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22 de ago. de 2016

Nadador americano tem patrocínio cancelado

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM
Speedo encerra patrocínio a Lochte após polêmica nas Olimpíadas
Com a decisão, a empresa doará US$ 50 mil (cerca de R$ 160 mil) de parte da verba que seria destinada ao nadador para uma organização não governamental que atende crianças no Brasil

A confusão provocada pelo nadador Ryan Lochte no Brasil, durante os Jogos do Rio, começa a afetar os contratos comerciais do atleta norte-americano. A multinacional Speedo anunciou nesta segunda-feira (22/8) que encerrou o contrato de patrocínio de mais de uma década a Lochte.

Com a decisão, a empresa doará US$ 50 mil (cerca de R$ 160 mil) de parte da verba que seria destinada ao atleta para uma organização não governamental que atende crianças no Brasil. “A Speedo USA anuncia hoje a decisão de encerrar o contrato de patrocínio de Ryan Lochte”, informa a empresa em comunicado enviado à imprensa.

“Não podemos tolerar comportamento que é contrário aos valores que esta marca representa há tanto tempo”, explica a nota que reconhece que a companhia manteve, até o episódio, uma “relação vencedora com Ryan por mais de uma década”.

A companhia informa ainda que, com a decisão de encerrar o patrocínio, doará US$ 50 mil do orçamento que seria dedicado ao nadador para projetos que atendam crianças no Brasil da ONG Save The Children. Na nota, a empresa fornecedora de material esportivo agradece as realizações do atleta e deseja progressos ao nadador.

Lochte é um dos mais bem-sucedidos nadadores da história dos Estados Unidos, tendo conquistado 12 medalhas olímpicas. Durante a Rio-2016, ele e outros três atletas norte-americanos declararam que foram alvo de um assalto, com o uso de armas, em uma falsa blitz.

A polícia, porém, desconstruiu a versão ao descobrir que tudo não passou de uma confusão causada pelos atletas em um posto de gasolina na Barra da Tijuca. Eles teriam cometido atos de vandalismo no banheiro do posto, causando prejuízos ao dono do local.

do Portal Metrópoles

16 de ago. de 2016

Saiu o primeiro ouro para o boxe do Brasil

Robson Conceição ganha o primeiro ouro para o boxe do Brasil
Reuters/Peter Cziborra/Direitos Reservados
Robson Conceição vence francês e ganha o primeiro ouro para o boxe do Brasil
O brasileiro Robson Conceição fez história e conquistou hoje (16) a primeira medalha de ouro do boxe brasileiro em olimpíadas e o terceiro ouro do Brasil na Rio 2016. Por decisão unânime dos juízes, o lutador baiano derrotou o francês Sofiane Oumiha na categoria peso ligeiro, até 60 quilos.

Com o ouro de Robson, o Brasil subiu para a décima quinta colocação no quadro geral de medalhas.

Relaxado na luta, Conceição não deu chances para o francês e levou a torcida presente no Pavilhão 6 do Riocentro ao delírio. Antes mesmo do fim da luta, os torcedores já gritavam “é campeão”.

No primeiro round, os três juízes deram a vitória ao brasileiro. No segundo, dois dos três árbitros deram 10 a 9 para Conceição, mesmo resultado do terceiro e último round.

Em uma chave considerada difícil, o brasileiro enfrentou o uzbeque Hurshid Tojibaev em sua primeira luta e venceu por decisão unânime. Mesmo placar da luta contra o cubano Jorge Alvares, que já garantia o bronze ao baiano.

Conceição queria mais e na sua terceira Olimpíada – ele foi décimo sétimo em Pequim e em Londres – superou a pobreza e as dificuldades vividas na infância para subir ao lugar mais alto do pódio na Rio 2016.










da Agência Brasil

12 de ago. de 2016

Ônibus de jornalistas não foi atingido por tiros

Ônibus da Rio 2016 não foi atingido por tiros, conclui polícia
O ônibus oficial da Rio 2016 que foi atingido em Deodoro, na noite de terça-feira (9), e teve os vidros quebrados não foi atacado por armas de fogo. A conclusão é das investigações feitas pela 42ª Delegacia de Polícia – Recreio dos Bandeirantes.O veículo levava jornalistas no trajeto entre o Parque Olímpico de Deodoro e o Parque Olímpico da Barra da Tijuca. Dois vidros foram estilhaçados, deixando pelo menos uma pessoa ferida.

A Polícia Civil informa que o laudo feito pelos peritos criminais indica que as duas janelas foram “estilhaçadas por ação contundente” e que o amassamento lateral foi “provocado pelo choque de um objeto rígido”. A conclusão é que houve “amassamento da carroceria e fratura dos vidros de duas janelas”, descartando quaisquer “características compatíveis por ação de uso de arma de fogo”.

Na quarta-feira, o diretor executivo de Comunicações do Comitê Rio 2016, Mário Andrada já havia informado que as análises concluíram o uso de pedras e não projéteis. Ele classificou o ato como “vandalismo”.

da Agência Brasil

Raio X da Rio 2016

Um rápido Raio X sobre a Rio 2016 para você conferir algumas curiosidades e as principais informações sobre o evento esportivo
De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

O palco da Primeira Olimpíada da Era Moderna, realizada em Atenas em 1896, foi o Estádio Panathenaic. A base do estádio era composta por uma estrutura de mármore, feita no século IV a.C.

O Cabo de Guerra foi um esporte olímpico entre os anos de 1900 e 1920.

Na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos os atletas da delegação da Grécia são os primeiros a desfilarem. Logo após vem os atletas do país sede e na sequência os dos outros países em ordem alfabética.

O lema das Olimpíadas, "Citius, Altius, Fortius", foi criado pelo francês Henri Didon para os jogos de Paris (1900). O lema, que traduzido significa "mais rápido, mais alto, mais forte" é usado até a atualidade.

A famosa frase "O importante não é vencer, é participar" é de autoria de um bispo da Pensilvânia (EUA) é foi pronunciada num discurso para os atletas, antes das Olimpiadas de Londres (1908).

O fogo olímpico foi introduzido, pela primeira vez, na cerimônia olímpica nos Jogos Olímpicos de 1928 em Amsterdã.

Várias modalidades curiosas já fizeram parte das Olimpíadas: Doze Horas de Ciclismo (1896), Levantamento de peso com apenas uma mão (1896 a 1904), Cabo de Guerra (1900 a 1920), Tiro ao pombo (1920) e Voo livre de planador (1936), Jogo da Palma (1908), Motonáutica (1908) e arremesso de dardo e disco com as duas mãos (1912).

A maior goleada ocorrida num jogo de futebol durante uma Olimpíada ocorreu em 1908 (Jogos Olímpicos de Londres). Na ocasião, a Dinamarca venceu a França pelo impressionante placar de 17 a 1.

Durante os Jogos Olímpicos de Tóquio (1964), um judoca japonês cometeu suicídio após ser derrotado numa luta.

A primeira mulher a ganhar uma medalha de ouro na história dos Jogos Olímpicos foi a britânica Charlotte Cooper. Ele conquistou o torneio de tênis feminino nas Olimpíadas de Paris (1900).

O primeiro brasileiro a ganhar uma medalha de ouro em Olimpíadas foi Guilherme Paraense. O feito foi realizado na prova de tiro durante as Olimpíadas de 1920, na Antuérpia (Bélgica).

Nos jogos da Rio 2016 além de novas modalidades inscritas, estima-se que tenha sido o maior público a assistir a abertura dos jogos. Confira:

1. MEDALHAS
Serão distribuídas 306 medalhas no total.

2. NOVOS ESPORTES
A Olimpíada de 2016 terá 42 modalidades de esporte em disputa. As novidades foram a inclusão do rugby e do golfe.

3. CUSTO 
O orçamento inicial dos jogos foi estimado em R$ 37,6 bilhões 

4. ANTES DA ABERTURA
O torneio de futebol começou antes da cerimônia de abertura das Olimpíadas. Além disso, os jogos não estão acontecendo somente no Rio de Janeiro. Mais cinco cidades diferentes estão sendo palco das partidas: São Paulo, Brasília, Salvador, Manaus e Belo Horizonte.

5. ATLETAS
Ao todo, são 10.900 atletas de 204 países que estão para no Brasil disputando medalhas.

6. A TOCHA
A tocha olímpica passou pelas mãos de 10 mil carregadores durante o revezamento que levou cerca de 100 dias e percorreu os 27 estados do Brasil.

7. VILA OLÍMPICA
A vila é composta por 31 prédios residenciais, divididos em sete condomínios em apartamentos de 2 a 4 quartos.

8. META BRASILEIRA
O objetivo traçado pelo Comitê Olímpico Brasileiro é o 10º lugar. Para isso, estima-se que os atletas do país devam subir ao pódio pelo menos 30 vezes.

9. PÚBLICO
A última cerimônia de abertura, na Olimpíada de Londres, alcançou a audiência global de 900 milhões de pessoas. Estima-se que cerca de 3 bolhões de pessoas assistiram a abertura da Rio 2016

10. INGRESSOS
No total, serão comercializados 7,5 milhões de ingressos, divididos em quatro categorias diferentes. O ingresso mais barato custa R$ 40,00 e o mais caro sai por R$ 4.600,00  

com informações de Agências de Notícias

10 de ago. de 2016

Ventos fortes cancelam provas de remo da Olimpíada

Uma forte ventania provocou o cancelamento de todas as regatas programadas para a manhã desta quarta-feira (10) na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. 
Por meio de nota, a Federação Internacional de Remo (Fisa, na sigla em francês), informou que as condições climáticas não estão favoráveis à realização das provas.

No último domingo (7), as regatas também precisaram ser canceladas em razão da ventania. Os picos de vento, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), chegaram a 60,5 quilômetros por hora em Copacabana, zona sul do Rio.

O cancelamento de mais um dia de competição aumenta a possibilidade de que a modalidade encerre suas provas apenas no domingo (14) e não mais no sábado (13). O diretor-executivo da Fisa, Matt Smith, acredita que, até o meio-dia de domingo, as regatas tenham sido finalizadas.

A partir daí, a Lagoa Rodrigo de Freitas ficará reservada para a canoagem, cujas competições começam na manhã da próxima segunda-feira (15).

da Agência Brasil

4 de ago. de 2016

Olimpíada movimenta 76 bilhões na economia

Haverá 42 modalidades esportivas com 11.383 atletas de 208 países
Divulgação
Jogos olímpicos injetam R$ 76 bilhões na economia brasileira

Por: Marciele Brum 
No sítio PCdoB na Câmara

Expoentes do PCdoB, como o ex-ministro do Esporte, Orlando Silva, que tiveram protagonismo na viabilização do evento mundial no Brasil, apostam no aumento do padrão técnico olímpico e paraolímpico do país.

Antes mesmo de o mundo voltar a atenção para a coreografia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, o Brasil já contabiliza ganhos com o evento que vão além da conquista de medalhas. A largada oficial nas competições nesta sexta-feira (5), no Maracanã, estimulará uma movimentação econômica de R$ 76 bilhões, no momento em que o país busca superar grave crise.

Conforme estimativas do jornal Valor Econômico, desse total, R$ 46 bilhões representam impactos diretos, em que estão incluídos investimentos e gastos referente a obras de infraestrutura e legado olímpico, organização dos jogos, instalações olímpicas, visitantes, segurança, importações e outros investimentos e gastos privados. Indiretamente, serão gerados R$ 30 bilhões com consumo de produtos e insumos de fornecedores distribuídos em todo o território nacional, impactando na criação de postos de trabalho e geração de renda.

Então ministro do Esporte quando houve a confirmação do Brasil como sede em 2009, o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) relembra que surgiram muitos desafios no processo de preparação das Olimpíadas deste ano. Outros líderes do PCdoB, como os ex-ministros do Esporte dos governos Lula e Dilma (Aldo Rebelo e Agnelo Queiroz), também participaram de várias etapas, desde a concepção do projeto até a realização das obras e contratação dos serviços. Ricardo Leyser ocupou a secretaria executiva e a interinidade do Ministério até maio deste ano. A 85 dias dos jogos, foi exonerado e deixou a pasta em razão do golpe em curso no país que colocou ilegalmente o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), no poder.

Para os comunistas que tiveram papel importante na construção desse projeto, o Rio 2016 não é o ponto de chegada, mas de partida para um outro modelo de desenvolvimento esportivo do país. “O evento projetará o Brasil internacionalmente e estimulará a indústria do turismo. Já garantiu a modernização da infraestrutura de transporte do Rio e dotou o Brasil de capacidade instalada em equipamentos, tecnologia e qualificação de profissionais”, destaca Orlando Silva.

Na avaliação do deputado paulistano, o Brasil terá ainda a elevação do padrão técnico do esporte olímpico e paraolímpico. A expectativa é que se potencializem resultados positivos, garantindo que o Brasil fique entre os 10 no ranking de medalhas. Esta é a primeira edição realizada na América do Sul e será acompanhada por 1 bilhão de telespectadores no mundo inteiro. Serão 11.383 atletas de 208 países, sendo pelo menos 465 brasileiros. É a maior delegação da história brasileira. Haverá a disputa de 42 modalidades Olímpicas. Em 19 dias de competição, 306 provas valem medalhas: 136 femininas, 161 masculinas e nove mistas. 

3 de ago. de 2016

Com três gols, brasileiras estreiam com vitória sobre a China

Brasil estreia com vitória contra a China, no Engenhão, na Rio 2016
 Roberto Castro/Brasil2016
O Brasil venceu a China por 3 a 0 na primeira partida da seleção feminina de futebol. O último gol foi aos 44 minutos do segundo tempo. 
A partida começou às 16h e terminou às 17h50, no estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro. As brasileiras ainda enfrentarão a Suécia e a África do Sul.

O Brasil abriu o placar aos 36 minutos do primeiro tempo. O gol foi da camisa 3 da seleção, a zagueira Mônica, que cabeceou a bola na área. No final do primeiro tempo, já na prorrogação, aos 47 minutos, um susto, Fabiana recuou a bola de cabeça, mas não percebeu a saída de Bárbara e quase fez um gol contra. Com um placar de 1 a 0, as jogadoras brasileiras saíram do campo aplaudidas.

Aos 13 minutos do segundo tempo, o segundo gol, marcado por Andressa Alves.

Andressinha abriu na direita para Marta, que passou para Andressa Alves. Livre, a atacante fez o gol. Aos 36 minutos do segundo tempo, Marta,  aclamada pela torcida, foi substituída pela atacante Débora.

Já no final do segundo tempo, aos 44 minutos, foi a vez do gol de Cristiane, que fechou o placar de 3 a 0 sobre as chinesas. Andressinha cobrou falta na área, e Cristiane, de cabeça, fez o terceiro da seleção brasileira.

A partida ocorre antes mesmo da abertura oficial dos Jogos Olímpicos, que será nesta sexta-feira (5), no Maracanã. Depois da partida contra a China, as brasileiras ainda enfrentam a Suécia no dia 6 às 22h, no Estádio Nílton Santos, no Rio; e a África do Sul, no dia 9, às 22h, na Arena Amazônia, em Manaus. Ao todo, doze seleções disputam o torneio de futebol feminino na Olimpíada.

Afirmação
Para o Brasil, mais do que um título inédito, as jogadoras da seleção veem na Olimpíada uma forma de conseguir a afirmação definitiva da modalidade no país. Por enquanto, os números mostram uma realidade diferente: das 18 convocadas para os jogos, 13 jogam no exterior e cinco fazem parte da seleção permanente, projeto criado no início de 2015 com o objetivo de garantir um bom resultado nos Jogos Olímpicos.

A Olimpíada também marca, para a seleção, a despedida da capitã da seleção brasileira, Formiga. Aos 38 anos, ela vai encerrar a carreira após a disputa da sexta edição dos jogos. 

da Agência Brasil

23 de jul. de 2016

Noruega faz o melhor comercial das Olimpíadas

Noruega faz o melhor comercial das Olimpíadas no Rio de Janeiro
Entre centenas de campanhas publicitárias sobre os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, foi a Noruega que criou o comercial mais brasileiro

Um comercial norueguês resolveu mostrar um Rio de Janeiro mais “realista” (assista abaixo).
A campanha da marca esportiva XXL Sport & Villmark para os Jogos Olímpicos do Rio se passa em uma favela e mostra a história de um garoto que persegue um misterioso homem para devolver a carteira que ele deixou cair.

Ao mesmo tempo, o próprio garoto é perseguido por policiais que acreditam que o acessório tenha sido roubado por ele.
Durante as perseguições, quadras poliesportivas e espaços de treinamento são evidenciados dentro do local como um espaço de vivência entre os esportistas dali.

Após uma série de aventuras, algumas um pouco bizarras (como quando o menino pega carona com um homem que voa de asa delta), ele consegue finalmente devolver a carteira ao personagem.

O dono da carteira é Ronaldinho Gaúcho, que se apresenta e salva o dia, para a felicidade dos agentes policiais. O vídeo termina com uma pelada na praia entre o menino, Ronaldinho e policiais. Um final “de novela”, praticamente.

A peça publicitária foi produzida pela Camp David Filme e SouthWest Productions em colaboração da brasileira Hungry Man. O nome do roteiro é “Esporte une todos”.

Contrastes
“Quando os Jogos Olímpicos começarem no Rio, será um momento de grandes realizações esportivas, samba e festividades coloridas. No entanto, nem todo mundo fará parte das festividades. Porque, apesar de sua beleza, o Rio é uma cidade de contrastes. Na sombra das celebrações Olímpicas você vai encontrar as crianças de rua do Rio vivendo em favelas onde a brilhante imagem da Olimpíada é apagada pela pobreza e condições difíceis”, diz a marca em sua página oficial do YouTube, onde o vídeo foi divulgado.

“O esporte cria esperança em meio à vida cotidiana, que é ao mesmo tempo exigente e difícil para muitas pessoas. No Brasil, todo mundo adora futebol, quase sem exceção. Jogar futebol ou praticar outro esporte é definitivamente uma coisa positiva. Isso pode superar obstáculos e resolver conflitos. Cria unidade e solidariedade, e estabelece as bases para o diálogo. É nisso que nos concentramos em nosso novo comercial”, finaliza.

com Adnews/Exame no Pragmatismo Político

VÍDEO:

14 de jul. de 2016

Projeto leva o esporte para todas as aulas

Transforma estimula o desenvolvimento de valores olímpicos de forma transdisciplinar nas escolas, e não apenas na Educação Física

por Camila Leporace

Qual é a relação do esportes com a educação? Como ela se constrói e quais frutos pode gerar? O projeto Transforma, do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, busca mostrar que se trata de um relacionamento sólido, capaz de abrir uma série de oportunidades de aprendizado que vão além dos esportivos, sensibilizar e ampliar os conhecimentos de alunos e professores – muitas vezes de forma surpreendente.

O Transforma teve início em 2013, três anos antes de o Rio de Janeiro se tornar a primeira cidade da América do Sul a sediar as Olimpíadas. Começou com um piloto que envolveu cerca de 15 escolas do Rio. Hoje, está em cerca de 10 mil instituições de ensino nos 26 estados do Brasil e no Distrito Federal. Ao serem convocadas para o piloto, inicialmente as escolas enviaram apenas professores de Educação Física para participar. Mas a ideia não era limitar o programa a essa disciplina.

É o que conta Vanderson Berbat, gerente de Educação do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, em entrevista ao Porvir. “O programa visava desenvolver habilidades socioemocionais e, por isso, podiam participar professores de qualquer disciplina. Não é um programa de esportes. Utiliza o imaginário olímpico para qualquer temática de aula”. Berbat define o Transforma como uma ferramenta livre, para ser usada da maneira como cada escola quiser. Para começar a participar, basta acessar o site do projeto, que disponibiliza materiais didáticos, vídeos e tutoriais.

Valores olímpicos e paralímpicos
Uma grande preocupação do programa está relacionada à absorção de valores olímpicos e paralímpicos pelos alunos. Berbat cita como valores olímpicos o respeito, a excelência e a amizade, e paralímpicos a igualdade, inspiração, determinação e a coragem. E explica como eles foram inseridos no ambiente escolar pelo Transforma.

“Estes valores precisaram passar por uma tradução pedagógica para entrar na escola, já que, falando a sua linguagem, ganham maior aderência junto a seus vários públicos. Foram, então, elaborados cinco valores educacionais: equilíbrio entre corpo, vontade e mente; alegria do esforço; busca pela excelência; jogo limpo e respeito pelos outros”.

O professor de Educação Física Fábio Dionízio, da escola SESI de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, traça um paralelo entre os valores olímpicos e o cotidiano de seus alunos. “Os alunos passam a refletir sobre o comportamento e as relações dentro e fora da escola, o que contribui para o combate ao bullying”.

Aluno do nono ano no SESI, o estudante Natã da Rocha demonstra clareza em relação a essa conduta. “Os valores trabalhados mostram que devemos respeitar o próximo em todas as decisões, manter o jogo esportivo, nunca desrespeitar o companheiro, sempre buscando o motivo e objetivo do jogo ou campeonato. Isso tudo sabendo que um dia você vence e no outro você pode perder”.

Para que as escolas trabalhem os valores sugeridos em sala de aula, Berbat aponta várias sugestões. “Gincanas criativas; estudos de caso e exemplos reais de atletas e ex-atletas, objetivando melhorar o clima escolar, aumentar a frequência discente, prevenir bullying, valorizar a diversidade, elevar a autoestima e desenvolver nos alunos a alegria do esforço”.

O gerente de Educação do Comitê recomenda que toda atividade seja finalizada com um bate-papo que faça pensar. “Os alunos devem ser convidados a refletir sobre o que foi conversado ou experimentado, a imaginar o que fariam nas mesmas situações e a compartilhar suas impressões. Os professores, atentos às falas dos alunos, devem ressaltar os valores na medida em que aparecem”.

Jovens líderes
O Transforma estimula que as escolas tirem estudantes do seu papel tradicional de receptores de informações para atuar como o que o programa chama de Agentes Jovens: eles tornam-se multiplicadores dos conhecimentos adquiridos, levando-os aos colegas de sala de aula. Isso intensifica, ainda, os valores olímpicos e paralímpicos entre os estudantes. É o que explica Lucia Helena de Sousa, diretora da Escola Municipal Tenente General Napion, no Rio de Janeiro.

“Resgatamos alunos indisciplinados, que eram líderes negativos, sempre envolvidos em confusões, e os transformamos em Agentes Jovens, líderes e motivadores de boas ideias e exemplos”. Segundo Lucia, direcionar os alunos com aptidão para a liderança para esse papel de influenciadores positivos gerou impacto não só no comportamento como no boletim, aumentando as notas, e ainda na participação nas aulas e na frequência às salas de leitura da escola.

Experimentação, prática e variação de papéis
Os professores de Educação Física, por sua vez, foram deslocados do papel de recreadores para assumir uma função central, sendo convidados a inovar em suas aulas ao introduzir novos esportes aos alunos. Nesse contexto, o improviso e a criatividade têm se mostrado bons aliados. É o que reforça a professora Raquel Lopes Augusto, do SESI Jacarepaguá. “Nas aulas práticas, utilizamos materiais alternativos ou recicláveis para o aprendizado das modalidades trabalhadas, como o jornal, a garrafa pet, papelão, cabo de vassoura, areia, meião, bambu e cano de PVC”.

Na escola municipal Luiz Biella Souza, de Jundiaí, São Paulo, também houve essa iniciativa. “Os alunos e professores foram desafiados na produção de materiais para tal prática e o resultado foi de grande valia”, contam Valter de Almeida e Moizes Neto, professores de Educação Física e Esportes.

Além de conhecer novos esportes, os alunos têm sido convocados pelas escolas a experimentar a prática de esportes paralímpicos. O SESI estimulou o vôlei com os estudantes sentados, simulando a forma como atletas paralímpicos fazem. A aluna do sexto ano do SESI Monintthelly Forte gostou de experimentar, e sentiu que a prática contribuiu para aumentar a sua empatia. “É sempre bom estar com os amigos fazendo parte de um grupo, uma equipe, e faz eu me colocar no lugar de uma pessoa que não pode andar”.

Transdisciplinaridade
Caracterizado pela intensa experimentação, o Transforma ainda propôs para os coordenadores pedagógicos das escolas o desafio de integrar os temas olímpicos a todas as disciplinas ensinadas. Assim, todos os professores são instigados a variar os exemplos em sala de aula, utilizando os esportes no contexto do conteúdo das matérias. Segundo Julio Natalense, líder de Tecnologia e Sustentabilidade da Dow – uma das patrocinadoras dos Jogos Olímpicos – levar a temática dos esportes aos alunos de uma maneira mais prática contribui para despertar a sua curiosidade, já que eles saem do lugar-comum. E é um conhecimento que pode ser associado a disciplinas clássicas como Física, Química ou Matemática.

Isso acontece quando alunos são apresentados, por exemplo, a explicações sobre como se constrói um estádio e qual a necessidade de utilizar um impermeabilizante no processo; como o uso de certos materiais nos uniformes dos atletas pode servir para evitar a umidade extrema; o que acontece com o corpo de um atleta quando há o doping – oportunidade em que se pode também reforçar valores; conceitos de Física e Estatística ligados ao futebol e ao basquete, e por aí vai.

Localizada na periferia de São Bernardo do Campo, São Paulo, a Escola Municipal Profª Suzete Aparecida de Campos encontrava-se sem conexão à internet quando Fernanda Borges – uma professora voltada à educação tecnológica – decidiu estimular seus alunos a utilizar peças de LEGO para desenvolver projetos relacionados às olimpíadas.

“Como eles poderiam estar inseridos na questão das olimpíadas utilizando uma ferramenta tecnológica? Foi assim que surgiu a ideia”, conta. “Iniciei o “Projeto Olimpíadas” com os alunos do 2º ano do ciclo 2 (ensino fundamental 2) oferecendo reportório a respeito do tema citado com vídeos e reflexões. Após essa etapa, cada grupo escolheu uma modalidade olímpica e, por meio do LEGO, desenvolveu construções que simulam as modalidades escolhidas. O projeto culminará em uma sala temática na qual a comunidade poderá observar e manusear essas construções conhecendo um pouco mais a respeito dos trabalhos desenvolvidos”.

Professora de Matemática da Escola SESI Jacarepaguá, Glória Luna conta também uma experiência que realizou com seus alunos, relacionando os esportes à matéria que leciona. Ela levantou com eles diversos aspectos envolvidos nas Olimpíadas – as diferentes modalidades esportivas, os atletas brasileiros que representarão o país, os espaços construídos para o evento, os pontos turísticos da cidade do Rio de Janeiro, os custos estimados para construção de espaços olímpicos e outros. E usou tabelas e gráficos para registrar tudo.

”Criamos imagens referentes às olimpíadas e registramos em papel quadriculado de forma simétrica. Aplicamos o conhecimento de adição e subtração de números positivos e negativos, registrando o saldo de tabelas de jogos. Com essas atividades, participamos mais ativamente da temática”, conta a professora.

14 de jun. de 2016

Nós para Dunga: tchau, querido

Rodrigo Garrido/Reuters)
Depois de mais um vexame, a CBF dispensa Duga e especula-se que Tite assuma a Seleção

De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

Após mais um vexame à frente da Seleção Brasileira de Futebol, a desclassificação da Copa América com a derrota para a Seleção do Peru por 1X0, o técnico Dunga foi dispensado pela Confederação Brasileira de Futebol, CBF, nesta terça-feira (14). Na imprensa esportiva especula-se o nome do atual técnico do Corinthians, Tite.

A notícia da dispensa de Dunga já era tida como certa após o jogo contra o Peru e confirmada em uma nota emitida pela CBF que, além do coordenador de Seleções, Gilmar Rinaldi, dispensou também toda a equipe de Dunga.

Dunga treinou a seleção brasileira de 2006 a 2010 e de 2014 a 2016 e a seleção olímpica em 2008.

Confira a íntegra da nora da CBF:

“A Confederação Brasileira de Futebol comunica que decidiu, nesta terça-feira, dissolver a comissão técnica da seleção brasileira. Deixam os cargos o coordenador de Seleções, Gilmar Rinaldi, o técnico Dunga e toda a sua equipe. A decisão foi tomada em comum acordo durante reunião nesta tarde e, a partir de agora, a CBF inicia o processo de escolha da nova comissão técnica da Seleção Brasileira. A CBF agradece a dedicação, a seriedade e o empenho da equipe durante a realização do trabalho."


13 de jun. de 2016

Brasil perde para o Peru e é eliminado

Com um gol de mão, o Brasil perdeu para o Peru por 1 a 0 e foi eliminado da Copa América
Foto: Mowa Press / Divulgação

Mais um vexame! Com gol de mão, Brasil perde para o Peru e é eliminado
Ruidiaz empurra a bola para gol com o braço e faz o gol que decreta a queda na Seleção na fase de grupos da Copa América, fato que não acontecia desde 1987

Estados Unidos - A seleção brasileira não para de dar vexame. Neste domingo à noite, conseguiu a façanha de ser eliminada na primeira fase da Copa América Centenário, ao perder para o Peru por 1 a 0, em Foxborough, e ficar em humilhante terceiro lugar no Grupo B, com apenas quatro pontos. A desclassificação vai representar, com quase toda certeza, o fim do ciclo de Dunga no comando. A demissão deve ser confirmada nos próximos dias pelo presidente da CBF, Marco Polo Del Nero.

O técnico nas próximas rodadas das Eliminatórias e na Olimpíada será outro. Tite, do Corinthians, é cotado para assumir o cargo

O jogo deste domingo foi mais uma página rasgada na história de uma seleção que um dia foi gloriosa. Uma seleção que numa Copa do Mundo em casa levou um 7 a 1 da Alemanha. E que nas duas últimas Copas América, a do ano passado sob o comando de Dunga, não passara das quartas de final. Mas contra o Peru deu para perceber que o fundo do poço ainda não havia chegado.

Dunga pagou o preço da indecisão, de não saber montar o time e de fazer opções erradas ao escalar e ao trocar a equipe. Não adianta reclamar dos seis cortes que foram feitos em relação à convocação inicial, aos problemas na preparação. Um time que só consegue ganhar do Haiti não tem desculpa.

Desde 1987 que o Brasil não saía na primeira fase de uma Copa América. Neste domingo, como se viu na eliminação nas quartas de final da Copa da África do Sul, em 2010, o que se viu foi um Dunga passivo, incrédulo na beira do campo. Ele não sabia o que fazer com o time, como mudá-lo. Aceitou sem reagir ao domínio peruano no segundo tempo.

Mais uma vez a seleção brasileira se complicou diante de um time estruturado. Fez uma primeira etapa até razoável, embora a falta de maior objetividade. Mas a segunda foi sofrível, e sofrida. A evolução tão decantada por Dunga e os jogadores não se acham em campo. A não ser contra adversários como o Haiti.

Antes do início da partida, foi observado um minuto de silêncio em respeito às vítimas do ataque a uma boate gay em Orlando. O atentado que deixou 50 mortes e 53 feridos teve como consequência um cuidado maior da segurança em relação a outros jogos. A revista às pessoas que acessaram o estádio foi mais rigorosa.

Com Casemiro suspenso, Dunga abriu mão da segurança que um volante marcador como Walace poderia representar e preferiu mandar a campo um time mais atrevido. Recuou Renato Augusto para ajudar Elias na função de volante e colocou Lucas Lima com a missão de armar o jogo. Enfim o camisa 10 da seleção começou uma partida, como muitos brasileiros desejavam. Dunga fez mais: trocou Jonas por Gabriel e, com isso, ganhou mais movimentação à frente.

Conservador, Dunga só foi na defesa, ao promover a volta de seu capitão, Miranda, no lugar no jovem Marquinhos. Fez um opção pela segurança. Não deu certo. O time até fez primeiro tempo razoável, mas pecou pela falta de objetividade.

Se no primeiro tempo o rendimento da seleção foi razoável, no segundo a equipe esteve irreconhecível. O time errava passes, marcava mal e dava espaço para o Peru, que foi para cima, animando a torcida, sempre disposta a apoiar.

Lucas Lima sumiu, Gabriel sumiu. O Brasil sumiu. O Peru passou a controlar o jogo. Dunga demorou para mexer e, quando o fez, errou ao colocar Hulk no time.

E o que se temia aconteceu. Aos 29 minutos, num contra-ataque, Ruidiaz, que havia entrado pouco antes, marcou o gol do Peru, num lance polêmico. Houve a impressão de que tocou para as redes com a mão. Mas após muita reclamação dos brasileiros e do juiz uruguaio Andres Cunha claramente consultar alguém que não estava em campo, confirmou o gol.

A consulta ao árbitro de vídeo ainda está em fase de testes autorizado pela International Board. Mas é usada em algumas competições. A Copa América não faz parte da relação e a Conmebol não confirmou se obteve autorização para usá-lo.

Mas nada serve de desculpa. Daí para frente, o que se viu foi um bando tentando empatar no desespero. Não daria mesmo certo. E Dunga se despede outra vez de maneira melancólica.

fonte O DIA

11 de mai. de 2016

GDF torrou R$ 2 milhões com publicidade na passagem da tocha olímpica

MICHAEL MELO/METRÓPOLES
Dos R$ 3,8 milhões gastos, R$ 2 milhões foram direto para a divulgação da realização do evento na capital
Há uma semana, o brasiliense pôde conferir de perto a passagem da tocha olímpica, símbolo dos Jogos Rio-2016, pelas ruas da capital federal. No entanto, para cumprir o trajeto, o fogo olímpico fez dinheiro público virar fumaça. Conforme o Metrópoles adiantou, dos R$ 4,3 milhões gastos com o evento, R$ 3,8 milhões foram bancados pelo Governo do Distrito Federal (GDF). Agora, a reportagem foi atrás da destinação desse dinheiro e descobriu que 52% do investimento, cerca de R$ 2 milhões, foram gastos apenas com a divulgação da passagem da chama no Distrito Federal.

Segundo o Governo do DF, a “Comunicação Institucional e Interação Social investiu R$ 1.934.326,28 em divulgação, para campanhas de mobilização da população, com enfoque em serviço e em participação dos moradores de Brasília”. Mas, tal valor torna-se ainda mais surreal quando é feito um comparativo com as demais capitais que já receberam ou irão receber o revezamento da tocha.

Brasília teve, sim, o percurso mais distante em que o fogo olímpico passou – a chama percorreu 105 km da capital federal, passando por cinco cidades administrativas. A distância é quase duas vezes maior do que a que será percorrida em Belo Horizonte. No entanto, a capital mineira pretende gastar no revezamento, marcado para sábado (14/5), apenas R$ 250 mil. A prefeitura informou ao Metrópoles, em nota, que os patrocinadores bancarão as atrações e a festa de encerramento.

Em Goiânia, onde a tocha esteve no último dia 5, a prefeitura informou ter investido R$ 186 mil. Já a cidade de Vitória, capital do Espirito Santo, que irá receber o fogo olímpico no dia 17 para um percurso de 32 km, estima gastar apenas R$ 15 mil reais. As outras capitais do Brasil ainda não definiram trajetos ou custos.

Demais gastos
Para garantir a segurança durante a passagem da tocha olímpica no Distrito Federal, as forças de segurança pública – Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros – investiram um total R$ 848 mil reais, ou 22% do orçamento. Já a Secretaria de Esporte, Lazer e Turismo bancou R$ 193.158,89 com a contratação de empresa para a produção e instalação de cartazes que estavam pregados em todo o trajeto por onde a tocha passou. Além de R$ 6 mil para confecção das bandeiras dos países usadas na cerimônia realizada no Estádio Nacional de Brasília.

Vale destacar ainda que a Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) arcou com R$ 203 mil, enquanto o Metrô/DF investiu R$ 32 mil e o Transporte Coletivo de Brasília, R$ 3 mil. Para a catação, varrição e coleta de lixo, o Serviço de Limpeza Urbana gastou R$ 33 mil.

Festa de encerramento
A reportagem teve acesso ainda aos documentos que especificam os gastos da Secretaria de Cultura. A pasta investiu R$ 571 mil para a estrutura de palco, som, alambrados e banheiros químicos. Segundo o documento, uma das empresas vencedoras para a montagem do palco ganhou R$ 125.543,60. Já a iluminação custou R$ 32,6 mil, enquanto R$ 127,4 mil foram destinados a uma outra empresa que alugou ao GDF os equipamentos necessários para a estrutura do palco.

Questionada sobre esses valores, a Secretaria de Cultura afirmou apenas que “a contratação de infraestrutura para os shows foi, sim, licitada, conforme publicado no Diário Oficial do Distrito Federal”. Ainda sobre os shows, os cachês dos artistas brasilienses foram pagos com verba de R$ 250 mil de convênio da pasta de Cultura (com R$ 10 mil) com o Ministério da Cultura. Outros R$ 250 mil pagaram os artistas nacionais, por meio de convênio da pasta do Esporte, Turismo e Lazer (com R$ 16 mil), com o Ministério do Turismo.

do Portal Metrópoles

11 de abr. de 2016

Fred e a geração de mimados do futebol brasileiro

O episódio do embate entre Fred e o técnico Levir Culpi é mais um desses causados pelo excesso de mimo com que são tratados os jogadores no Brasil. 
Não se apresentou nenhum motivo real até agora para o jogador estar irritado com o técnico além de ter sido tirado em alguns jogos. Ainda assim, ele dá ultimatos, ameaça sair do clube, cria uma problema dentro do Fluminense.

Não é uma exceção. Pense nos principais jogadores da última grande geração brasileira daquela Fred faz parte. Adriano transformou sua vida em um caos por problemas psicológicos, Ronaldinho preferiu as festas a seguir em alto nível, e mesmo Ronaldo abreviou sua carreira pelos excessos.

Abaixo dos outros três, embora seja um centroavante de bom nível, Fred não cometeu excessos físicos, mas ganhou áreas de dono do Fluminense pelos títulos conquistados e pela adoração da torcida. É legítimo que tenha status no clube. Não é legítimo que use desse seu prestígio para ter tratamento privilegiado em prejuízo do time.

A geração que sucede eles essa não é muito diferente. Na verdade, parecer até ter piorado. Não são poucos os técnicos que já mencionaram problemas de maturidade do jogador brasileiro, um estrelismo exacerbado em alguns casos. Há jovens que fazem meia dúzia de gols e já exigem o tratamento de craques consagrados. Exigem de salários astronômicos a lugar garantido no time.

Os clubes têm certa culpa neste processo por encher de mimos seus jovens, e minimizar suas responsabilidades. Uma consequência também da sua dependência da vontade do atleta para fechar um contrato. Aliado a isso, o staff de jogadores -composto por agente, namorada periguete, agregados de todos os tipos – vira a cabeça deles. Passam a se achar o centro do mundo.

Claro que o estrelismo também é visto outros campos, mas de forma bem reduzida, como exceção. Observe que mesmo os jogadores estrangeiros que atuam no Brasil, em sua grande maioria, têm um comportamento bem mais profissional do que os nossos. E, quando estão fora, os brasileiros também costumam melhorar sua atitude, ou não se adaptam e voltam.

Um técnico lúcido como Levir só diz o óbvio ao defender seu direito de trocar jogadores, e de manter limitado o poder de um jogador. Onde não há hierarquia para um atleta não há para mais nenhum. E o que se instala é uma anarquia com poucas chances de um trabalho bem-sucedido.

Fred é uma pessoa inteligente, e é bem capaz que perceba seus equívocos e recue na disputa com Levir. Melhor seria que todos os nossos dirigentes e técnicos notassem o crescimento desse comportamento mimado dos jogadores, e procurassem uma solução para o problema. Não será com birras infantis que sairemos do buraco onde nos metemos.

do UOL Esportes

22 de mar. de 2016

Lutadora olímpica lamenta medalha furtada em SP

Lutadora olímpica lamenta medalha furtada em São Paulo: “era a mais importante”
A lutadora olímpica Laís Nunes, 23 anos, teve duas medalhas de competições internacionais furtadas na semana passada, no Terminal Rodoviário Tietê, em São Paulo, para onde tinha viajado para rever amigos e buscar documentos.

A atleta contou que deixou a bolsa em cima de uma mesa enquanto comprava um sanduíche, a menos de dois metros de distância. Quando voltou, não estava mais lá.

Na bolsa havia documentos, computador, celular, um HD externo com o acervo pessoal de fotos da atleta e as duas medalhas internacionais que marcaram sua classificação para a Olimpíada do Rio 2016, conquistadas um mês atrás, nos Estados Unidos.

“Fiquei desesperada, e minha amiga também. Começamos a procurar no lixo e, depois de quase uma hora e meia rondando, a gente viu que não tinha mais jeito. Quem pegou já tinha ido", contou a lutadora, que usou as redes sociais para avisar amigos e seguidores do ocorrido e registrou o furto em uma delegacia.

A Agência Brasil procurou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo para pedir informações sobre o prosseguimento das investigações, mas não teve reposta até o fechamento desta reportagem.

Laís ainda tem esperança de que, com a repercussão do caso, alguém devolva pelo menos as medalhas: uma do Pan-Americano da modalidade, em que conquistou o ouro; e uma de prata do torneio pré-olímpico.

“O não a gente sempre tem, né? Estou esperançosa de que, de repente, Deus vai tocar no coração dessa pessoa, e ela vai se tocar de que não tem valor pra ela, e vai deixar em algum lugar, ou alguém pode achar, porque essa pessoa pode já ter jogado fora", diz a atleta, que reforça que o material da medalha não tem valor.

“São duas medalhas de acrílico que não têm valor nenhum, porque é tipo um plástico. Tem valor pra mim, porque isso não vai voltar mais. Agora essa classificação ficou só na minha memória, na minha lembrança. De todas as medalhas que eu tenho, para mim aquela é a mais importante, porque foi quando eu consegui a classificação olímpica.”

Além do prejuízo material e emocional, Laís também se queixa do transtorno para conseguir tirar a segunda via dos documentos. Sua programação anterior era já retomar o treinamento hoje no Rio de Janeiro, mas o dia teve que ser dedicado a retirar a segunda via de documentos.

"É a maior dificuldade para tirar os documentos. É muito complicado. Isso prejudicou o treinamento. Estou tentando resolver o mais rápido possível para dar continuidade e voltar a treinar e focar na Olimpíada.”

da Agência Brasil

14 de mar. de 2016

Parentes e amigos velam corpo de torcedor morto ontem em Fortaleza

Com músicas e bandeiras do clube hasteadas, componentes da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF) receberam, no começo da tarde desta segunda-feira (14), o corpo de Jullian de Sousa Cavalcante, de 20 anos, na sede da entidade, no bairro Benfica. 
O jovem torcedor foi morto neste domingo (13) com um tiro antes da partida entre Fortaleza e Ceará, na Arena Castelão.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, Jullian foi atingido durante confronto entre torcedores do Fortaleza e do Ceará, na Avenida Osório de Paiva, no bairro Bom Jardim. A família diz que o disparo foi feito por um policial. “Eles [a polícia] foram para matar e não usaram balas de borracha. Eu vou querer justiça”, desabafou a mãe de Julian, Aurenice Rodrigues.

A morte do torcedor ocorreu em meio a uma sequência de fatos envolvendo torcidas organizadas no Ceará. Na última sexta-feira (11), a Justiça determinou a suspensão das atividades das torcidas organizadas do Fortaleza e do Ceará e a proibição da entrada nos estádios de torcedores com objetos que indiquem o nome dos grupos, como camisetas e bandeiras, além de instrumentos de percussão.

A decisão judicial foi tomada a pedido do Ministério Público do Ceará após tumulto entre integrantes da TUF e da Jovem Garra Tricolor na última quarta-feira (9), durante partida entre Fortaleza e Sport de Recife, no Castelão.

De acordo com o cientista social Raoni Oliveira, que faz parte da TUF, o local onde houve o conflito já é conhecido pela polícia como um dos pontos propícios para encontros entre as torcidas rivais.

Relatos de torcedores que estiveram na Avenida Osório de Paiva dão conta de que a confusão começou após uma bomba de efeito moral ser jogada contra torcedores do Fortaleza. Com a dispersão do grupo, houve o encontro com os torcedores do Ceará. Ambos os grupos, conforme os torcedores, eram acompanhados pela Polícia Militar.

Um torcedor que não quis se identificar, temendo represália da polícia, disse que, em vez do Batalhão de Choque, estavam presentes no local oficiais do Ronda do Quarteirão e do Ronda de Ações Intensivas e Ostensivas (Raio). “Se as torcidas organizadas não tivessem sido suspensas, nada disse teria acontecido, pois teríamos convocado os torcedores para a sede, de onde sairíamos em ônibus todos juntos”, afirmou o torcedor.

Para Raoni, a morte de Julian se insere num contexto de violência policial praticada contra jovens pobres. “Ontem (13), a polícia que deveria estar no local era o Batalhão de Choque, que atua em distúrbios civis, com balas de borracha, com armas não letais. Julian foi assassinado com uma bala de arma ponto 40. A polícia não é despreparada, e não é à toa que os policiais que atuam na periferia de Fortaleza usam preto e os que estão nas áreas nobres vestem azul. Esse contexto vem, há muito tempo, flagelando quem tem menos condição de encontrar justiça.”

Devido à rivalidade entre as torcidas do Ceará e do Fortaleza, a Secretaria de Segurança montou um esquema específico para atuar no dia em que os clubes jogariam na Arena Castelão, na disputa que é conhecida como “clássico-rei”. Ao todo, 713 policiais foram destacados para fazer a segurança no entorno do estádio nas vias de acesso e nos terminais de integração de ônibus.

Em nota, a secretaria informa que não houve registro de intervenção policial no local do confronto, mas ressalta que consta do balanço das ocorrências durante a partida informação sobre dois policiais feridos durante o distúrbio. O caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Segundo a nota, a ocorrência foi registrada na Coordenadoria Integrada Operações de Segurança às 20h20min, após a entrada de Julian no Hospital Frotinha da Parangaba, uma vez que o torcedor foi socorrido por particulares. A secretaria diz que detalhes sobre a ocorrência deverão surgir a partir das investigações, que ficarão sob responsabilidade da DHPP. "Com relação ao termo iintervenção policial', é uma expressão utilizada quando uma pessoa é morta durante o confronto com a polícia", esclarece a nota.

da Agência Brasil

6 de mar. de 2016

Brasil vence sul-americano de rugby 7 em evento-teste da Rio 2016

A seleção feminina de rugby 7 venceu a Argentina na final do Campeonato Sul-Americano de Rugby Seven por 27 a 5 e conquistou o título sul-americano da modalidade em evento-teste de rugby para a Rio 2016 disputado no Estádio de Deodoro. Foi 11º título sul-americano do Brasil.

A seleção feminina, que já está classificada para a Rio 2016, teve 12 atletas convocadas. No rugby 7, sete atletas são titulares e cinco ficam à disposição do técnico no banco. No total, 96 atletas de oito países (Brasil, Colômbia, Argentina, Venezuela, Uruguai, Chile, Paraguai e Peru) participaram da competição. O rugby 7 é uma uma variação do formato mais tradicional do rugby  e os jogadores tentam marcar pontos usando uma bola oval.

O evento-teste foi fechado, inclusive para transmissão por emissoras de televisão, porque o espaço ainda não está pronto para receber o público. O Comitê Organizador Local (COL) da Rio 2016 confirmou que as arquibancadas do estádio são temporárias e serão montadas mais adiante, como ocorrerá também com a arena de vôlei, em Copacabana, e no Parque Olímpico, na zona oeste.

De acordo com o COL, o evento-teste vai avaliar as condições do estádio para receber as seleções, incluindo gramado, vestiários, cronometragem do tempo de jogo, apresentação do esporte, voluntários e operações internas. O objetivo é corrigir eventuais falhas para que na Olimpíada tudo esteja acertado. A avaliação atende a determinações do próprio COL.

Nado sincronizado
Com a conquista de uma vaga inédita, a Ucrânia foi uma das três equipes que carimbaram neste domingo o passaporte para o nado sincronizado nas Olimpíadas Rio 2016. As ucranianas disputavam uma das três vagas com o Japão e a Itália, que também carimbaram a vaga, ficando, respectivamente, em segundo e terceiro lugar. As outras cinco equipes com vagas garantidas para a Rio 2016 são Brasil, Rússia, China, Austrália e Egito.

O último dia do evento-teste da modalidade ocorreu neste domingo (6) no Parque Aquático Maria Lenk, na Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade.

Durante a apresentação, as atletas da equipe japonesa somaram uma nota maior (94.6333), enquanto as ucranianas totalizaram 94.5000. No somatória final, no entanto, as atletas da Ucrânia garantiram o primeiro lugar no pódio. Ao conquistar a terceira vaga, com 92.0667 pontos, a Itália deixou de fora a equipe do Canadá, que também tentava uma das três vagas.

A classificação final do Pré-Olímpico de Nado Sincronizado, tem, além das três primeiras colocadas, as equipes do Canadá, com 181.0348; Espanha (quinta colocada com 178.8970); França, (sexta com 172.1461); e a equipe do Chile, que ficou em sétimo com 145.0858.

Algumas equipes reclamaram reclamaram das condições da piscina do Centro Aquático Maria Lenk que apresentavam um pouco de sujeira no fundo da piscina, azulejos soltos e vestiários aquém do desejado. Ao falar do assunto, o gerente geral de Instalações dos Esportes Aquáticos, Ricardo Prado, prometeu providência até os jogos, inclusive com a reforma do vestuário.

da Agência Brasil

24 de fev. de 2016

Rio 2016 festeja cidades da rota da tocha

Rio 2016 festeja cidades da rota da tocha e apresenta uniforme dos condutores
Sob sol forte e ao som de ritmos de todo o país, cariocas aplaudem a judoca Érika Miranda e brincam com o mascote Vinícius

Se a tocha Olímpica sai em revezamento de Brasília em 3 de maio, uma amostra da onda que percorrerá todo o país foi apresentada nesta quarta-feira (24) pelo Rio 2016. Na Cidade Nova, junto à sede do Comitê Organizador, uma passarela foi tomada pelo desfile de crianças empunhando placas com os nomes de todas as 329 cidades por onde a tocha será levada. A eles se juntou um grupo de brincantes com pernas de pau e roupas coloridas de reisado dançando ao som de diferentes ritmos brasileiros. Assim, com muita festa, sob sol de 40 graus, também foi apresentado o uniforme dos condutores, tendo como "modelos" a judoca Érika Miranda, o mascote Vinícius e representantes indicados pelos patrocinadores Bradesco, Coca-Cola e Nissan. Além de Érika, participaram do evento Laís Souza, Maria Esther Bueno e Gustavo Borges, que também estão confirmados no revezamento. 

Além de simbolizar a paz, a passagem da tocha dará oportunidade a pessoas do país inteiro de se sentir parte dos Jogos Olímpicos. “Quando os atletas competem é pelo Brasil. Com a chama indo para cada cantinho do país, mesmo quem não puder vir tem chance de sentir o gosto dos Jogos”, disse Érika, campeã dos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015 na categoria até 52 kg.

Sorridente, ela se disse orgulhosa por apresentar o uniforme dos condutores – em sua maior parte branco - e brincou: “E é bom que a camiseta seja acompanhada por shorts, porque acredito que na maior parte do país o revezamento será no calor, né?”.
Escolhida como tema do revezamento da tocha, a música "A Vida do Viajante” (conhecida pelo verso “Minha vida é andar por este país...”) de Luiz Gonzaga e Hervê Cordovil, animou o público. O cantor cearense Geraldo Júnior emendou, caprichando na diversidade de ritmos regionais.

Diretora do Programa de Cultura dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Carla Camurati escalou o grupo Barracão da Poti, que recentemente animou o carnaval de rua carioca com elementos de folguedos do Cariri, no Ceará.
“Com a tocha, vamos iluminar o país, espalhar o espírito brasileiro, dar um perfume da cultura brasileira”
Carla Camurati, diretora do Programa de Cultura dos Jogos Rio2016

Carlos Nuzman, presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, destacou a importância do trabalho conjunto com representantes dos governos federal, estadual e municipal e, sobretudo, da Força Nacional, que tem papel fundamental na logística do revezamento da tocha. Serão ao todo 12 mil condutores.

O capitão Fabiano Rene Farias, que percorrerá a rota da tocha como segurança, conhece parte do país mas vibra com a chance de para o Nordeste. Cada policial do grupo da Força Nacional que acompanhará a tocha está preparado para correr pelo menos dez quilômetros – eles também se revezam, mas não na proporção de 200 metros, como é o caso dos condutores.
"Estamos percorrendo todo o caminho da tocha, já para ir nos ambientando"
Capitão Fabiano Rene, da Força Nacional

Honra e emoção
O nadador Gustavo Borges, dono de quatro medalhas Olímpicas, observa que desta vez será mais interessante ser condutor do que em 2004, quando a tocha dos Jogos de Atenas passou pelo Brasil. “O revezamento vai mostrar lugares interessantes para nós mesmos e para o mundo todo. É uma responsabilidade”, disse o atleta, indicado pelo Bradesco, assim como a tenista Maria Esther Bueno. Ela brincou com os repórteres: “Ex-atleta, não; ainda-atleta! Conduzir a tocha é uma honra sem tamanho – nunca pensei que fosse acontecer”.

29 de jan. de 2016

Os 50 anos de Romário

Charge KÁCIO PACHECO/METRÓPOLES
Os 50 anos de Romário, o Baixinho que era um gigante nos gramados
Artilheiro de língua ferina, o camisa 11 está no panteão daqueles craques únicos, que surgem a cada geração

Por Bernardo Scartezini

“Deixa que eu resolvo”, anunciou Romário, descendo de avião no Rio de Janeiro. Era uma terça-feira de setembro de 1993, e dali a cinco dias a Seleção Brasileira receberia o Uruguai pela última rodada das eliminatórias sul-americanas para a Copa do ano seguinte.

O Brasil tinha que ganhar do Uruguai, simples assim, e só por isso Carlos Alberto Parreira chamou Romário, que estava a arrebentar pelo Barcelona. O jogador e o treinador tinham se estranhado, anos antes, num amistoso em Porto Alegre. Romário não queria ficar no banco etc. E, desde então, cada videoteipe de Romário metendo gols lá na Espanha, e ele metia toda semana, deixava a torcida brasileira um tanto mais fula com o Sr. Parreira.

Naquele domingo de setembro, Romário fez o melhor jogo da vida dele. Deu chapéu nos beques uruguaios, acertou o travessão uma vez e, no segundo tempo, abriu a porteira de cabeça e fechou a fatura numa arrancada característica, driblando o largo arqueiro Siboldi na bica da área e dando um totozinho na pelota já quase na linha de fundo – numa jogada que pareceu reter o tempo, dilatando alguns bons segundos e permitindo que a torcida inteira ficasse quieta por um instante e prestasse bastante atenção no que ele estava fazendo.


A arte de jogar na sabedoria
Romário cumpre redondos 50 anos neste 29 de janeiro de 2016. Reter o tempo, afinal, é uma virtude que os craques de bola conseguem atingir apenas por alguns decisivos segundos, não por uma vida inteira. Mas, de toda forma, se Pelé um dia já fez 50 anos e Zico também, não seria diferente para Romário de Souza Faria.

Quem vê o futebol s/a dos dias de hoje, com Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, dois sujeitos que parecem genética e emocionalmente programados para serem o que são, jogarem o que jogam, a figura de Romário soa deliciosamente démodé.

Romário é baixinho, troncudo e perna curta. Nunca foi exatamente um atleta, nunca se esmerou muito em treinos. Como se jogasse por pura sabedoria. Virava a noite nas baladas a tomar guaraná. E sempre teve uma resposta ligeira e desaforada para quem o incomodasse, dentro e fora de campo. (Abraço pro Parreira.)

De certa forma, Romário não era muito diferente de Diego Armando Maradona. Dois jogadores que hoje não existem mais. E o fato de a Seleção Brasileira nos anos seguintes, e até hoje, ser um time de futebol mais ligado ao espírito de nosso gentil Dunga do que à alma malandra de Romário diz muito sobre os rumos que o esporte seguiu.


A arte de tirar da reta
Tal qual Macunaíma, Romário consegue se safar das maiores barbaridades. Voltando ao Brasil em janeiro de 1995, após ter sido apontado como o grande jogador do planeta na temporada anterior, trocou o Vasco da Gama pelo Flamengo.

Mais tarde, trocaria o Flamengo pelo Fluminense, mas não antes de ir e voltar um par de vezes entre a Gávea e o time espanhol do Valencia. Quando enfim foi demitido do Fla, alegou-se que, numa viagem para enfrentar o Juventude em Caxias do Sul (RS), Romário acabou por se engraçar com a Rainha da Uva. Depois ele trocaria ainda o Fluminense pelo Vasco da Gama e por lá se arrastaria nos últimos dois e autoindulgentes anos de sua carreira, só para atingir uma marquetada e contestada marca de mil gols.

Mas nada disso, nada disso parece desabonar o Baixinho. Quando pensamos em Romário cumprindo 50 anos, pensamos naquele Brasil x Uruguai de 1993 e naquele Brasil x Holanda de 1994. Pensamos naquele chutaço que o Branco acertou do meio da rua e que Romário teve a manha de tirar a bunda bem em tempo de a bola passar flamejante.

Quando pensamos em Romário cumprindo 50 anos, agradecemos por ele ter tirado a bunda daquela vez, e agradecemos também por ele ter enfiado o pé outras tantas e tantas vezes.

Valeu, parceiro, valeu demais. Aquele verão de 1994 durará para sempre.

13 de jan. de 2016

Torcida do São Paulo recepciona Lugano com festa


Torcedores do São Paulo cercam a van na saída do jogador
Foto Sergio Barzarghi/Gazeta Press

O aeroporto de Guarulhos recebeu cerca de 1000 torcedores do São Paulo que saudaram a chegada de Lugano com festa

De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

Cerca de 1000 torcedores do São Paulo fizeram uma grande festa no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, para recepcionar a chegada do jogador Diego Lugano, por volta das 20:30h desta terça-feira (12).

Os torcedores saudaram a chegada do ídolo com bandeiras, sinalizadores coloridos e gritos de  "Deus da Raça". Lugano usava uma camiseta com um rosto ensanguentado estampado no peito e a palavra "Díos", Deus em português.

O jogador atravessou todo o percurso onde encontrava-se a torcida cercado de seguranças, após ter dispensado poucos minutos à imprensa.

Questionado pelos jornalistas sobre o qe estava achando daquela recepção, Lugano disse que sentia-se "muito surpreso e emocionado. Isso é uma loucura, é demais, vou falar melhor amanhã no CT (centro de treinamento), hoje não tem como.", disse o jogador à imprensa.

Mesmo com a presença de um número expressivo de torcedores, Lugano distribuiu alguns autógrafos e posou para fotos. A disputa entre torcedores por um autógrafo ou uma foto do jogador, provocou alguns empurrões, algumas crianças assustadas com a movimentação choraram e uma mulher foi atendida pela emergência médica e liberada em seguida.

Após muita dificuldade, o jogador conseguiu entrar em uma van com a mulher e o filho, mas deixou a janela aberta para poder interagir com a fanática torcida são-paulina, que correu atrás da van do jogador uruguaio por vários metros, acompanhados de perto por um veículo da segurança do aeroporto.

Mesmo após a saída de Lugano, vários torcedores permaneceram nolocal comemorando a volta do zagueiro ao time do São Paulo.

Lugano apresenta-se no centro de treinamento da Barra Funda nesta quarta-feira (13), onde passará por exames médicos.

26 de dez. de 2015

China se estabelece como mercado alternativo do futebol

Regado a muito dinheiro e mordomias, o país asiático tem seduzido jogadores de diversas partes do mundo

Lucas Martins
no blastingnews

A crise econômica em parte do mundo é uma realidade que bateu na porta muitos países. O futebol apesar de quase possuir um ''mundo próprio'' não fica de fora e também é afetado. Não, na China. Regado a muito dinheiro e oferecendo mordomias diversas, o país asiático se estabeleceu como mercado alternativo e tem seduzido jogadores de diversas partes do planeta.

Por muitos anos, o Oriente Médio era a fonte do chamado ''pé de meia'' dos atletas. Alguns já próximo do fim da carreira e sem grandes responsabilidades em termos de competitividade, se aventuravam atrás dos dólares petroleiros para garantir uma aposentadoria mais abundante.

Mais recentemente o Leste Europeu fez grandes investimentos (ainda que em menor porte do que clubes do Oriente Médio) e tornou-se um bom caminho para os jovens que iniciavam uma carreira no futebol. Mas uma crise política e uma guerra separatistas entre os países da região, provocou um êxodo de atletas estrangeiros.

Não que o Oriente Médio e o Leste Europeu tenham empobrecidos, pelo contrário, são regiões ricas principalmente pela grana do petróleo. Mas a China é um caso completamente diferente dos exemplos citados.