17 de ago de 2016

Dilma vai ao Congresso se defender

Foto Oliver Kornblihtt
Dilma vai ao Congresso se defender e diz que Senado estará sob 'os olhos do mundo'
Julgamento está previsto para começar no próximo dia 25, às 9h. Na sessão em que for permitido se pronunciar, Dilma deve responder às possíveis dúvidas de senadores e reafirmar os argumentos de defesa

por Redação RBA 

Brasília – A presidenta afastada Dilma Rousseff decidiu comparecer ao julgamento final do processo de impeachment no Senado para tentar evitar seu afastamento definitivo do cargo. Em vídeo divulgado no Facebook na noite de hoje (17), Dilma desmentiu as informações de que não iria ao Congresso se defender. "O último bullying é que eu não iria ao Congresso falar aos senadores. Errado. Eu vou ao Congresso e falarei aos senhores senadores com o respeito que eles merecem. Em relação à conduta deles, não tenho nenhum temor. Acredito que, diante dos olhos do mundo, será importante que o Senado brasileiro honre a sua tradição histórica", disse a presidenta.

O julgamento está previsto para começar no próximo dia 25, às 9h. Na sessão em que ela se pronunciar, deve responder a possíveis dúvidas de senadores e reafirmar os argumentos de defesa às acusações de ter cometido crimes de responsabilidade contra a Lei Orçamentária e a guarda e o legal emprego de recursos públicos. As denúncias foram motivadas pela publicação de três decretos presidenciais de abertura de créditos suplementares e operações com bancos públicos, em 2015.

De acordo com a acusação, os decretos foram editados em desacordo com a meta fiscal vigente e sem a autorização do Congresso Nacional. A defesa argumenta que os textos têm respaldo da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2015 e que não houve dolo da presidenta, que teria apenas seguido recomendações técnicas e jurídicas de outros órgãos.

Nesta quarta-feira (17), ao chegar ao Senado para se reunir com Lewandowski e com líderes partidários, Renan Calheiros declarou a jornalistas que espera que o julgamento final do processo de impeachment da presidenta afastada seja concluído em quatro dias. O afastamento definitivo de Dilma exige que, no mínimo, 54 dos 81 senadores, ou dois terços dos parlamentares, votem pela condenação.

Ontem, ao ler a "Mensagem ao Senado Federal e ao Povo Brasileiro", Dilma admitiu ter cometido erros em seu segundo mandato e disse que, afastada da presidência, se aproximou da população e dos movimentos sociais, o que lhe permitiu  entender as críticas.

“Na jornada para me defender do impeachment me aproximei mais do povo, tive oportunidade de ouvir seu reconhecimento, de receber seu carinho. Ouvi também críticas duras ao meu governo, a erros que foram cometidos e a medidas e políticas que não foram adotadas. Acolho essas críticas com humildade e determinação para que possamos construir um novo caminho”, afirmou.

Com informações da Agência Brasil
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