor produtivo do país, da defesa e ampliação das conquistas dos direitos dos trabalhadores e do enfrentamento ao poder econômico que tem como porta-voz, a grande mídia, que tem partido e que quer impor a sua agenda à todo custo, mesmo perdendo o último pleito eleitoral;

A futura presidenta do PCdoB classificou o atual momento político como um "terceiro turno" das eleições, que o "discurso conservador saiu do armário" e que "estamos vivendo um momento de radicalidade, com uma agenda conservadora que está tentando eliminar conquistas adquiridas", referindo-se aos Projetos de Lei que tratam da redução da maioridade penal e da terceirização.

Outro tema tratado pela parlamentar foi a defesa da reforma política que estabeleça o financiamento público de campanha, contrariamente ao que está sendo proposto no parlamento, que é a institucionalização do financiamento privado de campanha, o que coloca o país "na contra-mão do enfrentamento da matriz da corrupção", disse a deputada.

Luciana encerrou sua fala afirmando que "os comunistas vão pra cima, nós não vacilamos porque temos lado. Nós vamos pra cima nas ruas e nas redes, para defender a constitucionalidade do mandato da presidenta Dilma e contra qualquer tentativa de golpe, vamos criar uma Frente Ampla em defesa do Brasil e para barrar esse retrocesso político", referindo-se à agenda conservadora da presidência da Câmara dos Deputados.
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