Black blocks, suas ações não são espontâneas.
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De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho
O debate atual gira em torno da violência policial nas manifestações e nos atos de vandalismo praticados pelos chamados Balck Blocks. Na minha opinião permanecer nesse nível é nadar no raso, temos que nos aprofundar nesse tema, fazer uma reflexão mais honesta e realista.
Onde estão os mascarados?
Observe que eles sempre se apresentam nas manifestações como um tipo de "protetores" contra a violência policial e acabam partindo para as ações de depredação sem que haja um alvo específico, o que tiver na frente tomba.
A grande mídia, por sua vez, procura dar o tom de "fora de controle", numa tentativa de passar para opinião pública que o governo não consegue controlar essa onda de violência.
Mas os blocks não são capazes de sair à rua para protestar contra as denúncias de corrupção no Metrô de São Paulo, por exemplo, o que me leva a concluir que as manifestações dos mascarados que se vestem de preto não são espontâneas, mas orquestradas.
Coincidências à parte
Recentemente um agente da Agência Brasileira de Inteligência - ABIN - foi exonerado por ter sido flagrado passando informações sigilosas par a agência imperialista CIA.
Casos desse tipo nunca envolvem um só agente, ninguém consegue roubar informações sigilosas sozinho, ele deve ter recebido ajuda de um ou de outro funcionário da ABIN, o que me leva crer que o repasse informação continua.
A agência brasileira detém informações de todo tipo, inclusive de onde ocorrerão manifestações, antes mesmo da Polícia Militar.
A embaixadora americana no Brasil, Liliana Ayalde que assumiu o cargo recentemente, é a mesma embaixadora que estava no Paraguai e participou de todo o processo do golpe que derrubou o Presidente Fernando Lugo.
Em Fevereiro de 2013, Ayalde declarou que "Nossa influência é maior do que nossas pegadas", referindo-se a influência americana em todas as esferas do país vizinho.
A influência americana sobre o Paraguai não é apenas uma questão diplomática. Através de doações administradas pela USAID de mais de US$ 100 milhões (em cinco anos) a empresas, ONGs e órgãos governamentais dificílimos de monitorar, os americanos garantiram a proximidade com diversas esferas de poder no país. “Atores políticos de todos os espectros nos procuram para ouvir conselhos”, resumiu a ex-embaixadora Ayalde em relatório.
Treinamento das forças de segurança
O treinamento das forças de segurança paraguaias estavam entre os principais programas financiados pela USAID. Entre 2005 e 2010, cerca de mil militares e policiais foram treinados – a maioria em 2009, ano seguinte à posse de Lugo – e dali saíram alguns comandantes das Forças Armadas nomeados por Franco quando assumiu o poder.
A Polícia Nacional foi a responsável pela operação que resultou na matança de Curuguaty. O Ministério Público, que baseou-se exclusivamente em depoimentos de policiais para atribuir aos camponeses a culpa pelo massacre, e a Corte Suprema, que negou dois recursos movidos pela defesa de Lugo, também foram contemplados com programas financiados pela USAID.
Um dos mais influentes defensores dos interesses americanos em Assunção é Michael Eschleman, um americano cinquentão com uma longa história no país, que dirige o Programa de Democracia da USAID. Em 1985, ainda sob a ditadura do general Alfredo Stroessner, Eschleman foi voluntário do Corpo da Paz (Peace Corps), uma agência governamental que leva jovens voluntários do primeiro mundo a países pobres e já foi acusada de infiltrar espiões. Eschleman chegou a gerente de treinamento e diretor da Peace Corps antes de assumir o comando das iniciativas em prol da democracia no Paraguai. O programa mais importante de sua gestão é o Threshold – Umbral em espanhol –, que recebeu recursos de mais de US$ 60 milhões nos últimos 5 anos.
Por tanto, acredito que o debate sobre os Black Blocks não deve ser resumido a uma simples briga de gato e rato ou polícia e bandido, a sociedade, as mídias progressistas e o governo devem levar o debate para esse campo. O que devemos discutir é qual o tamanho do envolvimento dos agentes estadunidenses no processo de desestabilizar o governo Dilma e, principalmente, denunciar essa agressão externa.

2 comentários:
Vejo a mão tanto da direita raivosa quanto de uma esquerda tão cobiçosa por poder que é capaz de qualquer coisa para desestabilizar o governo eleito. Atuam juntos em vários momentos.
Obrigado pelo comentário, Sala Fério.
Eu também acredito que tenha a mão de alguns esquerdistas nessa história. Sempre foram reacionários, mesmo quando estavam em nossas fileiras e, agora, mostram realmente quem são e o que pensam.
Volte quando quiser;
Saudações fraternas
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