20 de mai de 2015

Senac Gastronomia desrespeita o trabalhador

O Senac Gastronomia é um poço de desrespeito ao trabalhador

De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

Desde meados de junho de 2013, quando a atual diretoria do Senac Gastronomia assumiu a direção em Brasília, oriunda de Minas Gerais, os funcionários tem passado por inúmeras situações de desrespeito aos seus direitos, desde demissões por motivação política à desvio de função.

Antes do Senac
Mensalinho foi o nome dado às denúncias de propinas recebidas pelo deputado Severino Cavalcanti, PP/PE em 2003, quando ocupava a posição de Presidente da Câmara dos Deputados, para deixar o empresário Sebastião Buani instalar seus restaurantes nas dependências da casa . 

Sebastião Buani afirmou que pagava R$ 10.000 mensalmente para o deputado. Cavalcanti afirmou ser vítima de uma tentativa de extorsão. No dia 6 de setembro de 2005, o ex-funcionário de Buani, Ezeilton de Souza Carvalho, divulgou um documento no qual Cavalcanti prorroga a concessão do restaurante no anexo 4 da Câmara dos Deputados para Buani. Reportagens da época afirmaram que o documento custou 40.000 reais a Buani, metade paga a Cavalcanti e a outra parte paga a Gonzaga Patriota, do PSB de Pernambuco.

Para resolver o problema, o deputado Arlindo Chinaglia, PT/SP, articulou um acordo de cooperação entre a Câmara dos Deputados e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, Departamento Nacional, Senac, para que a instituição do sistema S instalasse diversas unidades de restaurantes e lanchonetes-escola no Congresso Nacional.

O Senac na Esplanada
A primeira unidade instalada foi a lanchonete-escola do plenário da Câmara, seguida de mais três unidades na Câmara, um restaurante-escola no plenário do Senado e outro no Ministério da Justiça.

Desde sua inauguração uma série de desrespeitos aos direitos dos trabalhadores são cometidos pela instituição, a começar com a primeira gerente que gabava-se ser filha de um almirante da Marinha, como forma de intimidar os funcionários, além de ser uma especialista em assédio moral. Após muita luta os funcionários conseguiram a remoção da gerente para seu lugar de origem, o Rio de Janeiro, mas o castigo veio à cavalo. O gerente que a substituiu foi o professor dela nas aulas de como humilhar e assediar moralmente um funcionário. Ele terminou sendo alvo de inúmeras denúncias no Ministério Público do Trabalho do Distrito Federal, MPT/DF.

Os desmandos da direção não pararam, demissões sem justa causa de funcionários com mais de 5 anos na casa e de comportamento profissional ilibado, tem deixado outros profissionais mais antigos preocupados, criando um clima de apreensão entre eles por não saberem se serão demitidos no dia seguinte.

Alguns funcionários estão sobrecarregados pela deficiência nos quadros de pessoal, o que tem provocado falta de produtos e demora na entrega dos pedidos e das contas aos clientes. Uma matéria publicada no correio Braziliense nesta terça-feira (19), noticia a demissão da chef de cozinha Nathalia Quirino após a insatisfação de um senador pela falta de frango. 

Comenta-se também que recentemente o deputado federal Dudu Luiz Eduardo, PSDC/RJ, chutou um garçom por duas vezes por causa da demora na entrega de seu pedido, o garçom não representou contra o deputado. Dudu é suplente do deputado Felipe Bounier, PSD/RJ, que assumiu a Secretaria de Estado do Trabalho do seu Estado.

As reclamações de deputados e senadores se multiplicam à cada dia e, aparentemente, a direção do Senac não está preocupada em resolver os problemas, optando por demissões sumárias e perseguição aos funcionários, como comenta-se abertamente nos corredores do Congresso Nacional.
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