23 de jul de 2016

Venezuela, entre cifras e difamações

foto AVN
Tradução do Diário Liberdade

A imprensa e partidos políticos de direita nacionais e internacionais utilizam informações extraoficiais, imprecisas e contraditórias para redesenhar a realidade da Venezuela.
O governo da Venezuela apresentou na quarta-feira as conquistas da Revolução Bolivariana ao Comitê de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais da Organização das Nacões Unidas (ONU), em Nova Iorque, Estados Unidos.

Desde então, os meios de comunicação têm publicado informações extraoficiais, imprecisas e contraditórias tentando desmentir as cifras que foram ratificadas por instituições e organismos de todo o mundo.

Os números desmontam o que a imprensa e partidos políticos de direita nacionais e internacionais pretendem fazer ver sobre a realidade do país. Estas hipóteses serão desmontadas a seguir.

A pobreza na Venezuela aumentou nos últimos anos'
De acordo com o balanço do vice-presidente de Planificação e Conhecimento venezuelano, Ricardo Menéndez, o investimento social na nação sul-americana hoje é 11 vezes maior do que antes da Revolução Bolivariana, o que se traduz em 71,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Isso incide nos indicadores de bem-estar social no país, motivo da diminuição da pobreza e da pobreza extrema.

Em 1998 a pobreza extrema era de 10,8%, enquanto que, de acordo com o balanço do vice-presidente venezuelano, ela está atualmente em 4,7%.

A meta do Governo do presidente Nicolás Maduro é rebaixar a pobreza extrema para zero até 2019.

De acordo com a Cepal, a expectativa de vida no país durante o período 2010-2015 alcançou os 74 anos e para 2020 será de 75 anos.

Com estes resultados, demonstra-se que nos últimos três anos a expectativa de vida por habitante aumentou.

'Aumento da fome e da desnutrição'
Os meios de comunicação asseguram que a fome e a desnutrição no país aumentou devido ao desabastecimento que afeta a nação. Enquanto isso, as cifras apresentadas pelo funcionário venezuelano à ONU apontam que 94% da população faz três ou mais refeições por dia.

Menéndez destacou que a nação conseguiu diminuir a cifra de fome que chegava a 13,5% em 1992, para menos de 5% em 2010.

Esses números foram ratificados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), que premiou a Venezuela no ano passado por reduzir para a metade a porcentagem de pessoas que passam fome entre 1990 e 2015, por cumprir o critério mais estrito de reduzir a fome até menos de 5% da população nacional, próxima de 30 milhões de habitantes.

'A maioria dos venezuelanos vive em más condições'
Na Venezuela, até a data foram entregues 1.065.939 moradias para famílias de baixa renda, graças à denominada Gran Misión Vivienda Venezuela (GMVV), idealizada pelo Governo Bolivariano.

O Governo do presidente Nicolás Maduro estima que, para 2018, 40% das moradias construídas no país serão pela GMVV. A meta é edificar 3 milhões de casas até essa data.

Segundo dados do Banco Central da Venezuela (BCV), da Oficina Central de Estadística e Informática (OCEI) e do Instituto Nacional de Estadística, o número de moradias construídas desde o governo de Juan Vicente Gómez até o governo de Rafael Caldera, ou seja, de 1908 até 1999, foi de 1.466.275.

Isso significa que em 17 anos de Revolução construiu-se mais casas no país do que durante 90 anos.

Quanto às condições de habitação dos venezuelanos, a Cepal indica que a proporção da população que utiliza fontes melhoradas de abastecimento de água potável alcançou 93,1% em 2015. Por outro lado, a proporção da população que utiliza instalações de saneamento melhoradas foi de 94,4% para o mesmo ano.

'A educação no país é deficiente'
80% dos venezuelanos tem acesso à educação gratuita, destacou o funcionário venezuelano, e acrescentou que o nível educativo dos pobres passou de 2,6% na educação universitária para 11%.

Na educação primária, de 33% para 74%, e na secundária, de 12% a 43%.

Por outro lado, a Cepal assegura que a taxa de alfabetização das pessoas entre 15 e 24 anos para 2015 foi de 97,7%. Além disso, a meta do milênio associada à educação primária universal foi alcançada pelo país com uma taxa líquida de escolaridade de 94%, uma conquista certificada pela ONU.

O Governo do presidente Nicolás Maduro espera elevar a 100% a cobertura educativa no país e assim superar as metas estabelecidas pela ONU.

A realidade da Venezuela no mundo
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) destaca que a Venezuela está na 71º posição no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), com um coeficiente de 0,748, cifra considerada de “alto nível de desenvolvimento humano”.

Para estabelecer esse índice é levada em conta uma combinação de variáveis como a expectativa de vida, as conquistas em educação (inclusão no sistema e pouca deserção escolar) e as políticas destinadas a garantir os recursos para que a população tenha um nível de vida digno.

A posição da Venezuela nesse indicador a coloca acima da média da América Latina e do Caribe (0,741), superada apenas pelo Chile (0,819), Argentina (0,811), Uruguai (0,792), Cuba (0,780), Panamá (0,780), México (0,775), Costa Rica (0,773), Granada (0,770), Antígua e Barbuda (0,760) e Trinidad y Tobago (0,770).

As conquistas da Revolução Bolivariana, iniciadas durante da gestão de Hugo Chávez e continuadas durante o Governo de Nicolás Maduro, se mantêm apesar da guerra econômica que a Venezuela sofre e da queda dos preços do petróleo, principal fonte de divisas do país.

Conquistas do Governo Bolivariano da Venezuela


  • Hoje 71,4% do Produto Interno Bruto (PIB) é destinado a investimentos sociais, um investimento 11 vezes maior que antes da Revolução. Em 1998, só 10,8% foi investido na sociedade.
  • A Cepal aponta que a expectativa de vida durante o período de 2010 a 2015 alcançou os 74 anos.
  • A FAO comemorou que no ano passado a Venezuela tenha reduzido a fome para menos de 5%.
  • Em 17 anos de Revolução foram construídas mais casas que nos 90 anos anteriores a ela.
  • Para 2015, 97,7% das pessoas entre 15 e 24 anos estavam alfabetizadas.
  • O coeficiente GINI foi de 0,391 em 2015, próximo de 0, que é o nível perfeito de igualdade de renda.

fonte Diário Liberdade



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