2 de dez de 2016

Pútin: "Não buscamos inimigos, agora ou nunca"

Vladímir Pútin
O presidente da Rússia, Vladímir Pútin, esteve presente nesta quinta-feira (1º/12) ao Conselho da Federação Russa, casa parlamentar equivalente ao Senado, para discorrer sobre questões sociais e também, entre outras, política externa.
Neste ano, ele dedicou boa parte da seu discurso à política social, e não à política externa, como em 2015. Mas Pútin também falou do apoio do seu governo ao crescimento econômico e sobre a conciliação nas relações com o Ocidente.

"Não buscamos agora ou nunca inimigos, precisamos de amigos. Não permitimos o estrangulamento de nossos interesses, vamos nos desenvolver de maneira independente, sem prescrições e sugestões de fora. Estamos prontos ao diálogo", disse Pútin em referência à política externa aplicada por seu governo.

"Estamos abertos ao diálogo. Somos a favor da segurança e da possibilidade de desenvolvimento não apenas aos escolhidos, mas para todos os países e povos. Somos a favor do direito internacional", sublinhou.

"Estamos prontos para uma parceria com o novo governo norte-americano com base mutuamente vantajosa. Temos a responsabilidade comum pela defesa mundial", assinalou Pútin.

"Neste ano, percebemos uma pressão externa grave. Isso aconteceu em tudo: o mito da agressão russa chegou até a nossos esportistas. Aliás, no ano que vem, estará pronto na Rússia um novo programa antidoping". Atletas russos foram punidos e proibidos de participar de competições internacionais por doping, o que gerou boatos de que o governo do país estaria diretamente envolvido na questão.

"Acusaram-nos de censura, agora eles mesmos praticam isso", disse Pútin a respeito das declarações de governos ocidentais sobre a imprensa no país euro-asiático.

Economia e sanções
"Dois anos atrás, nos debatemos com as sanções. Mas o principal motivo do refreamento da economia está em nós."

"As sanções não durarão para sempre. Os consumidores também precisam de uma situação de concorrência no mercado, por isso é preciso se aproveitar da situação. [...] A Rússia já não pode se permitir a adiar o desenvolvimento 'para depois'."

"Hoje, as exportações de produtos agrícolas nos rendem mais que as exportações de armas. Esse setor da economia foi intitulado de 'melões negros', mas percebeu-se que não é bem assim. [...] Em 2015, vendíamos 16,2 bilhões em produtos agrícolas, e nesse ano será ainda mais."

"Um dos principais problemas é o aumento do protecionismo. É preciso lutar mais pela entrada em outros mercados."

O presidente exigiu que se trabalhasse em um plano de atuação "cuja realização permita já entre 2019 e 2020" tomar a dianteira mundial em velocidade de crescimento do PIB.


Do Portal Vermelho, com informações da Gazeta Russa 
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