14 de set de 2016

Em áudio, Liliane Roriz admite envolvimento de pai e irmã em corrupção

Foto MICHAEL MELO/METRÓPOLES
O clã Roriz foi condenado em primeira instância por ganhar apartamentos em Águas Claras em troca de favorecimento em um empréstimo no BRB quando Joaquim Roriz era governador do DF. Gravação foi feita pela própria distrital
Os grampos feitos pela deputada Liliane Roriz (PTB) e entregues ao Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) complicam ainda mais a vida da parlamentar, que é alvo de um processo de cassação e foi condenada em primeira instância por lavagem de dinheiro e improbidade administrativa. Em um dos áudios, Liliane admite para a presidente afastada da Câmara Legislativa Celina Leão (PPS) o envolvimento do pai, o ex-governador Joaquim Roriz, e da irmã, a ex-deputada federal Jaqueline, no recebimento de apartamentos em Águas Claras em troca de favorecimento em um empréstimo no Banco de Brasília (BRB).

Na conversa, ela tira o corpo fora da encrenca e joga a culpa do suposto envolvimento em corrupção no pai e em Jaqueline, com quem mantém uma relação pouco amistosa há muitos anos. “É, pois é, mas e aí é, é um problema também da minha família, né, Celina? Era a Jaqueline envolvida, meu pai envolvido”, disse a caçula de Joaquim Roriz.
Para o MPDFT, que denunciou a distrital, não há dúvidas de que Liliane simulou contrato de compra e venda de dois apartamentos em nome da filha Bárbara Maria. Além de afrouxar ainda mais os laços familiares do clã, o conteúdo da gravação tem potencial para influenciar o julgamento do recurso da condenação por improbidade, em tramitação na 5ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do DF e Territórios. Por este fato, Liliane responde também a uma ação penal perante o Conselho Especial do TJDFT.

Ao reconhecer o envolvimento do pai e da irmã na prática dos ilícitos, Liliane terá que explicar a razão pela qual dois apartamentos seriam destinados à sua filha, menor de idade, à época.

A condenação é um dos argumentos do pedido de cassação da distrital que tramita na Câmara Legislativa e pode resultar na perda do mandato. A gravação lança também dúvidas sobre uma possível ajuda de Celina Leão à família no processo. “Mas, ali, você tava livrando não era eu não, você tava livrando era meu pai, minha mãe, Jaqueline e tal”, disse Liliane. A presidente afastada do Legislativo local foi alçada à vida pública pelas mãos de Jaqueline, de quem foi assessora.


do Portal Metrópoles
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