11 de fev de 2016

Restaurante Comunitário do Gama reabre ao som de Jairo Mendonça

Foto Joaquim Dantas
Jairo Mendonça interpretou canções autorais e MPB
Foto Joaquim Dantas
Jairo Mendonça apresentou-se na reabertura do Restaurante Comunitário do Gama

Do Gama
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

Interditado pela Defesa Civil do Distrito Federal há 30 dias, o Restaurante Comunitário do Gama reabriu nesta quinta-feira (11) com um atrativo a mais, o músico gamense Jairo Mendonça, que acompanhou o almoço de todos com canções autorais e MPB.

A defesa Civil interditou o restaurante depois de um portão de ferro, de cerca de 2 metros de altura, ter caído em cima de um garoto de 13 anos que aguardava a mãe na entrada do local. Além da falta de manutenção no portão que provocou o acidente, os agentes da Defesa Civil encontraram outras irregularidades no interior do restaurante, provocando a sua interdição por 30 dias.

Mudanças visíveis
Algumas mudanças feitas no restaurante estão bem visíveis, uma delas foi a colocação de telas nas janelas, para evitar a entrada de pombos que infernizavam a vida dos frequentadores desde sua inauguração. A começar pelo constrangimento, no mínimo, de almoçar com aquela enorme quantidade de pombos disputando a comida com as pessoas. Em 2014, após eu ter denunciado a invasão de pombos no local, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Humano e Social e Transferência de Renda, SEDEST, informou-me que os pombos estão protegidos por Lei Ambiental e não podem ser abatidos. O interessante é que em nenhum momento da denúncia eu fiz essa sugestão. É óbvio que existem meios legais de controlar pragas como essa, o que faltou no passado e, ao que tudo indica, estava faltando ao governo atual, era vontade política para resolver o problema. Felizmente tomaram uma iniciativa.
Foto Joaquim Dantas
Uma das mudanças foi a colocação de telas nas janelas, para evitar a entrada de pombos
Foto Joaquim Dantas

Alguns assentos dos bancos que estavam faltando foram recolocados e o bebedouro coletivo foi trocado por um novinho, embora seja um pouco menor que o anterior. As bandejas também são novas.
Foto Joaquim Dantas
Assentos novos recolocados
Foto Joaquim Dantas

Não foi necessário ver que algumas partes de ferro foram pintadas, pois o cheiro forte de tinta óleo denunciava a benfeitoria. Também não foi preciso checar se o local havia sido dedetizado, o cheiro forte também denunciava que o local está protegido dos insetos.

O que não mudou
Algumas coisas, entretanto, permanecem do mesmo jeito. A primeira delas é a presença de um vigilante terceirizado, armado, em frente ao local onde as pessoas são servidas, é uma cena bizarra e desnecessariamente intimidatória.

Outra coisa que não mudou foi a quantidade de proteína servida. A refeição dos Restaurantes Comunitários é composta de salada, uma proteína animal, três acompanhamentos, uma sobremesa e um copo de 200 ml de refresco industrializado.

Segundo tabela da própria SEDEST, exposta na entrada dos restaurantes, a proteína animal servida (carnes com osso) deve pesar 300 gramas, no mínimo. Não há necessidade de balança no local para se constatar que a quantidade servida é bem menor. No almoço de hoje, por exemplo, foi servido um pedaço minúsculo de coxa de frango assada.
Foto Joaquim Dantas
Preço alto da refeição afastou o público
Foto Joaquim Dantas

Desde que o governo Rollemberg aumentou o preço da refeição de R$ 1,00 para R$ 3,00, a quantidade de pessoas que frequentavam o restaurante caiu cerca de 60%, hoje não foi diferente. Por volta das 13h havia cerca de 30 pessoas apenas almoçando.
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