26 de nov de 2015

Pombos atacam usuários no Restaurante Comunitário do Gama

Restaurante Comunitário do Gama
Foto Joaquim Dantas
Se você for almoçar no Restaurante Comunitário do Gama, fique preparado para ser atacado pelos pombos

Do Gama
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

Está cada vez mais insuportável almoçar no Restaurante Comunitário do Gama, devido a grande quantidade de pombos que frequentam o local.

Na tarde desta quinta-feira (26) o estudante Paulo Kemi, sentou-se e colocou o seu prato sobre a mesa compartilhada para almoçar, como faz costumeiramente. Ele percebeu que ao seu lado já estava almoçando uma amiga e virou-se para cumprimentá-la, foi aí que ele levou um grande susto: um. das dezenas de pombos que frequentam o restaurante na hora do almoço, pousou em seu prato e passou a comer a sua comida.

Não, você não leu errado, o pombo pousou confortavelmente em seu prato e começou a comer a comida que acabara de pegar, uma bizarrice absurda e intolerável que a sociedade não deve aceitar.

Esta não é a primeira vez que abordamos o tema dos pombos aqui no Blog que, a cada dia, torna-se um problema maior. No dia 05 de maio de 2012 publicamos uma matéria onde fizemos a primeira denúncia. Um ano depois, no dia 2 de maio de 2013, nada havia mudado e voltamos a alertar o governo sobre o grave problema, porque os pombos continuavam a disputar a comida nos pratos com as pessoas.

O governo, ao que parece, não tem o menor interesse em encontrar uma solução para essa gravíssima situação. A impressão que se tem é a de que as autoridades são irão tomar uma atitude quando alguma pessoa for infectada por uma das mais de 6 doenças que os pombos transmitem.

Após espantar a ave o estudante dirigiu-se a um dos funcionários que estava conversando com um dos vigilantes e relatou o que havia ocorrido. Mesmo com o segurança ter se expressado com desdém, o funcionário autorizou ao estudante pegar outra refeição. Visivelmente transtornado, Paulo pegou outra refeição e voltou a sentar-se ao lado da amiga.

Eles estão por toda parte
Foto Joaquim Dantas
Antes do preço das refeições terem aumentado para o valor de R$ 3,00, o artista plástico gamense Mario Salluz propôs a direção do restaurante mobilizar a comunidade para que fosse cotizado entre os moradores o valor necessário para colocar telas nas janelas, mas não recebeu nenhuma resposta, nem positiva nem negativa. 

Segundo a Biblioteca Virtual do Ministério da Saúde, as patologias mais comuns transmitidas pelos pombos às pessoas são:

Salmonelose: doença infecciosa provocada por bactérias. A contaminação ao homem ocorre pela ingestão de alimentos contaminados com fezes animais;
- criptococose: doença provocada por fungos que vivem no solo, em frutas secas e cereais e nas árvores; e isolado nos excrementos de aves, principalmente pombos;

Histoplasmose: doença provocada por fungos que se proliferam nas fezes de aves e morcegos. A contaminação ao homem ocorre pela inalação dos esporos (células reprodutoras do fungo);

Ornitose: doença infecciosa provocada por bactérias. A contaminação ao homem ocorre pelo contato com aves portadoras da bactéria ou com seus dejetos;

Meningite: inflamação das membranas que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.

Segundo a Assessoria de Imprensa do Ministério "Como dificilmente são caçados por outros animais, sua população cresce muito rápido e o aumento de sua quantidade tornou-se um grave problema de saúde, pois, podem causar várias doenças graves que podem levar à morte ou deixar sequelas".

Confira as recomendações do Ministério da Saúde como medidas de controle:
  •  Retirar ninhos e ovos;
  •  Umedecer as fezes dos pombos com desinfetante antes de varrê-las;
  •  Utilizar luvas e máscara ou pano úmido para cobrir o nariz e a boca ao fazer a limpeza do local onde estão as fezes;
  •  Vedar buracos ou vãos entre paredes, telhados e forros;
  •  Colocar telas em varandas, janelas e caixas de ar condicionado;
  •  Não deixar restos de alimentos que possam servir aos pombos, como ração de cães e gatos;
  •  Utilizar grampos em beirais para evitar que os pombos pousem;
  •  Acondicionar corretamente o lixo em recipientes fechados;
  •  Nunca alimentar os pombos.

É muito importante para nossa saúde controlar a população desses animais na comunidade, fazendo com que eles procurem locais mais adequados para viver, com alimentação correta e longe dos perigos das cidades. Um pombo na cidade vive em média 4 anos, enquanto que em seu ambiente natural pode viver até 15 anos.

Continuaremos cobrando do Governo do Distrito Federal que encontre uma solução para este problema, antes que um mal maior aconteça.
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