19 de out de 2015

Bar do Rock no Gama será demolido

Frances Correia no Bar do Rock
Foto Joaquim Dantas
Um tradicional bar no Gama será demolido pela Administração Regional

Do Gama
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

Após décadas de funcionamento o Bar do Hélio, ou Bar do Rock como é mais conhecido, encerrou suas atividades na noite da última sexta-feira (16) com uma apresentação do músico Frances Correia.

O bar funcionava na praça do Cine Itapuã em uma área pública, sem autorização oficial do Estado e agora a Administração Regional do Gama resolveu demolir o point de encontro dos roqueiros. Segundo informações de frequentadores habituais do bar, o proprietário estava disposto a corrigir possíveis irregularidades, para manter o estabelecimento em funcionamento. Hélio, o proprietário do local, não se manifestou sobre o fato.

Está correta a Administração Regional do Gama em desocupar áreas públicas invadidas irregularmente, entretanto. os gestores públicos deveriam esclarecer à população se essas desocupações são seletivas.

A cidade do Gama tem centenas de invasões de áreas públicas como, por exemplo, uma na quadra 50 do setor Leste, onde a Igreja Sara Nossa Terra invadiu uma área que estava destinada para a implantação do Centro de Apoio Psicossocial, CAPS, mas a administradora da cidade, curiosamente, destinou outra área para a implantação do CAPS, em frente a Paróquia São Sebastião.

Outras igrejas, de diversas denominações, também invadiram inúmeras áreas públicas na cidade e a população não sabe se essas desocupações serão estendidas a essas igrejas. Tão pouco se tem notícias se serão demolidas as invasões no Parque Urbano e Vivencial do Gama, PUVG, que há décadas, também, apropriaram-se do local.

Ao que parece a administradora da cidade não tem compromisso com a vida cultural do Gama, ações como essa enfraquece o Movimento Cultural e reduz as opções de lazer dos moradores, que atualmente já são tão escassas. Vários bares do Gama tem sofrido com ações repressivas do Estado, alguns até chegaram a ser fechados por apresentarem música ao vivo, enquanto as potentes caixas de som das igrejas continuam em volume máximo.

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