31 de jul de 2017

Lula: mídia não poderá manipular eleições como fez nos anos 1990

Foto Joaquim Dantas/Blog do Arretadinho
Foto Joaquim Dantas/Blog do Arretadinho
Jornal GGN - Candidato virtual ao Palácio do Planalto em 2018, o ex-presidente Lula disse nesta segunda (31), durante o lançamento de uma plataforma colaborativa de construção de plano de governo, que a imprensa não terá condições de manipular a disputa eleitoral como fez nos anos 1990. Isso porque a internet permite não só o desmonte dos factóides criados pela mídia, mas também porque provem um outro canal de comunicação ao PT, que não tem tido espaço na cobertura dos veículos tradicionais.

Lula citou, por exemplo, que o partido pretende transmitir ao vivo, nas redes sociais, todas as caravanas que ele realizará pelo Nordeste e outras regiões do País nas próximas semanas. "Nossa intenção é que seja transmitida pela internet. Por mais que eles tentem esconder como fizeram com a caravana de 92, 93, nessa pelo menos a gente tem uma rede de comunicação que vai divulgar", disse o ex-presidente.

O petista aproveitou o evento para elogiar a nova direção, sob a senadora Gleise Hoffmann, e disse estar confiante de que, agora, o PT vai parar de ser espancado na grande mídia sem esboçar nenhuma reação.

Lula também disse que as chances do PT vencer em 2018 são reais porque, embora a grande mídia tenha se esforçado para liquidar a legenda e suas lideranças, o espaço deixado pelo partido não será preenchido a tempo. É como se as forças anti-PT, apesar do relativo sucesso para destruir a sua imagem, ainda não conseguiram criar algo para colocar no lugar do programa petista. "Com todos os defeitos que temos, e são muitos, ainda somos melhores", disse Lula.

Para ele, o rompimento da sociedade brasileiro com o PT, por conta da crise econômica e política, "foi como uma briga de casal. Os dois se afastaram, mas nem ele arrumou outra nem ela arrumou outra. Estão esperando para ver se voltar. E eu acho que está na hora da gente voltar."

O ex-presidente ainda denotou que o PT não deve apoiar uma candidatura de fora. "Não tem ninguém com mais preocupação com o Brasil que nós. Se tiverem outros, que venham para o nosso lado."

Lula projetou que 2017 será o ano para o PT recuperar-se da crise institucional e criar um projeto coletivo de governo, "bem pensado, que envolve o sentimento da sociedade. Ao mesmo tempo que seja um programa radical no sentido politico, que seja exequível no sentido prático", defendeu.

A plataforma Brasil em Movimento será utilizada para abrir o espaço de diálogo com a opinião pública sobre quais os projetos que merecem defesa no pleito de 2018.

Lula ainda defendeu que o PT seja mais criterioso com os candidatos a deputado que pretende lançar na próxima disputa, para não permitir que projetos pessoais se sobreponham aos interesses do partido e nem enfraqueçam o comando central.

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