13 de ago de 2016

Panelaços eram contra os trabalhadores.

Panelaços eram contra os trabalhadores. Não contra a corrupção
O deputado federal João Daniel (PT/SE) questionou nesta quarta (10) por que, depois das denúncias desta semana contra o presidente interino, Michel Temer, o ex-ministro Romero Jucá e o ministro José Serra, não se viu o mesmo "bater de panelas" que foi visto no processo de impeachment contra a presidente eleita Dilma Rousseff; para ele, "é lamentável que não se veja, em lugar algum, manifestação deste mesmo grupo que ia às ruas bater panela, fazer denúncia contra a corrupção, quando todas as denúncias fartas são feitas contra esse governo interino que está governando, neste momento, o Brasil"

do 247

O deputado federal João Daniel (PT/SE) fez na quarta (10), durante sessão na Câmara, uma análise do momento político em que o país vive. O deputado questionou porque depois das denúncias desta semana, feitas contra o presidente interino, Michel Temer, o ex-ministro Romero Jucá e o ministro José Serra, não se viu o mesmo "bater de panelas" que foi visto no processo de impeachment contra a presidente eleita Dilma Rousseff.

Para João Daniel, a presidente Dilma, que foi eleita legitimamente tem passado por um processo de destituição, por meio de um golpe, em que o argumento é o combate a corrupção. “Nós acompanhamos, durante o período em que a presidenta Dilma enfrentava as falsas denúncias — porque não há uma prova, mas estão inventando crimes contra a presidenta Dilma e contra o presidente Lula —, as panelas que batiam nos bairros ricos e nobres. E agora elas se esconderam, foram para o fundo do armário”, disse.

O deputado destacou que mesmo com a divulgação na imprensa do recebimento de R$ 23 milhões de “caixa 2” pelo ministro José Serra, que também é senador, e também do recebimento por Michel Temer e o ex-ministro Jucá de R$ 10 milhões em espécie, não se ouvem panelas batendo pedindo a punição dos envolvidos em corrupção.

Na opinião do deputado, está claro que as batidas dos panelaços eram contra a inclusão dos pobres, contra a inclusão dos trabalhadores, da juventude negra da periferia, eram contra os índios, os quilombolas, os posseiros e os pobres deste país que tiveram vez e voz e que, durante os 12 anos dos governos Dilma e Lula, foram respeitados como gente. “Esta classe média conservadora, elitista, mostra, neste momento, no Brasil, que ela não tem compromisso nenhum com o nosso país, muito menos contra a corrupção. Acoberta todo o tipo de malandragem, se essa malandragem, se esse esquema for feito pela direita, pela elite branca”, afirmou.

Na avaliação do deputado João Daniel, "é lamentável que não se veja, em lugar algum, manifestação deste mesmo grupo que ia às ruas bater panela, fazer denúncia contra a corrupção, quando todas as denúncias fartas são feitas contra esse governo interino que está governando, neste momento, o Brasil", declarou.
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