23 de out. de 2012

Alunos estudam em escola de taipa no Maranhão

O retrato da educação no Maranhão da família Sarney

Escolinha de taipa no interior maranhense
Depoimento de um pai de família, maranhense, preocupado com o futuro dos filhos:

“Sou pai de um aluno do Centro de Ensino Anajatubense (escola de Ensino Fundamental e Médio), da rede estadual, no povoado de Bacabal, município de Anajatuba (a 130 km da capital). A escola há dois anos sofre com o descaso do governo com a educação.

A diretora do colégio foi afastada e a escola entrou na lista de inadimplentes. Em razão disso, os repasses do dinheiro foram bloqueados.
A medida estúpida trouxe uma série de problemas aos vários já enfrentados pelos professores, funcionários, alunos e pela comunidade local. Os desmaios dos alunos ocorrem de vez em quando por falta da merenda escolar, levando em consideração que muitos deles saem de casa muito cedo, sem tomar um café-da-manhã até mesmo por falta do que comer, pois moram longe da escola (o local mais distante fica a 11 km de distância, e os alunos vão a pé, de bicicleta e bem poucos de moto); faltam materiais de expediente administrativo, material para professores darem aula e até mesmo itens de limpeza. São os professores que ao longo desse período tiram de seus próprios salários o dinheiro para arcar com todas essas despesas.
Além disso, a ausência de um diretor vem causando transtorno a vários egressos da escola, pois perdem oportunidades de emprego e de ingressar no Ensino Superior devido à exigência do certificado de conclusão do Ensino Médio, pois não há um responsável legal que possa assinar os documentos.
A comunidade local está revoltada com tamanho descaso. E eu, como pai, triste pelo futuro de incertezas de meu filho.”

É isto que a governadora Roseana Sarney considera “cuidar das pessoas”?

O Governo do Estado sequer apresenta um Plano Estadual de Educação; Não valoriza os educadores, garantindo cumprimento da decisão do piso salarial dos professores; Não oferece transporte escolar para os alunos e estrutura básica nas instalações escolares; E ainda tem a desfaçatez de lançar o “Maranhão Profissional”, desprezando os graves problemas da educação básica maranhense.
Pelo visto, a formação profissional será apenas para reserva técnica, nada de criar mentes pensantes, pesquisadores, fomentar formação de mestres, doutores, pesquisadores para resolver nossos problemas socioeconômicos.
O depoimento acima apresenta a preocupação de um pai de família, compartilhado por milhões de pais maranhenses, que longe dos centros urbanos, e às vezes até dentro deles, não conseguem vislumbrar um futuro decente para os seus filhos por conta a péssima educação que tem sido oferecida a eles.

Por marrapa.com

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