5 de jan de 2017

Sensação de insegurança em grau máximo no DF

Editorial
Por Joaquim Dantas

A população do DF vive diuturnamente com uma sensação de insegurança em grau máximo, estamos à beira do caos
A morte da professora Raquel Costa Miranda, vítima de latrocínio em frente à um posto de saúde no setor Central do Gama, na manhã desta quarta-feira (4), despertou na população a sensação de insegurança em seu grau máximo. O ato cotidiano  e até bem pouco tempo normal, de ir à uma padaria ou uma farmácia, é agora um trauma, um medo apavorante de ser abordado por um assaltante na esquina ou até mesmo de ser atropelado por um motorista bêbado ao volante.

Aquela impressão de que só éramos submetidos ao perigo durante à noite, se frequentássemos bares, becos e vielas isoladas, não existe mais. O perigo está em toda parte, durante as 24h do dia, basta ver que a professora foi assassinada por volta das 11h da manhã, após sair de um posto de saúde onde teria ido marcar uma consulta para sua filha de 5 anos.

O período em que José Sarney governou o Brasil é apontado como o período em que ocorreram as maiores taxas de inadimplência no país e a frase que mais se ouvia, quando alguém estava endividado, era a de que "se até o Sarney deve, eu posso dever também".

Mas a inadimplência dessa época não era por falta absoluta de recursos, era irresponsável, porque as notícias das inúmeras irresponsabilidades que o governo cometia eram muitas e diárias, fazendo com que o inconsciente coletivo absorvesse essas práticas.

Nos dias atuais, o candidato derrotado no último pleito eleitoral para presidente da república, vai à TV e afirmou que a Dilma não assumiria, se assumisse não governaria e que a oposição iria sangrar o governo dela até o fim, observe: SANGRAR!

À partir de então uma campanha, comandada pela mídia e as forças fascistas aliadas do candidato perdedor, libera o ódio coletivo contra as forças progressistas, generalizando todas essas forças como comunistas, até o ponto em que um pai mata o próprio filho em Goiânia porque não concordava que ele fosse ligado Partido Comunista do Brasil. Mais recentemente um homem matou 10 pessoas da família de sua ex-mulher, na noite de reveillon, incluindo ela e o próprio filho do casal, suicidando-se em seguida. A carta que o assassino deixou revela bem o seu posicionamento fascista, confira aqui.

O inconsciente coletivo absorveu novamente o recado dos poderosos, acontece que agora o sangrar é coletivo e não à um governo "comunista"...

O Governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollember (PSB), é um governador omisso, recusa-se a investir em áreas  importantes como Saúde, Educação e Segurança, onde os recursos materiais e humanos são insuficientes para atender as demandas da população, o resultado é cruel e desastroso como foi o assassinato da professora Raquel.
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