3 de ago. de 2013

Mais de 66 mil congoleses fugiram para Uganda após ataque, diz ONU

Mais de 66 mil congoleses fugiram para Uganda após ataque, diz ONU

via Sul 21
Deslocados internos em Kanyaruchinya, na província de Kivu do Norte.
O campo foi esvaziado durante o conflito
Foto: G. Ramazani/ ACNUR
Mais de 66 mil refugiados do leste da RDC (República Democrática do Congo) — 37 mil deles crianças — cruzaram a fronteira com a vizinha Uganda, após a cidade congolesa de Kamango ser atacada por um grupo rebelde, informou nesta sexta-feira (02) o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).
“Algumas crianças foram separadas dos pais e parentes no meio da confusão e fizeram sozinhas a viagem para Uganda”, disse o porta-voz do Unicef, Patrick McCormick. O fluxo de refugiados começou no dia 11 de julho, um dia depois que o grupo rebelde ugandense da Frente Democrática Aliada tomou Kamango, cidade localizada na região de Kivu do Norte.
A situação enfrentada pelas crianças na RDC é dramática e calcula-se que cerca de 4.500 tenham sido recrutadas por grupos rebeldes sem que os responsáveis deste crime tenham sido julgados. O Unicef, o braço humanitário da ONU em favor da infância, pediu a todas as partes do conflito da RDC que as crianças sejam protegidas de qualquer forma de violência, exploração e abuso.
A agência humanitária solicita US$ 7,5 milhões para poder continuar ajudando as crianças congolesas refugiadas em Uganda até o final do ano.
Em maio do ano passado, devido a combates entre forças do governo, grupos dissidentes e milícias, mais de 8 mil congoleses cruzaram  a fronteira para em direção a Ruanda. Desde novembro de 2011, quando foram realizadas eleições presidencial e parlamentar, estimadas 300 mil pessoas foram forçadas a deixar suas regiões. Isso eleva para mais de dois milhões de deslocados no país.
Fotógrafos da ONU registram situação do país:
Refugiados da RDC fogem para Uganda e Ruanda, países vizinhos.
Os deslocados do país já somam mai de 2 milhões
Foto: S. Modola/ ACNUR
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Moradores de Rutshuru fugirem de suas casas em
busca de segurança na capital provinciana, Goma, em julho de 2012
 Foto: Sylvain Liechti/ ONU
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Mulheres congolesas, julho de 2012 | Foto: S. Modola/ ACNUR
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