27 de mai de 2017

Pesquisa denuncia os números alarmantes da violência no campo

Com a chacina de 10 trabalhadores rurais na última quarta-feira (24), no município de Pau d’Arco, no sudeste do Pará, o número de assassinatos no campo, nos primeiros cinco meses de 2017, aumentou para 36, mais da metade dos 61 registrados em 2016. Os dados foram divulgados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Para a Pastoral, o avanço da criminalização dos movimentos sociais irá aumentar o número de conflitos e mortes este ano, podendo superar as estatísticas de 2016. O estudo também aponta como fatores do avanço da violência a atuação desproporcional das polícias e da aprovação de medidas que agravam os processos de concentração e privatização das terras brasileiras.

Em 2016 foram registrados 61 assassinatos em conflitos no campo. Isso equivale a uma média de cinco assassinatos por mês. Destes 61 assassinatos, 13 foram de indígenas, 4 de quilombolas, 6 de mulheres, 16 foram de jovens de 15 a 29 anos, sendo 1 adolescente. Nos últimos 25 anos o número de assassinatos só foi maior em 2003 quando foram registrados 73 assassinatos.

De 2015 para 2016, todas as formas de violência apresentaram crescimento:

O estado de Roraima tem o maior número de assassinatos do campo (21 dos 61) e também foi o que mais prendeu. Além disso, foi o segundo estado com o maior número de agredidos (141 de um total de 571), o segundo estado com mais ameaças de morte (40 de 200) e, junto com o Mato Grosso do Sul, foi o terceiro estado com mais tentativas de assassinato (10).

A Amazônia Legal, que compreende toda a região Norte mais partes do Maranhão e Mato Grosso, concentrou, em 2016, 79% dos “assassinatos”: 48 dos 61 registrados; 68% das “tentativas de assassinato”, 50 das 74; 391 das 571 “agressões físicas”, e 171 das 200 “ameaças de morte”, 86%. 192 das 228 pessoas presas.


 Fonte: CTB
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