12 de nov de 2016

Com Temer investimentos caem 38%

Com Temer investimentos caem 38%, mas gastos de sua equipe têm alta de 8%
Estudo publicado pela Consultoria de Orçamento (Conof),da  Câmara dos Deputados, mostra que, diferentemente do que anunciou em seu discurso de posse, o presidente sem voto Michel Temer aumentou os gastos do governo federal em 8%. A Consultoria ainda apontou que os gastous continuarão crescendo até o fim de 2016 em relação ao ano anterior.

Em ordem inversa, Temer cortou em 38% os invesmentos do Estado. A conta não fecha. Enquanto Temer tem gastado mais do a presidenta Dilma Rousseff com as contas de sua equipe, os serviços públicos estão amargando a ausência de R$ 65,8 bilhões em recursos destinados para setores como Saúde e Educação. 

O estudo ainda indicou que os gastos totais do governo federal, descontados os repasses para Estados e municípios, terminarão 2016 em R$ 1,2 trilhão, o equivalente a 19,6% do PIB. 

Políticas sociais no Brasil são superavitárias 
Em audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo, nesta quinta-feira (10), especialistas da área de saúde e educação defenderam que as políticas sociais no Brasil são superavitárias e que não é preciso cortá-las para equilibrar as contass do governo federal, como alegam os apoiadores da proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55 - proposta que congela por 20 anos os investimentos públicos.

Em vez disso, é preciso que o país deixe de privilegiar o pagamento de juros da dívida pública, atendendo aos interesses do mercado financeiro.

Em entrevista à Rede Brasil Atual, o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) João Sicsú explicou que , na última década, sob os governos Lula e Dilma, o investimento per capita aumentou 100% na educação e 44% na saúde, de acordo com dados do governo federal.

"Os gastos com políticas sociais cabem no Orçamento", defendeu Sicsú. "Para equilibrar as contas precisamos voltar a crescer, gerar emprego e motivar o consumo, como fez (o ex-presidente) Lula. É preciso colocar dinheiro na mão dos mais pobres, que irão gastá-lo, movimentando o comércio, a produção e assim fomentando o crescimento econômico para equilibrar o país", completou.

do Portal CTB - Com informações das agências
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