22 de set de 2015

Nota denuncia genocídio no MS

Munição utilizada para assassinar indígenas
Fazendeiros do Mato Grosso do Sul promovem um verdadeiro genocídio dos indígenas locais

De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

Lideranças indígenas do Mato Grosso do Sul, denunciaram no último domingo (20), nas redes sociais, que pistoleiros estão sendo contratados por fazendeiros da região e, além de agredirem e estuprarem as mulheres, estão assassinando os indígenas à sangue frio.

Confira:

"Por meio desta nota pública apresentamos as fotos de milhares de munições deflagradas contra as vidas dos Guarani e Kaiowa no tekoha Potrero Guasu, às 5h , os fazendeiros começaram a atacar a tiros os indígenas e pararam a lançar tiros às 17h quando Polícia Federal chegou ao local do massacre.

Dia 19/09/2015 às 17h a Polícia Federal chegou ao local dos ataques terroristas aos indígenas Guarani e Kaiowa do tekoha Potrero Guasu, promovidos pelos fazendeiros. No local desses ataques são deixadas mais de 1.000 (um mil de munições deflagradas contra as famílias indígenas na terra indígena desde 5h até 17h. No momento em que o líder Elpídio e mais 3 indígenas foram feridos a tiros, duas mulheres foram sequestradas, estupradas, torturadas, cabelos cortados com a faca pelos pistoleiros das fazendas. 

Mais de 20 barracas queimadas, roupas e utensílios de cozinha foram tudo incendiadas pelos pistoleiros. Mais de 100 famílias indígenas ficaram sem roupas e sem nada. Os pistoleiros pararam de lançar os tiros sobre os indígenas só quando Polícia Federal chegou ao local de massacre às 17h dia 19/09/2015. Dezenas de pistoleiros fortemente armados fugiram quando PF chegou. 

Ao correr os pistoleiros deixaram no local milhares de cartuchos e munições de diversos calibres no local. Hoje 20/09/2015 desde 9h, as autoridades policiais encontraram mais de 800 munições no acampamento abandonado pelos pistoleiros. É evidente que os jagunços das fazendas tem diversos tipos de armamento de guerra, de grossos calibre que estavam aplicando contra os indígenas.

Diante desse fato, as comunidades Guarani e Kaiowa resistem e lideranças de povo Guarani e Kaiowa mais uma vez demandam a investigação séria e punição aos fazendeiros/ mandantes e aos seus pistoleiros. Os pistoleiros são financiados pelas organizações dos fazendeiros para promover massacre, tortura, genocídio e violências diversas contra as vidas indígenas. 

Os fazendeiros continuam financiando o genocídio e massacre indígenas no Estado de Mato Grosso do Sul-Brasil. Os povos indígenas massacrados resistem e continuam reocupando as terras tradicionais indígenas, lutando contra o genocídio. Contamos com atenção da justiça do Brasil e apoios de todas sociedades nacionais e internacionais.

Líderes de Aty Guasu do grande povo Guarani e Kaiowá luta contra o genocídio
Tekoha Potrero Guasu, 

20 de setembro de 2015"
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