28 de dez de 2016

Trabalhadores devem ficar sem reajuste em 2017

O ano de 2017 deve ser muito ruim para as negociações salariais das diversas categorias de trabalhadores, além da expectativa de pico do desemprego e da continuidade da crise política e institucional; a tendência é a de que o desemprego atinja o ápice em março, com 12,7%, mas essa projeção pode ser ainda pior; "O mais certo é que a economia não se recupere em 2017. E, mesmo que o PIB cresça 1%, será sobre uma base deprimida. E ainda tem toda incerteza em relação ao governo que pode deteriorar esse quadro. Assim, é difícil imaginar reajustes acima da inflação em 2017", afirmou José Silvestre, diretor de relações sindicais do DIEESE

247 - O ano de 2017 deve ser muito ruim para as negociações salariais das diversas categorias de trabalhadores, além da expectativa de pico do desemprego e da continuidade da crise política e institucional. A tendência é a de que o desemprego atinja o ápice em março, com 12,7%, mas essa projeção pode ser ainda pior.

Em 2016, ano em que a taxa de desemprego alcançou os dois dígitos pela primeira vez na série histórica iniciada em 2012 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - Contínua (Pnad - Contínua), a parcela de reajustes abaixo da inflação atingiu 50% das negociações no acumulado do ano até outubro. O dado é do projeto Salariômetro, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que também mostra que, em outubro de 2015, essa proporção estava em 20% e, no mesmo mês de 2014, a fatia era de cerca de 5%.

Em 2016, até mesmo os bancários, que têm um sindicato forte, tiveram os salários achatados pela primeira vez desde 2004, sem nem mesmo conseguir repor a inflação.

De acordo com o Balanço das Negociações dos Reajustes Salariais do 1º semestre de 2016 do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), apenas 24% das unidades de negociação analisadas conquistaram ganhos reais nos salários, sendo que somente 0,7% dos reajustes reais foram acima de 1%.

Para 2017, a expectativa do DIEESE também não é otimista. "O mais certo é que a economia não se recupere em 2017. E, mesmo que o PIB cresça 1%, será sobre uma base deprimida. E ainda tem toda incerteza em relação ao governo que pode deteriorar esse quadro. Assim, é difícil imaginar reajustes acima da inflação em 2017", afirmou José Silvestre, diretor de relações sindicais do DIEES
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