22 de ago de 2016

Rollemberg serve banquete a distritais, mas cobra PF de motoristas

ARQUIVO PESSOAL
Os funcionários que acompanhavam os deputados durante encontro marcado por Rollemberg na residência oficial de Águas Claras, nesta segunda-feira (22/8), pagaram por um prato de arroz, feijão, ovo, bife de fígado e salada
Enquanto o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) servia um suculento e gratuito almoço composto por feijão branco, bacalhau, frango, bife acebolado, arroz, salada de folhas, suco de maracujá e pudim de sobremesa para os deputados distritais, durante encontro na residência oficial do GDF em Águas Claras, os motoristas que os acompanhavam tiveram de pagar por uma refeição bem mais modesta. Os assessores desembolsaram R$ 7 para “saborear” um prato de comida no refeitório. O valor dava direito a arroz, feijão, ovo, bife de fígado e salada. Só era aceito dinheiro trocado no pagamento.

Os encontros com os deputados da base aliada durante almoço não são novidade do governo Rollemberg. Outros chefes do Executivo também tinham o hábito de marcar reuniões com os deputados no começo da tarde, mas sempre tiveram o costume de oferecer gratuitamente a refeição aos funcionários dos parlamentares.

A cobrança não agradou quem chegou à residência com fome. “Será que ele vai resolver a crise com esse dinheiro?”, questionavam, indignados. Os R$ 7 também são cobrados aos funcionários da Residência Oficial que optam por almoçar no local.

A reunião entre Rollemberg e os deputados da base aliada na Câmara Legislativa foi convocada pelo governador durante o fim de semana. Começou por volta das 13h e contou com a presença de 12 distritais. O encontro ocorreu em meio a uma crise nas relações entre o Palácio do Buriti e o Legislativo local, agravada com a divulgação dos áudios da deputada Liliane Roriz (PTB) sobre um suposto esquema de corrupção envolvendo a Mesa Diretora da Casa.

Os motoristas pensaram até em jogar uma indireta para o governador. Mas não foi possível. Ele passou voando de helicóptero rumo ao Palácio do Buriti e não esbarrou com os motoristas na saída do almoço.

Vaquinha
Logo depois da publicação desta reportagem, o chefe da Casa Militar, coronel Cláudio Ribas, entrou em contato com o Metrópoles para explicar que o refeitório é gerenciado pelos próprios funcionários da residência. “Eles recebem auxílio-alimentação e fazem um rateio para comprar os alimentos. Assim, preparam as próprias refeições. O contrato licitado pelo GDF só oferece almoços e jantares oficiais”, explicou o oficial.

Apesar de o prato de comida ter sido vendido para motoristas de deputados, o coronel negou que exista um comércio dentro da residência oficial. “A cobrança é para eles fazerem a vaquinha e comprarem os alimentos”, justificou. Sobre o uso do helicóptero para o governador se transportar, o chefe da Casa Militar disse que “não é questão de conforto, mas de agilidade na agenda.”

do Portal Metrópoles
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