24 de ago de 2015

Ceilândia tem tradição em comida nordestina

O Rei do Mocotó é um dos pontos mais visitados na feira
Dois locais na Feira Permanente da Ceilândia que são tradicionais em servir comida nordestina

Da Ceilândia
Joaquim Dantas
Para o Bloco do Arretadinho

Acredita-se que a Ceilândia tenha a maior população nordestina do Distrito Federal, que cultivam não só as tradições musicais e festeiras da região Nordeste, mas também da gastronomia nordestina.

A Feira Permanente da Ceilândia é um centro de compras popular onde pode-se encontrar quase de tudo, roupas, frutas e legumes, chapéus de couro e, principalmente, a mais genuína gastronomia regional nordestina.

Neste cenário destacam-se dois pontos comercias da feira, o "Rei do Mocotó" e o "Kome In Pé". Ambos servem pratos como buchada de bode, dobradinha, galinha de cabidela e outra tantas iguarias tradicionais do nordeste brasileiro.

A culinária nordestina é fortemente influenciada pela suas condições geográficas e econômicas ao longo da história, assim como pela antiga mistura das culturas portuguesa, indígena e africana, iniciada ainda no século XVI. As comidas quase sempre têm como ingredientes produtos vegetais - muitas vezes cultivados pelos índios desde muito antes da colonização portuguesa -, carnes de gado bovino e caprino, peixes e frutos do mar, variando bastante de região para região, de acordo com suas características peculiares.

O Kome Im Pé fica ao lado do Rei do Mocot´
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Entretanto, considera-se que a maior influência é a africana, que se estende principalmente pela costa de Pernambuco à Bahia. No restante da costa e no interior, há menos influência da culinária africana. Na costa, são comuns os mariscos, e, em toda a região, as frutas tropicais.

Recentemente eu assistia a um desses programas de culinária na TV, quando uma chefe de cozinha paulista ensinava a preparar uma moqueca de caju, o curioso é que a chefe atribuía a autoria do prato a ela mesma.

O livro 500 Anos da Culinária do Brasil, distribuído pelo Gripo Pão de Açúcar durante as comemoração dos 500 anos do Brasil, desmente a desavisada cozinheira. O livro foi escrito baseado nas informações contidas nos livro de culinária das famílias abastadas da época. Era comum as famílias anotarem as receitas que iam sendo criadas no dia a dia.

Uma dessas anotações conta que Duarte Coelho, quando era o donatário da Capitania Hereditária de Pernambuco, estava farto dos pratos tradicionais servidos a ele diariamente, mandou chamar seu cozinheiro francês e ordenou-lhe que criasse um prato inusitado e que surpreendesse o governante português. O cozinheiro então, vendo a fartura das frutas da região e encantado com quantidade de cajueiros, resolveu criar a moqueca de caju, prato que muito agradou ao seu chefe.

Na Feira da Ceilândia não tem erro, as receitas são todas originais, se puder, vale a pena conferir

Serviço

Endereço:
Q CNN 02 Área Especial Feira Central de Ceilândia, 
Ceilândia - Brasília DF

Rei do Mocotó
Restaurante Brasileiro
Feira da Ceilândia, Box 405 
Não aceita cartões

Kome In Pé
Feira da Ceilândia, Box 401 
Restaurante Kome In Pé
Não aceita cartões
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