15 de jun de 2015

Igreja é contra questão de gênero em plano

Antes da chegada à Câmara de Goiânia do projeto de lei que definirá os rumos da educação na capital pelos próximos dez anos, vereadores se reuniram na Cúria Metropolitana para discutir a abordagem de questões ligadas a gênero no Plano Municipal de Educação.

A preocupação da Igreja é que o termo “ideologia de gênero” conste no projeto, como afirmou o vereador Tayrone Di Martino (sem partido), responsável pela mobilização dos colegas.

Na sessão plenária de terça-feira, que foi marcada pelos protestos do vereador Fábio Lima (PRTB) contra o ato de “crucificação” de uma transexual na Parada Gay de São Paulo, chamando a atenção para a homofobia sofrida pela comunidade LGBT, a vereadora Célia Valadão (PMDB) manifestou apoio a Fábio.

“Nós estamos buscando com o senhor (Fábio Lima) também o apoio para aquela demanda que estará aqui nessa Casa, que nós não vamos deixar aprovar, já estou adiantando. Caso venha da forma como foi aprovado lá no Conselho, já estarei elaborando uma emenda para que seja feito de acordo com aquilo que a humanidade precisa”, afirmou Célia.

A preocupação do presidente do Fórum Municipal de Educação, Elcivan Gonçalves França, porém, é de que o documento elaborado com representação de segmentos da área sofra alterações no Legislativo que distanciem a proposta das metas nacionais definidas em lei federal.

“Se aquilo que a gente construiu em um ano for modificado em uma semana, pode ser muito prejudicial para a sociedade”, declara Elcivan, surpreso com o enfoque.

Em reportagem sobre o encontro na Cúria Metropolitana, o padre Luiz Henrique Brandão, doutor em teologia moral, criticou a expressão “ideologia de gênero”. “A construção da identidade sexual seria colocada em xeque. Um termo como esse não deve entrar nunca no Plano Municipal de Educação.”

Em nota, a assessoria de imprensa da Arquidiocese de Goiânia ressaltou que a posição da Igreja não envolve “nenhum tipo de discriminação.” A vereadora Célia Valadão foi procurada em seu gabinete para comentar a declaração, mas não foi localizada.

via O Popular
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