21 de dez de 2015

Conheça o passado de quem quer absolver Cunha

Histórico passa de mandato cassado até possível envolvimento com assassinato.
Dos 20 deputados que votaram na sessão do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados na última terça-feira (15), nove foram a favor do arquivamento do processo contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Desses nove nomes, algumas figuras são bem conhecidas da tropa de frente de Eduardo Cunha, outras nem tanto, por isso, o Blog Dentro da Política resolveu fazer um levantamento do histórico e da vida pública desses personagens para esclarecer os nomes envolvidos com o presidente da Câmara dos Deputados.

Os 9 do Cunha
Paulinho da Força (SD-SP): O deputado é líder sindical e gosta de se declarar como um dos fundadores do PT, mas que viu o caminho que o partido estava tomando e saiu logo nos primeiros anos. Atualmente, é réu no STF por desviar dinheiro do BNDES, sendo acusado de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, além de ter sido condenado, em 2010, a devolver R$ 235 mil aos cofres públicos e pagar multa de R$ 471 mil por desvio no Fundo do Amparo ao Trabalhador (FAT).

Manoel Junior (PMDB-PB): É a principal voz de Cunha nas manobras no Conselho de Ética, repete constantemente, durante as sessões, ser um defensor do regimento e critica a impressa por ser acusado de postergar a votação do processo contra Cunha. Citado no relatório final da CPI da Pistolagem como um dos envolvidos em contratar a morte do vereador da cidade de Pedra de Fogo, José Barros, em 2000. Foi cogitado para o Ministério do Turismo em 2011 e da Saúde em 2015.

Wellington Roberto (PR-PB): Ganhou os noticiários nos últimos dias por trocar tapas em uma das sessões do Conselho de Ética com o deputado Zé Geraldo do PT. Gastou R$ 189 mil de verba parlamentar para abastecer seus carros no posto de gasolina do irmão e disse que não iria devolver o dinheiro. Foi investigado pelo STF por ter o nome envolvido em um esquema de desvio de dinheiro para a compra de ambulâncias.

João Carlos Bacelar Filho (PR-BA): Foi acusado pela ex-mulher de negociar emendas com colegas. Seguidas matérias do jornal O Globo trazem diversas aspas, uma inclusive do ex-deputado Marcos Medrado (PDT-BA) que afirma ter negociado uma emenda por R$ 2 milhões.

Vinícius Gurgel (PR-AP): Já discutiu com o presidente do Conselho de Ética por diversas vezes. Pediu ressarcimento a Câmara dos Deputados de R$ 190 mil por aluguel de veículos e embarcações devido ao cotão. Envolvimento com Valdemar Costa Neto, ex-deputado condenado pelo mensalão. Foi um dos três sorteados no primeiro sorteio para se definir o relator.

Ricardo Barros (PP-PR): Amigo de Beto Richa (PSDB), governador do Paraná. Sugeriu cortar R$ 12,2 bi do Bolsa Família. Por outro lado, propôs aumentar o Fundo Partidário de R$ 311 mil para R$ 600 mil.

Erivelton Santana (PSC-BA): Baseou sua campanha afirmando que defenderia “os valores da família tradicional brasileira”. É um dos membros da Frente Parlamentar Evangélica, junto com nomes como Marcos Feliciano, Silas Malafaia e o próprio Eduardo Cunha.

Washington Reis (PMDB-RJ): Um dos maiores aliados de Cunha no PMDB do Rio de Janeiro. Já foi cassado e teve os direitos políticos suspensos durante três anos quando era prefeito de Duque de Caxias. Já foi investigado pela PF e MPF por fraudes em licitações e é, atualmente, investigado pelo STF por crimes eleitorais e lavagem de dinheiro.

Cacá Leão (PP-BA): O pai de Cacá Leão, o também deputado João Leão (PP-BA), é investigado pelo STF por envolvimento em desvio de dinheiro da Petrobras. Era considerado um dos deputados ainda em cima do muro antes da votação porque em nenhum momento se posicionou durante as sessões do Conselho.

Fonte: blastingnews.com
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