14 de abr de 2016

Enquanto Cunha comanda O Golpe, Rollemberg golpeia a Cultura

por Fred vázquez
no Blogosfero

No meio desta batalha em defesa da Democracia, me deparo hoje, navegando nas redes sociais, com mais uma pataquada do Governo do Distrito Federal.

Desde que iniciou sua gestão, eleito com pouquinho mais de 55% dos votos, o governador Rollemberg tem conduzido de forma errante as políticas para a cultura e para a ocupação dos espaços públicos.

Iniciando sua gestão cultural com o "saqueio" do FAC, que por lei deve ser obrigatoriamente aplicado para o financiamento da Cultura, e até hoje não totalmente pago aos artistas e produtores culturais contemplados, passando pelo fechamento de espaços comerciais e culturais, ancorando suas covardia em assumir os desafios  a antiquada Lei do Silêncio, chega-me agora a nota do Irlan Rezende, articulador e promotor do Samba do Banquinho, que vai parar de promover o encontro. Mais cômodo que a sociedade pague pela omissão do governador do que o mesmo assumir algum protagonismo e responsabilidade como chefe do executivo local.

O Samba do Banquinho é (ou era) um encontro de amigos, que acontece há 3 anos, e que surgiu espôntaneamente e foi se tornando em uma roda de celebração do Samba, da amizade, de cidadania e convívio saudável e criativo, no Parque da Cidade - estacionamento 10.

Sempre que participei, bastava chegar com meu Cajon, sentar na roda e aprender a tocar samba. Sem taxas, sem publicidade, sem custo ou cobrança ou venda nenhuma, foi, e será, sempre uma referência de festividade comunitária. e isso valia para tod@s alí.

Pois bem, o GDF decidiu que as pessoas não podem se reunir e celebrar a vida, só se pagarem N taxas, assumirem caráter comercial e atenderem a sanha do ECAD. Aqui pergunto: será que o GDF e seus pré-postos tem alguma parceria com o ECAD? Pois a mesma coisa aconteceu com os blocos alternativos de carnaval, que não vivem disso e nem comercializam. Será que se eu cantar na rua, ou no ônibus terei que pagar o ECAD?

E pensar que o mininu rollemberg convidou duas figuras, que teóricamente, são da vanguarda da cultura e do turismo no DF: Jaime Recena e Guilherme Reis, para fazer uma gestão moderna da cidade.

Pois bem, é com grande pesar, e pensando em como ajudar a reverter essa estúpida decisão do governo de Brasília, e seus prepostos, que posto aqui a mensagem do cidadão Irlan:

https://www.facebook.com/irlancarioca/posts/990451247704113

É COM PROFUNDA TRISTEZA QUE COMUNICO QUE O SAMBA DO BANQUINHO ESTÁ SUSPENSO PROVISORIAMENTE.
NÃO ACONTECERÁ ATÉ REGULARIZARMOS TODAS AS EXIGÊNCIAS FEITAS PELO GDF E QUE MUITAS EXIGEM RESPONSABILIDADES A TERCEIROS E QUE RECAEM SOBRE A MINHA PESSOA COMO RESPONSÁVEL PELO EVENTO, FORA AS TAXAS QUE TERÃO QUE SER PAGAS TODOS OS MESES COM ECAD E OCUPAÇÃO DA ÁREA PÚBLICA.
COM AS REGRAS IMPLANTADAS E QUE JÁ EXISTIAM, MAS NÃO ERAM COBRADAS, TEM ALGUMAS DE GRANDE RESPONSABILIDADE COMO A PRESENÇA DE MENORES NO EVENTO, A VENDA DE BEBIDAS ALCOÓLICAS A MENORES, QUE NEM VENDEMOS, MAS SOMOS OS RESPONSÁVEIS, A DEPREDAÇÃO DO PATRIMÔNIO PÚBLICO, NÃO OBSTRUIR AS ÁREAS DE ACESSO, TAIS COMO PASSEIO PÚBLICO, SEGURANÇA, SEM FALAR NA RENOVAÇÃO MENSAL DE TODA A DOCUMENTAÇÃO QUE É UMA VIA CRUCIS.
EM FUNÇÃO DESSA RESPONSABILIDADE TODA QUE RECAI SOBRE MIM, AVALIAREI MELHOR E FUTURAMENTE DECIDIREI SOBRE A REALIZAÇÃO OU NÃO DO EVENTO.
PEÇO DESCULPAS A TODOS. MAS NÃO POSSO ASSUMIR RISCOS SOZINHO, JÁ QUE É O MEU NOME QUE ESTARÁ NA DOCUMENTAÇÃO.
TUDO COMEÇOU DE FORMA DESPRETENSIOSA, SE TORNOU UM GRANDE EVENTO E NO MOMENTO NÃO SEI O FUTURO.
PEÇO A TODOS COMPREENSÃO E TEMPO PARA PENSAR MELHOR. 
OBRIGADO E ATÉ BREVE SE DEUS QUISER.
Irlan Rezende
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