21 de jan de 2017

Fortaleza recebe a Bienal da UNE

Reprodução
Fortaleza recebe Bienal, o maior festival estudantil da América Latina
A Bienal da UNE, o maior festival estudantil da América Latina, chega à sua 10ª edição e celebra seus quase 20 anos de existência com uma verdadeira ocupação cultural de Fortaleza. Entre quarta-feira, 29/1, e domingo, 1/2, mais de 5 mil estudantes vindos de todas as regiões do País vão se integrar ao povo cearense e fazer do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e da Praia de Iracema a referência da produção artística, dos debates e do pensamento da juventude brasileira.

A 10ª Bienal da UNE tem como tema “Feira da Reinvenção”, em alusão ao potencial criativo do povo brasileiro e à possibilidade de reinvenção de linguagens, estéticas, formas de luta, de resistência e de arte, a partir da imagem das feiras populares. A 10ª Bienal também dará início às festividades dos 80 anos da UNE, comemorados no dia 11 de agosto.

A programação da Bienal apresenta uma extensa lista de convidados, entre pensadores, artistas e ativistas, com o objetivo de reunir as diversas linguagens e expressões culturais, valorizar a identidade nacional e conectar as produções estudantis de todas as regiões do País.

“Para a UNE, é uma honra poder ser recebida em um estado que reserva tanta história, tanta luta e uma cultura tão rica, quanto o Ceará. Acredito que as trocas que serão possibilitadas nesta edição, com o encontro de gente de todo o Brasil, vão criar um ambiente bem diverso e instigante, de reinvenção e muita criatividade”, afirma a presidenta da UNE, Carina Vitral, que já está em Fortaleza, participando de atividades preparatórias para a Bienal.

Já passaram pelas diversas edições da Bienal até aqui artistas como Gilberto Gil, Oscar Niemeyer, Ariano Suassuna, Abdias Nascimento, Alceu Valença, Ziraldo, Tom Zé, Martinho da Vila, Augusto Boal, Beth Carvalho, Dona Ivone Lara, Lenine, Naná Vasconcelos, Criolo, Pitty e muitos outros personagens.

Trabalhos inscritos: arte, conhecimento, pensamento
Ao longo de seus quase 20 anos, a Bienal da UNE se caracterizou como principal instrumento de mapeamento e difusão da produção artística desenvolvida por jovens estudantes brasileiros. Esse reconhecimento se dá pela realização de uma grande mostra estudantil, ponto central do festival.

Para seleção dos trabalhos, foram abertas inscrições, com estudantes de todos os estados podendo participar, inscrevendo trabalhos em sete áreas: artes cênicas, literatura, música, artes visuais, audiovisual, ciência e tecnologia e projetos de extensão. Para participar, o único requisito foi estar matriculado em uma instituição de ensino no ano letivo de 2016.

Já os estudantes que não forem apresentar trabalho podem se inscrever online, no site www.bienaldaune.org.br, até 25 de janeiro, como participante. O procedimento é o mesmo, mas haverá a cobrança de uma taxa R$ 150,00 (após esta data, só serão aceitas inscrições pessoalmente no local do credenciamento, no Dragão do Mar). O valor dá direito a alojamento e acesso a todas as atividades da Bienal. Estudantes do ProUni e cotistas têm desconto de 30%. O desconto é valido para inscrições feitas pelo site.

"Feira da Reinvenção"
A Bienal da UNE, criada em 1999, tem como norte a investigação e celebração dos elementos mais intrínsecos da brasilidade, algo como o DNA do Brasil, a formação do seu povo. Em meio a um dos momentos mais graves da história democrática brasileira, após o golpe de 2016, a UNE leva para a sua 10ª Bienal o tema “Feira da Reinvenção”, evocando o potencial criativo do povo brasileiro frente às adversidades, e a imagem e o conceito da feira livre na cultura nacional.

A Bienal é, portanto, uma espécie de desafio criativo para o movimento social e cultural do país, permitindo um espaço de exposição e trocas baseado na reinvenção.

História da Bienal da UNE
Em 1999, com a realização da 1º Bienal em Salvador (BA), a UNE retomou com vigor o seu trabalho cultural, que teve destaque na década de 1960 com o famoso Centro Popular de Cultura (CPC). Na segunda edição, realizada em 2001 no Rio de Janeiro, esse projeto cresceu com a criação do Circuito Universitário de Cultura e Arte (CUCA), uma rede de produção e fomento à arte nas universidades do País.

Posteriormente, a UNE deu continuidade ao caráter itinerante das Bienais e norteou o festival para temas que representam algum dos elementos formadores do povo brasileiro. Já foram discutidos a cultura popular (Recife, 2003), a integração do Brasil com a América Latina (São Paulo, 2005), as relações do país com a África (Rio, 2007), as raízes do Brasil (Salvador, 2009), o samba (Rio, 2011), a influência da cultura nordestina (Recife, 2013) e as diferentes formas de linguagem no País (Rio, 2015).

Serviço:
10ª Bienal da UNE
De 29 de janeiro a 1º de fevereiro de 2017, no Centro Dragão do Mar, em Fortaleza

do Portal Vermelho
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