23 de jan de 2016

SINPRO/DF participa de Ato em Anápolis contra as OSs

Foto Joaquim Dantas
Professor Chico do Gama (esquerda) e Professor Francisco de Assis Souza
Foto Joaquim Dantas

Diretores do SINPRO/DF participam de Ato em Anápolis contra a implatação de OSs nas escolas estaduais

De Anápolis
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

Alunos secundaristas de Anápolis, GO, promoveram um Ato Político na praça do Central da cidade contra a implantação das Organizações Sociais, OSs, para administrar as escolas públicas estaduais e em apoio aos alunos que ocupam cerca de 7 escolas da cidade. As escolas ocupadas atualmente são: Colégio Estadual Herta Layser Odwyer, ocupado desde 23/12/2015; Colégio Estadual Polivalente Frei João Batista, ocupado desde 14/12/2015; Colégio Estadual Padre Fernando Gomes de Melo, ocupado desde 16/12/2015; Colégio Estadual José Ludovico de Almeida, ocupado desde 15/12/2015;  Colégio Estadual Jad Salomão, ocupado desde 16/12/2015; Colégio Estadual Carlos de Pina, ocupado desde 16/12/2015 e Colégio Estadual Américo Borges de Carvalho, ocupado desde 16/12/2015.

Diretores do Sindicato dos Professores no Distrito Federal, SINPRO/DF, compareceram ao Ato em solidariedade aos estudantes na manhã desta sexta-feira (22). Em um rápido pronunciamento o Diretor do SINPRO/DF, Francisco de Assis Souza, repudiou a colocação das OSs para administrar as escolas estaduais e se solidarizou com os alunos que ocupam as escolas de Anápolis.
Foto Joaquim Dantas
Os estudantes tomaram a praça da cidade
Foto Joaquim Dantas

Após o Ato os alunos saíram em caminhada pelas ruas cidades, parando na frente de algumas escolas para pedir a adesão de outros estudantes ao movimento de ocupação. A caminhada terminou em frente a Subsecretaria de Educação do Estado, onde alunos, professores e sindicalistas manifestaram-se com mais veemência contra as OSs.

Todas as ocupações necessitam de apoio em forma de doações de alimentos,materiais de limpeza e higiene  para seguirem funcionando. Os alunos também precisam do apoio da comunidade pra continuar a luta por escolas Públicas para todos.

Para o Professor pós-doutor em Geografia, Tadeu Alencar Arrais, a implantação das OSs nas escolas vai gerar um custo maior para o Estado. De acordo com estudos realizados pelo educador, “o custo médio por aluno, de repasse para as escolas, do Proescola, para manutenção, não ultrapassa R$ 50, 00 por aluno. A previsão do edital de chamamento para as OSs é de R$ 250,00 no mínimo, e R$ 350,00 no máximo. Para a menor escola, com 10 salas de aula, será destinado algo que pode chegar a R$ 1,3 milhões  por ano, sem contar os aditivos”. Segundo o professor esses dados estão no edital.
Foto Joaquim Dantas
Os estudantes protestaram contra as OSs pelas ruas da cidade
Foto Joaquim Dantas
Após a marcha dos estudantes os sindicalistas do DF dirigiram-se ao Colégio Estadual Herta Layser Odwyer, onde ouviram os relatos dos cerca de 15 alunos que ocupam a escola desde dezembro. Os estudantes disseram que estão sofrendo uma forte pressão do governo, que está intimidando os pais dos alunos para que estes desocupam as escolas.
Segundo os estudantes do Colégio Herta Layser, nenhum professor da escola manifestou apoio à ocupação, que já declararam serem contra as OSs mas não aprovam o movimento dos alunos. Essa falta de apoio, infelizmente, atinge a grande maioria dos professores da rede estadual e de boa parte da sociedade.

Em seu perfil do Facebook, o diretor do SINPRO/DF, Cleber Soares, que também participou do Ato, disse que " A ida à Anápolis para participar de um ato contra a terceirização e a conversa com as meninas e meninos que resistem apesar da pressão do governo, da comunidade, da família (em muitos casos), de colegas de escola, de lideranças locais, foi um momento especial. Causa indignação a crueldade da pressão exercida contra meninas e meninos que exercem, com todo o vigor própro da juventude, o direito de reivindicar o futuro que querem. Porque é disto que se trata: de futuro. A questão é que futuro e produto do presente por isso é preciso lutar desde agora. A privatização das escolas públicas, proposta sob a forma de OS é a subtração da escola da comunidade em que está inserida. Não se trata simplesmente de entregar a administração a instuições alienígenas ao ambiente e comunidade escolar, se trata de fragilizar a organização dos profissionais do magistério e da assistência, além de sufocar o protagonismo de jovens e crianças no interior da escola. A falácia de administração terceirizada como garantia da melhora de qualidade não se sustenta, porque educação de qualidade se faz com ambiente escolar democrático, com profissionais valorizados, com estudantes motivados por uma educação que permita emancipação em lugar de alienante disciplina que reforça a idéia de lugar social previamente determinado. Enfim, ouvir aquelas meninas e meninos em contraposição ao desmonte da escola pública causou uma emoção militante que a muito tempo não sentia."

Após tomar conhecimento da matéria no Blog, o SINTEGO encaminhou a seguinte mensagem: "O ato público contra as O S foi promovido pelo Sintego Regional Anápolis com apoio dos estudantes e trabalhadores em educação de Goiás"

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