22 de set de 2015

GDF mantém arrocho e SINPRO convoca greve

Em reunião no Palácio do Buriti, GDF mantém decisão de não pagar direitos dos professores e o sindicato da categoria convoca greve

De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

O Governo do Distrito Federal, GDF, manteve a decisão de não pagar o que deve aos (às) professores (as), orientadores (as) educacionais e auxiliares administrativos da Secretaria de Estado de Educação, SEEDF.
A notícia foi divulgada em uma reunião realizada na noite desta segunda-feira (21), entre representantes do governo e diretores do Sindicato das Professores no Distrito Federal, SINPRO/DF, no Palácio do Buriti. O governo realizou inúmeras reunião durante o dia com sindicalistas de várias categorias e os representantes dos professores foram os últimos a serem recebidos

Segundo o SINPRO/DF, o GDF alegou não ter recursos para efetuar o pagamento, nem agora e nem depois,  a sexta e última parcela de reajuste do Plano de Carreira em curso, conforme determina a Lei nº 5.105/2013, tão pouco estipulou uma data para que esse pagamento seja feito. Ainda segundo o sindicato o governo alegou que não tem previsão e nem condições de pagar a pecúnia da licença-prêmio dos (as) recém-aposentados (as), mas que se comprometeu a não deixar que a pecúnia entre em "exercício findo", o que pode significar que o GDF não pagará este direito em sua totalidade este ano.

O arrocho proposto pelo governo Rollemberg não pára por aí. Na reunião o governo comunicou aos sindicalistas que que não tem a menor perspectiva de quando poderá reajustar o auxílio-alimentação, regularizar o pagamento do 13º salário e que não garantia que o pagamento dos salários de outubro seja feito em dia.

Para protestar contra essa decisão palaciana, o SINPRO/DF convocou a categoria para uma paralização de 24h na próxima quinta-feira (24), com uma grande manifestação em frente ao Buriti às 10h.

Uma informação extraoficial garante que o governo quer ir além no arrocho salarial da categoria. Fontes palacianas garantem que, entre outras coisas, o governo vai determinar o fim da coordenação pedagógica, o congelamento de salário até o fim deste governo, o aumento do número de alunos por turma, a redução de 6 para 5 aulas diárias no diurno com redução salarial e a redução de coordenadores. 

O governo Rollemberg tem se destacado pela criação de grande número de boatos que partem do próprio Buriti, uma espécie de terrorismo para desarticular a categoria, entretanto, caso esta notícia seja verdadeira, significará um enorme retrocesso nas conquistas da categoria.

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