19 de set de 2016

A revista Veja ameaça Lula de morte

por DOM ORVANDIL no 247
Editor do blog Cartas e Reflexões Proféticas, presidente da Ibrapaz, bispo da Diocese Brasil Central da Igreja Anglicana e professor universitário

Caro estudante de Ciências Políticas de Campinas, Aldo Cordeiro Sauda, SP

Há poucos dias o Jornalista Luis Nassiff recordou os conselhos dados a Lula pelo ex-presidente espanhol Felipe Gonzáles.

Gonzáles alertou que Lula se preparasse porque o tentariam cassar, condenar e prender. Se não conseguissem tentariam matá-lo.

O ex-presidente espanhol amargou onda insuportável de destruição de sua imagem  e sepultamento de seu projeto político. Portanto, sabia do que aconselhava nosso ex-presidente.

Em manifestações de 2014 em São Paulo bonecos de Dilma e Lula apareceram enforcados num viaduto. As sinalizações de ideias assassinas de grupos de direita e de fascistas eram evidentes.

Pois neste final de semana a revista fascista de nome Veja estampou em sua capa uma foto de Lula com a cabeça decepada escorrendo petróleo e sangue.

A foto de Lula é muito semelhante a de Muamar Cadafi,  exposta na capa da revista estadounidense Newsweek, como mostra a imagem principal desta postagem.

O ex-presidente da Líbia enfrentou campanha internacional caluniosa, injuriosa e destrutiva de sua imagem em toda a mídia pró-imperialista.

Jornais, TVs e revistas  pavimentaram o caminho para a invasão militar da OTAN com o objetivo de roubar o petróleo e a água, derribando todo o sistema democrático e econômico que o povo líbio levou anos para construir.

O último bastião a ser derrubado foi justamente o seu presidente, que se entregou àquele País com a dedicação de um pai que se consagra à sua família e a seus filhos. Aliados com os inimigos internos de Cadafi os Estados Unidos o mataram desarmado e sem poder de reação.

A revista suja inVeja e o bloco mediático tradicional e familiar brasileiro fazem o mesmo com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A canalhice em copiar a Newsweek não é relevante considerar. O fundamental é a intenção que move o que essa capa representa.

A campanha de destruição das imagens de pessoas vinculadas aos interesses nacionalistas e populares é de instinto assassino e de alto poder letal. Quem acredita nisso se contamina e passa a pensar, falar e a agir da mesma maneira.

Os exemplos de assassinato de imagens são claros nos promotores crentes e dogmáticos do ridículo espetáculo power point de acusações sem provas a Lula. Os homens de convicções sem necessidade de provas são como arcos que ajudam a arremessar as flechas da morte contra líderes que emergem inteiros do povo, até com o jeito de ser do povo.

Na Newsweek a imagem da cabeça decepada de Cadafi simboliza a morte de Sadan Hussein e da soberania nacional do Iraque. Mas a figura macabra se projeta para o futuro para incluir a tentativa de morte da Bassar a La Assad e do povo Sírio, a quem a mídia suja chama de ditador, apesar de seus imensos esforços para defender seu povo contra a OTAN, mãe do Estado Islâmico.

Na capa da suja Veja a cabeça decepada de Lula, escorrendo sangue e petróleo, não tem nada a ver com o combate à  corrupção, mas com a índole assassina de seus donos e da elite que na sua tirania insana, egoísta e estúpida.

Da cabeça de Lula que a Veja deseja arrancar escorre o sangue de Tiradentes, de Zumbi, de Sepé Tiarajú  e de todos  os mártires da ditadura civil-militar.

De modo que cada vez que vez que se atenta contra a democracia, como fizeram com o golpe judiciário parlamentar, que anulou as eleições de 2014,  é a capa da Veja a fazer a cabeça de nossa opinião pública.

Nas vezes em que as pessoas ofendem, xingam e odeiam, porque deformadas por essa mídia, vejo a cabeça de Lula sangrando na capa da Veja assassina.

Cadafi e Lula são provas efetivas de que as perseguições descontrutivas de imagens e assassinas das pessoas não são maldades do passado nem somente com pessoas distantes e inatingíveis, como se fossem divindades. O nazifascismo presente nas redações de jornais, tvs e revistas têm conexões com grandes e poderosos interesses interessados na iliminação da ascensão popular ao poder. 

Claro que isso não ficará assim. A solução já se elabora, como escrevi aqui como parte das ideias que emergem da Pátria pisada e sangrando.
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