25 de mar de 2017

Em Ceilândia, professores realizam protesto contra Rollemberg

Comandos Regionais de Greve de todo o Distrito Federal marcaram presença e realizaram um ato de protesto durante as festividades dos 46 anos de Ceilândia, neste sábado (25). A atividade foi uma resposta às declarações debochadas do governador Rollemberg – presente no local -, dizendo não ter conhecimento da greve dos professores.

Por André Barreto
em Sinprodf.org.br

Centenas de professores/as e orientadores/as educacionais montaram o “bloco do piquete” e fizeram um desfile alternativo como forma de protesto.

De acordo com o diretor de Organização e Informática do Sinpro, Júlio Barros, das cerca de 100 escola de Ceilândia, apenas três participaram do desfile oficial organizado pelo governo. “Uma quarta escola desistiu de desfilar na hora, caracterizando o boicote ao circo montado pelo GDF”, disse. O dirigente destacou a aceitação da manifestação por parte da comunidade ceilandense.

O ato foi pacífico, mas houve momentos de tensão quando a Polícia Militar utilizou gás de pimenta para dispersar os manifestantes. Uma professora foi agredida fisicamente por seguranças da Administração Regional. O governador Rollemberg deixou o aniversário de Ceilândia para trás e saiu escoltado.

Júlio Barros lembrou o respeito que a categoria docente tem pela história e pela luta do povo de Ceilândia. “O mais bacana é que a comunidade correspondeu, reconhecendo a nossa luta. O pessoal daqui também está muito cansado com o descaso do GDF com a Educação, com a Saúde. Enfim, hoje foi – para todos – um dia de luta e não de festa, como queria Rollemberg”.

A atividade terminou na Feira Central de Ceilândia com uma grande panfletagem sobre a contrarreforma da Previdência. “Ceilândia é o maior colégio eleitoral do DF e é fundamental alertar e esclarecer as pessoas sobre o que é essa nefasta reforma da Previdência, em tramitação na Câmara dos Deputados. Por isso mesmo, orientamos que a população cobre dos parlamentares do DF um posicionamento contrário à reforma”, observou Júlio.

A categoria quer que o GDF apresente uma proposta decente às reivindicações e que, fundamentalmente, cumpra as leis – como a Meta 17 do Plano Distrital de Educação (Lei nº 5.499/2015), a Lei do Plano de Carreira (Lei nº 5.105/2013), a Lei Complementar nº 840/2011 no que diz respeito ao pagamento das pecúnias da licença-prêmio dos professores aposentados. Isso sem falar no reajuste anual do auxílio-alimentação.

Na segunda-feira (27), a categoria se reúne em assembleias regionais, às 9h. No dia seguinte, professores/as e orientadores/as educacionais decidem os rumos do movimento grevista em assembleia geral.
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