29 de jun de 2016

Aliadas lançam campanha para financiar viagens de Dilma pelo país

Dilma foto Oliver Kornblihtt
Iniciativa é uma resposta ao governo interino de Michel Temer, que no início do mês proibiu que Dilma usasse aviões da FAB; em menos de duas horas de campanha, site já arrecadou mais de R$ 20 mil
por Redação RBA

Guiomar Lopes e Celeste Martins, amigas de Dilma Rousseff da época da resistência ao regime militar, criaram uma campanha de arrecadação para as viagens da presidenta afastada pelo país. A iniciativa é uma resposta ao governo interino de Michel Temer, que no início do mês proibiu que Dilma usasse aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), a não ser para viajar entre Brasília e Porto Alegre – em entrevista a Roberto D'Ávila, Temer admitiu que o objetivo da restrição é evitar que Dilma reaja "ao golpe", termo que ele mesmo empregou.

A "vaquinha" para financiar as viagens de Dilma, portanto, se justifica, segundo o site Jornada pela Democracia - Todos por Dilma: "Mostrar que o impeachment é fraudulento requer conversar com parlamentares, representantes de instituições e de movimentos sociais. Requer, sobretudo, estar junto a cidadãs e cidadãos de todo o país, alertando e mobilizando sobre o papel fundamental de cada um na resistência ao golpe". Às 14h desta quarta-feira (29), 200 pessoas haviam contribuído com R$ 20 mil. A meta é levantar R$ 500 mil.

Na semana passada, a Justiça Federal do Rio Grande do Sul autorizou a utilização por Dilma dos aviões da aeronáutica em viagens pelo Brasil, mas para isso a presidenta tem de pagar.

"O impeachment é um golpe, porque a presidenta Dilma não cometeu crime de responsabilidade. Até mesmo a junta pericial composta por técnicos do Senado a pedido da Comissão de Impeachment chegou a esta conclusão", lembra a campanha. Uma perícia realizada por especialistas do Senado Federal para a comissão especial da Casa concluiu que Dilma não "pedalou".

A chamada pedalada fiscal é o principal suposto "crime" de responsabilidade que teria sido cometido pela petista na presidência. A outra acusação é a de que ela editou três decretos de crédito suplementar sem a permissão do Legislativo. A negativa das pedaladas fiscais foi noticiada por jornais internacionais, como El País.

"Achamos importante abrir uma conta onde as pessoas pudessem fazer doações e haver disponibilidade de recursos que a presidenta pudesse usar para as suas viagens",  afirma Guiomar Lopes.

Segundo a página aberta para a campanha, Dilma vinha viajando com frequência "e, em cada lugar que visita, vem recebendo o apoio e o carinho do povo, que reconhece a injustiça contra ela e se soma, cada vez mais, à resistência democrática."

Assista aos depoimentos das organizadoras.

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