1 de out de 2016

No último ato, militância aposta na virada de Haddad

Segundo Datafolha, 34% dos eleitores admitem mudar de voto.
Cenário favorece crescimento de Haddad na reta final
Foto PAULO PINTO/AGPT
No último ato de Haddad no centro da cidade, militância aposta em virada
Acompanhado pelo ex-presidente Lula e centenas de eleitores, prefeito percorreu as ruas do centro histórico. Para Rui Falcão, "o PT sempre cresce no final"

por Redação RBA

 Ao som do cântico “Ô...Haddad já virou...Haddad já virou...”, a campanha do prefeito Fernando Haddad fez hoje (30) o último ato no centro da cidade de São Paulo, acompanhada por centenas de militantes que demonstraram acreditar na ida do prefeito para o segundo turno. Com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da vice-prefeita, Nádia Campeão, do candidato a vice-prefeito Gabriel Chalita, do ex-senador e candidato a vereador Eduardo Suplicy, e da esposa, Ana Estela, a caminhada com Haddad partiu do Páteo do Colégio, local histórico na cidade, terminando na tradicional rua de compras 25 de Março.

“Como acontece sempre, o PT cresce no final. Estamos na beirada do segundo turno. E no segundo turno tudo é diferente, os candidatos têm tempos iguais na TV e é apenas um contra o outro”, disse o presidente nacional do PT, Rui Falcão. Para ele, a situação de Haddad na disputa paulistana é semelhante à que ocorre com os candidatos petistas Raul Pont, em Porto Alegre, e João Paulo, em Recife.

Rui Falcão afirmou que a situação deste ano é mais difícil diante de toda a campanha feita contra o PT, e que incluiu, nas últimas duas semanas, a prisão “desnecessária” de dois ex-ministros do partido. Apesar disso, o presidente nacional da legenda reforçou a tradicional força do partido na reta final da disputa eleitoral.

Pensamento semelhante tem a psicóloga Cristina Boa Nova, de 65 anos, que acompanhou todo o trajeto da caminhada. “Acho que dá pra ir para o segundo turno. Estou com esperança. E no segundo turno não tem quem derrube a argumentação do Haddad. Estou com muita esperança”, afirmou. Para ela, o candidato tucano João Doria (PSDB), apesar de “ser um nada” na política, oferece riscos tendo em vista suas propostas. “Ele quer apenas vender a cidade. Mas até domingo muitas máscaras vão cair.”

A professora Juliana Silva Xavier, de 37 anos, disse que é preciso relativizar as pesquisas eleitorais. E lembrou a própria campanha de Fernando Haddad em 2012, quando as pesquisas o colocavam sem chance de vitória. “Acho que dá para chegar no segundo turno sim.” E caso isso se confirme, Juliana acredita que será mais fácil enfrentar o candidato tucano. “O Doria não tem proposta. Num debate entre os dois, o Haddad é muito melhor”, afirmou a professora de educação infantil, enquanto, ao fundo, o verso “Ô...Haddad já virou...” ecoava no centro da cidade.
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