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1 de set. de 2021

81 anos da Morte de Trotsky (22/08)

 81 anos da Morte de Trotsky

Por Juan Ricthelly

Hoje é o aniversário de 80 anos da morte de Trotsky, um homem que marcou o século XX, com suas ideias, ações e principalmente com o seu exemplo, sua voz ainda ecoa em muitas mentes e corações, algumas de suas profecias se cumpriram, outras não.

Foi um personagem decisivo da Revolução de Outubro, da Guerra Civil e criador do Exército Vermelho, deixou escritos sobre política, história, filosofia, arte… E chegou a ser reconhecido por Lênin como o mais capaz para sucedê-lo no comando da URSS.

Na disputa pela sucessão de Lênin, foi derrotado pela sagacidade de Stálin, que possuía o domínio da máquina partidária e não hesitava em recorrer à métodos desleais para vencer.

Foi expulso do Politburo, do Partido e da própria União Soviética, perdeu a nacionalidade se convertendo num homem sem pátria, teve pedidos de asilo recusado por vários países, e vagou como exilado por Turquia, França, Noruega e finalmente o México, onde foi assassinado em 1940.

Sua família foi destruída, viu parentes, amigos e simpatizantes serem perseguidos pelo stalinismo, uma de suas filhas morreu de tuberculose, a outra se suicidou, um de seus filhos, cientista, que não se envolvia com política desapareceu, o outro que era o seu braço direito, morreu de forma muito suspeita na França.

Viveu seus últimos anos defendendo o seu legado e a sua história das calúnias e absurdos sem nenhum lastro fático, que tentaram apagar a sua importância e apresentá-lo como um traidor da revolução, que nunca foi.

Tenho Trotsky como uma das minhas principais referências políticas, e tenho dedicado algum tempo estudando suas ideias e a sua história.

Os seus erros e acertos fazem parte da herança dos idealistas que ainda acreditam na materialização da utopia que nos move, nos mantém vivos e cheios de esperança, de que algum dia nós iremos construir um mundo melhor.


Segue o seu testamento, escrito alguns meses antes de sua morte.


"Minha pressão sanguínea elevada (e que continua a elevar-se) engana àqueles que me são próximos sobre minhas reais condições físicas. Estou ativo e capaz de trabalhar, mas o fim está evidentemente próximo. Estas linhas serão tornadas públicas após minha morte.

Não preciso mais uma vez refutar aqui a calúnia vil de Stalin e seus agentes: não há uma só mancha sobre minha honra revolucionária. Não entrei, nem direta nem indiretamente, em nenhum acordo, ou mesmo em nenhuma negociação de bastidores, com os inimigos da classe operária. Milhares de adversários de Stalin tombaram, vítimas de falsas acusações. As novas gerações revolucionárias reabilitarão sua honra política e tratarão seus carrascos do Kremlin como eles merecem.

Agradeço ardentemente aos amigos que se mantiveram leais através das horas mais difíceis de minha vida. Não cito nenhum em particular, porque não os posso citar todos.

Apesar disso, considero-me no direito de fazer exceção para o caso de minha companheira, Natália Ivanovna Sedova. Além da felicidade de ser um combatente da causa do socialismo, quis a sorte me reservar a felicidade de ser seu esposo. Durante quarenta anos de vida comum, ela permaneceu uma fonte inesgotável de amor, magnanimidade e ternura. Sofreu grandes dores, principalmente no último período de nossas vidas. Encontro algum conforto no fato de que ela conheceu também dias de felicidade.

Nos quarenta e três anos de minha vida consciente, permaneci um revolucionário; durante quarenta e dois destes, combati sob a bandeira do marxismo. Se tivesse que recomeçar, procuraria evidentemente evitar este ou aquele erro, mas o curso principal de minha vida permaneceria imutável. Morro revolucionário proletário, marxista, partidário do materialismo dialético e, por consequência, ateu irredutível. Minha fé no futuro comunista da humanidade não é menos ardente; em verdade, ela é hoje mais firme do que o foi nos dias de minha juventude.

Natascha acabou de chegar pelo pátio até a janela e abriu-a completamente para que o ar possa entrar mais livremente em meu quarto. Posso ver a larga faixa de verde sob o muro, sobre ele o claro céu azul, e por todos os lados, a luz solar. A vida é bela, que as gerações futuras a limpem de todo o mal, de toda opressão, de toda violência e possam gozá-la plenamente.

Leon Trotsky

Coyoacán, 27 de fevereiro de 1940."

5 de nov. de 2020

Brasil 2020

 


Um desgraçado estupra uma mulher e a Justiça inventa uma sentença que o inocenta usando como argumento algo JAMAIS visto nos anais do judiciário - “Estupro Culposo” - seria algo como - “Estuprou sem intenção de estuprar”. 

O homem branco, Hétero, Rico, e conhecido em sua região, escapou de um CRIME que o próprio MP reconhece no princípio do processo e para PIORAR, o Advogado do réu humilha a vítima na frente do Juiz e dos promotores e eles não fazem absolutamente NADA. 

Que vergonha desse país, dessa justiça, da forma como as mulheres são tratadas, de tudo que estamos vendo acontecer! Regredimos para uma era MEDIEVAL em poucos anos e definitivamente estamos aceitando calados e inertes situações que em qualquer lugar do mundo levariam as pessoas estariam nas ruas protestando, com ou sem pandemia, até porque a própria Pandemia foi o tempo todo tratada de forma irresponsável! 

Isso tudo é revoltante!!! 

Fico me perguntando, até onde permitiremos estes absurdos???

#justicapormarianaferrer

Tico Santa Cruz

1 de nov. de 2020

Não foram as bruxas que queimaram


 " Não foram as bruxas que queimaram. 

Foram mulheres.

Mulheres que eram vistas como:

Muito bonitas,

Muito cultas e inteligentes,

Porque tinham água no poço, uma bela plantação (sim, sério),

Que tinham uma marca de nascença,

Mulheres que eram muito habilidosas com fitoterapia,

Muito altas,

Muito quietas,

Muito ruivas,

Mulheres que tinham uma forte conexão com a natureza,

Mulheres que dançavam,

Mulheres que cantavam,

ou qualquer outra coisa, realmente.

Qualquer mulher estava em risco de ser queimada nos anos 1600. 

Mulheres eram jogadas na água e se podiam flutuar, eram culpadas e executadas. Se elas afundassem e se afogassem, eram inocentes.

Mulheres foram jogadas de penhascos.

As mulheres eram colocadas em buracos profundos no chão.

Por que escrevo isso? 

Porque conhecer nossa história é importante quando estamos construindo um novo mundo.

Quando estamos fazendo o trabalho de cura de nossas linhagens e como mulheres.

Para dar voz às mulheres que foram massacradas, para dar-lhes reparação e uma chance de paz.

Não foram as bruxas que queimaram.

Foram mulheres.

- Fia Forsström “La Illustracion Iberica”, 1885

(Witch Wolf)

17 de set. de 2020

Não há brasileiro mais inocente que o carioca



 Precisamos lidar com a terrível realidade. Por trás da fama autogerada de malandragem, o carioca é o otário do Brasil. Soa duro, eu sei. Mas enquanto nativo da Guanabara, posso garantir: não há ninguém mais ingênuo no país —quiçá no planeta.

por Gregorio Duvivier

Não faz sentido atribuir a corrupção dos nossos líderes à esperteza local. Os operadores nem sempre são daqui. Witzel veio de Jundiaí, Cláudio Castro nasceu em Santos, Queiroz é de BH. O ponto em comum: todos encontraram no carioca um alvo perfeito.

Todo golpista adora um malandro. Só quem se acha mais esperto que os outros entra num esquema de pirâmide. O carioca, por excesso de malandragem, cai em qualquer conto, do jogo do bicho à bitcoin, passando pelo frozen yogurt e pela teologia da prosperidade.

Por aqui se paga duas vezes mais caro por qualquer coisa: da pipoca ao aluguel. Alguém convenceu o carioca de que a zona sul fica na Europa, por isso o preço londrino do metro quadrado. Na política, a gente se põe como vítima de uma quadrilha, como se a democracia não fosse representativa. Ou o carioca não acredita na urna eletrônica ou ele precisa acreditar na própria estupidez.

Durante muito tempo tentaram culpar o resto do estado, como se a cidade estivesse sendo tragada pra miséria pelos seus arredores —sim, o carioca já se comportou como se fosse basco ou gaúcho e chegou a propor um movimento chamado Autonomia Carioca, cujo slogan era “não quero ver o Rio nesse estado”.

A eleição do Crivella provou o absurdo dessa distinção. Crivella nem se esforçou pra enganar ninguém. Sobrinho de Edir Macedo, faltou à sabatina da Globo, obrigando a jornalista a entrevistar uma cadeira vazia. O malandro achou divertido. Votou na cadeira vazia. Hoje se mostra surpreso com uma prefeitura catastrófica.

Só me resta defender a Autonomia Carioca. A transformação do Rio em cidade-estado livraria o resto do país do peso morto de milhões de moradores que puseram o país no maior esquema de pirâmide jamais visto —por pura malandragem.

Foi o mesmo carioca que inventou o Bolsonaro. Apostou nele. Nos filhos dele. Foi a gente que olhou pra esse capitão limítrofe envolvido em rachadinha e falou: “voa, bruxão”.

Mas agora tudo vai mudar. Eduardo Paes quer livrar o Rio da corrupção —numa grande aliança com o PSL. O carioca é tão malandro que acredita. 

16 de set. de 2020

GOLPE PRA QUÊ?

 


Um dos principais gestos analíticos para a devida compreensão do atual momento da crise democrática brasileira é a distinção entre a figura pessoal do Presidente Jair Bolsonaro e o bolsonarisimo, entendido como projeto político disruptivo. 

Sim, por mais estranho que possa parecer, fica cada vez mais claro que uma coisa não está, necessariamente, vinculada à outra.

Explico.

Há Jair Bolsonaro na política brasileira desde a década de 1990. Já bolsonarismo começou a nascer em 2014, quando o até então parlamentar de baixo-clero, inexpressivo, animador de auditório, aumentou seu capital eleitoral em quase 400%, tornando-se o Deputado federal mais votado pelo Estado do Rio de Janeiro.

O bolsonarismo é o resultado de um conjuntura específica de crise, alimentado por uma sociedade se vê colapsada e impulsionado por outro projeto político disruptivo: o lavajatismo.

Durante algum tempo, bolsonarismo e lavajatismo estiveram na mesma trincheira, mas nunca foram a mesma coisa. Juntos, mas não misturados!

Bolsonaro soube se aproveitar do clima. Havia concorrentes. Marina Silva era a principal. Jair acabou vencendo a corrida. Venceu, também, porque foi mais esperto.

Parece que agora, no exato momento em que escrevo este texto, o Presidente Jair Bolsonaro começa a fazer o movimento de descolamento do Bolsonarismo, abandonando a agenda da ruptura disruptiva e adotando a estratégia do aparelhamento institucional. 

Novamente, vem agindo com astúcia política, e se mostrando ainda mais perigoso para o contrato social inaugurado na redemocratização e insrituído pela carta de 1988.

Olhando daqui, com certo distanciamento, creio que seja possível localizar na crônica os dois momentos que marcaram a inflexão do Bolsonaro disruptivo, que acreditava estar liderando uma revolução saneadora, para o Bolsonaro sistêmico, manipulador das instituições.

Foram dois momentos que mostraram ao Presidente que se continuasse marchando com os insanos, provavelmente não terminaria o mandato.

O primeiro foi o dia 22 de maio, quando o Presidente Bolsonaro, diante da possibilidade de ter seu aparelho de celular apreendido para perícia por ordem do Ministro Celso de Melo, decidiu que, sim, interviria no Supremo Tribunal Federal. Em seus devaneios golpistas, Bolsonaro acreditou mesmo que bastava enviar um destacamento militar ao STF para fechar a corte superior da justiça brasileira. O mais assustador é que ele não estava sozinho no projeto. Entre os generais palacianos houve quem apoiasse a ideia. 

Ao perceber que generais da ativa, com comando efetivo de tropas, não o acompanhariam na quartelada, o Presidente recuou. Os bastidores da conspiração foram revelados na edição de agosto da Revista Piauí, em matéria assinada por Monica Gugliano.

O segundo momento foi o dia 18 de junho, quando Fabrício Queiroz, depois de mais de um ano desaparecido, foi preso. 

Queiroz é o fio solto do esqueminha de corrupção de baixo clero que enriqueceu o clã Bolsonaro. O Presidente sabia perfeitamente que estava ali o seu ponto fraco e, acuado, se convenceu de que não tinha vara longa o suficiente para bancar o conflito com as outros poderes da República.

A partir de então, vimos outro Bolsonaro, mais habilidoso no jogo político institucional. Aproximação com o centrão, piscadelas para medidas de transferência de renda, afastamento do núcleo ideológico mais radicalizado e liderado por Olavo de Carvalho, constantes pitos públicos em Paulo Guedes. Tudo isso indica que Bolsonaro está tentando se afastar do Bolsonarismo.

Os pilares do bolsonarismo são o neoliberalismo orotodoxo de Guedes e a guerra ideológica olavista. Ao que parece, Bolsonaro está dando de ombros para ambos. A ver se sustenta.

Precisamos mencionar ainda o dedo certeiro na escolha do comando do Ministério Público. A dupla Augusto Aras e Lindoura Araujo não está apenas esvaziando a Operação Lava Jato. Está ocupando o território.

Quando começou o governo, Sérgio Moro parecia muito maior e mais perigoso para as garantias democráticas que o próprio Bolsonaro. 

Moro era o herói laureado pela grande imprensa, o lorde gentil e educado, premiado, capa de revista, maxilar quadrado, terno preto alinhado, com caimento perfeito nos ombros. Já Bolsonaro era o aloprado desajeitado, feioso, o"burro chucro" que prometia tropeçar nas próprias pernas na primeira esquina.

Nas crises, o tempo corre especialmente rápido.

Hoje, Moro, sem nenhum poder efetivo de decisão, tenta se manter no jogo, contando com a lealdade de seus aliados na grande mídia e no poder judiciário. Não é algo irrelevante, mas parece pouco para o homem que, em algum momento, foi o mais poderoso player em atuação no tabuleiro da política nacional.

Já Bolsonaro demonstra ter aprendido a operar, e manipular, as instituições da República.

Um dos mais importantes e inesperados acontecimentos nesta "temporada 2020" da crise democrática brasileira é o apequenamento de Moro e o amadurecimento político de Bolsonaro. Como os dados estão rolando, nada garante que até 2022 a situação continuará assim. A fotografia do momento é essa.

Os dias 28 de agosto e 01 de setembro são outros dois momentos cruciais na recente crônica da crise.

Em 28 de agosto, Wilson Witzel, governador do Rio de Janeiro, foi afastado do mandato por decisão monocrática de Benedito Gonçalves, Ministro do Superior Tribunal de Justiça, em episódio inédito na história da moderna democracia brasileira. Witzel foi afasto à revelia da Assembleia Legislativa, sem que seus advogados tenham sequer recebido denúncia formal do Ministério Público. O processo foi manipulado pelo Palácio do Planalto, diretamente pelo gabinete do Presidente da República.

Parte da esquerda comemorou a derrocada de Witzel, como se fosse a redenção da memória de Marielle Franco. A derrocada de Witzel é vitória de Bolsonaro, mais uma. Nada além disso.

Ao abater Witzel, Bolsonaro matou dois coelhos com única paulada: eliminou um desafeto político e controlou o processo de escolha do próximo Procurador Geral do Estado do Rio de Janeiro, a quem caberá decidir o futuro de Flávio, o 01.

Em 01 de setembro, dando desculpa esfarrapada, Deltan Dallagnol se desligou da operação Lava Jato. Dallagnol enfrenta dificuldades no STF e no Conselho Nacional do Ministério Público, onde Gilmar Mendes e Augusto Aras afiam a lâmina da guilhotina. Dallagnol não seria o primeiro a perder o pescoço na mesma guilhotina que ajudou a montar. 

Caiu, assim, o último grande símbolo da Lava Jato, deixando o terreno livre para que Bolsonaro se aproprie da força tarefa, direcionando a artilharia lavajatista aos seus adversários, à esquerda e à direita.

Vamos combinar, né? É muito melhor do que, simplesmente, extinguir a operação, que ainda conta com sólido capital político. Mais vale usar a marca e manter a narrativa do combate à corrupção, fazendo do Ministério Público uma política política "soft", sem armas de fogo. 


O monopólio do processo penal é mais mortal que fuzil. Além do mais, essa coisa de canhão na rua e milico fechando tribunal é tão demodê.

Claro que tudo pode mudar, que Dallagnol e Moro podem se recuperar, que os quadros lavajatistas ainda leais à República de Curitiba podem mudar o jogo, novamente. Mas a fotografia do momento, repito, é essa.

Fato fato mesmo é que nos últimos dias, Jair Bolsonaro está dormindo mais tranquilo, assistindo a recuperação de sua popularidade e se sentindo cada vez mais confortável nos corredores do poder. A cadeira já não queima tanto.

Talvez esteja perguntando a si mesmo: onde eu estava com a cabeça? Golpe pra quê?

Rodrigo Pérez Oliveira

Distrital Daniel Donizet Enterra CPI da Pandemia

 por Juan Ricthelly*

Uma das funções mais básicas do Poder Legislativo é fiscalizar os atos do Poder Executivo, ao menos na teoria, no Distrito Federal a realidade é mais complexa que a teoria.

Temos um sistema político local que possibilita algumas anomalias, que são capazes de confundir funções que são ou deveriam ser exclusivas de Governador e Deputados Distritais, possibilitando por exemplo, que um deputado vire Administrador Regional, sem abrir mão do salário de parlamentar, e saia andando pela cidade com um colete escrito, Deputado-Administrador, abordamos essa situação específica no texto “O Vigésimo Quinto Deputado”[1].



Chamamos esse sistema de Feudalismo Distrital, e lamentavelmente todos os governos que tivemos até hoje, se beneficiaram dele de alguma maneira, tendo  em vista que tão poucos esforços foram feitos para garantir a participação da população no processo de escolha dos Administradores Regionais, e isso não é por acaso.

Quando um governador é eleito, normalmente precisa formar uma base para realizar o seu programa de governo, e isso não é de graça, além dos custos que a população paga para manter um deputado, governador também precisa desembolsar alguma coisa para ter apoio, normalmente alguma secretaria, alguns cargos comissionados avulsos pela estrutura do GDF, ou na melhor das hipóteses, alguma Administração Regional.

E Administrações Regionais são moedas de troca diferenciadas, pois com ela, vem o território que ela envolve, a população que nele vive, a publicidade gratuita que obras realizadas pelo Executivo traz e a possibilidade de ter um escape para a execução de emendas parlamentares priorizadas sem a inconveniência de ter o recurso barrado por algum “coronel” local.

No Feudalismo Distrital, o Governador se converte numa figura equivalente ao suserano dos tempos medievais, e os deputados de sua base, em verdadeiros vassalos, que devem apoio incondicional ao governo, caso contrário podem sofrer retaliações, como a perda de seu feudo.

Com esse sistema, o governador tem uma base de apoio, e o deputado ganha uma base material para preparar a sua próxima eleição, oferecendo cargos comissionados na Administração Regional para seus apoiadores (vassalos do vassalo), se promovendo com qualquer coisa feita pelo Executivo na cidade e tendo as suas emendas priorizadas, já que a administração é sua e a cidade se converte em seu curral eleitoral.

Isso possibilita por exemplo, que uma cidade como o Gama, em menos de dois anos de governo, já tenha tido 4 administradores regionais, sem a participação da comunidade, um número infeliz, que combina com a quantidade de partidos por onde o ex-administrador e atual deputado já passou durante o mesmo período (PRP, PSL, PSDB e PL), será que é algum álbum de figurinha?

Entender como esse sistema funciona, facilita bastante compreender algumas decisões tomadas por alguns deputados, se você verifica um recuo aparentemente inexplicável de algum parlamentar, basta se perguntar: o que ele teria a perder, se não voltasse atrás?

Diante disso, esse é um contexto que nos faz questionar, o que está por traz da decisão do Deputado Daniel Donizet, que se reivindica como deputado do Gama, retirar a sua assinatura da CPI da PANDEMIA, inviabilizando que a mesma ocorra por falta de assinaturas suficientes, 13 eram necessárias, agora temos 12.

Não é segredo para quem acompanha a política da cidade, que o deputado, ex-Administrador Deputado, controla a Administração Regional do Gama. Será que isso tem alguma relação com seu recuo?

O argumento utilizado pelo parlamentar, é que defende uma investigação mais ampla, por meio de uma cortina de fumaça, chamada CPI da SAÚDE, que pretende investigar supostas irregularidades que teriam se iniciado no penúltimo governo, passando pelo anterior e chegando no atual.

Segundo ele, por meio de um áudio que circulou com divulgação de seus cabos eleitorais pelos grupos da cidade, “tem que investigar tudo”, legal deputado, também acho que tem.

Mas convenhamos, que é muito oportuno enterrar uma CPI, que estava trazendo um desgaste político ao governo atual, onde coincidentemente se tem um quinhão importante.

Além de sommelier de partido político, agora virou Coveiro de CPI, continue assim a população agradece.


[1] https://www.gamalivre.com.br/2019/06/o-vigesimo-quinto-deputado_10.html?m=1


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*Juan Ricthelly

Advogado, ambientalista, inquieto líder comunitário no Gama.

2 de jul. de 2020

Capitalistas gananciosos e servidores corruptos, cadeia para todos.

por Olimpio Lourenço no Facebook

Assistir ao telejornal é necessário, mas extremamente difícil tentar desvendar ou compreender o comportamento deste país. Prefeitos e governadores autorizando a abertura ampla geral e irrestrita de atividades.

 Neste quesito chamou a atenção o Governador do DF que justifica a abertura com leniência da população em cumprir as regras de isolamento.

 Não consigo resistir e pergunto aos meus botões será que se formos lenientes na hora de pagar impostos ele irá abolir a cobrança?.

 O prefeito de Itabuna diz que irá autorizar a abertura geral morta quem morrer, absurdo. Será que faria isto se ele e os seus parentes fizessem parte da população pobre? 

População está mais vulnerável e que só tem, quando tem, acesso a saúde pública.. chama a atenção a corrupção disseminada de norte a sul quando se trata de venda de insumos para o atendimento e testagem de covid19. 

A pergunta é onde está a ética deste povo? Capitalistas gananciosos e servidores corruptos, cadeia para todos.

25 de jun. de 2020

Na boa! Frente Ampla com neoliberal, Nem a pau!

Foto acervo pessoa Facebook
Na boa! Frente Ampla com FDP neoliberal, entreguista, privatista, que vende a mãe na bolsa de valores?

Nem a pau!

por Juan Ricthelly no Facebook

A postura dos Gomes, PDT, REDE, PSB e outros partidos dessa "Frente Ampla" na votação de ontem no Senado, no PL de Privatização da Água só reforça o que venho dizendo.

São favoráveis à agenda econômica de Guedes, e mesmo que derrubem Bolsonaro, vão seguir apoiando essa desgraça neoliberal que tomou o nosso país como um câncer!

Uma democracia onde o Estado é mínimo, residual e subsidiário, onde a liberdade das empresas e do Mercado é maior que a dos indivíduos e mais importante que os seus direitos, não é uma democracia pela qual estou disposto a lutar.

Vão fazer Frente Ampla na casa do caralho

20 de jun. de 2020

Ninguém entendeu nada...

Aquele olhar vago, aquele abraço sem vontade... Imagens deprimentes são gravadas, cuidadosamente. 

O pavor dos covardes, eles tentam capitalizar com a nossa pena. Choram sem lágrimas, comemoram sem trunfos. 

Weintraub avisou que estava fugindo do país e a internet entendeu que ele seria promovido. A internet passou o dia discutindo o salário e "novo emprego" de um desqualificado que ganhou muito mais que isso, em propina, esse tempo todo. 

No Senado e na Câmara, já acionaram a polícia pra recolher o passaporte de Weintraub. Essa medida deveria ser tomada para todos os ministros desse governo criminoso.

Weintraub foge. E a fuga é confirmada por Zambelli. Hoje a tarde, numa postagem do deputado Rogério Correia sobre o pedido de apreensão de passaporte de Weintraub, Zambelli entra em defesa do ex-Ministro e avisa que a página do deputado será atacada pela milícia digital, o que acabou acontecendo, à noite. Agora, o deputado Rogério printa e anexa aos processos no STF.

Weintraub foge da CPMI das fake news. Zambelli não quer ficar sozinha, pra ver se terá bolo pra ela. 

Vários ministros de Bolsonaro fugiram da cena do crime. Bebianno, Mandetta, Teich, Santos Cruz, Moro, Regina... Mas como uma deputada foge? Se entregar o mandato, é presa e passa inverno com a Sara.

Todos que fogem da cena do crime, dizem que vão "subir na vida" - Choram sem lágrimas, sangram sem sangue, comemoram sem trunfos. 

Regina Duarte saiu de lá dizendo que iria pra Cinemateca e foi se esconder naquele imóvel em Alphaville que não é dela. Se o astronauta for o último a sair, terá que dizer que irá pra Marte.

Do bolsonarismo, quem sai não sai. Se esconde pro resto da vida. 

Os militares já caíram na malha fina por superfaturamento na farsa da cloroquina. Sustentam Jair porque acreditam que não responderão pela justiça comum. Mas responderão por crimes de guerra. Cortes internacionais têm recebido mais processos contra o "governo" Bolsonaro que Maia.

Maia ri de lado, como quem já foi amaciado pra ser tampão. Em momento de pico mais dramático da pandemia do coronavírus no Brasil, a política é dinâmica e não entrou em quarentena um só dia.

No último vídeo de Weintraub, a cara de Bolsonaro era a de "me tirem daqui!". Parecia até sentir inveja do colega. Um ministro pode fugir. Mas como um presidente foge? Se perder o foro, já era. 

Jair não vive. Vegeta como planta carnívora, urtiga. Seus dentes não se arreganham mais. Seus filhos entraram em quarentena forçada. 

Esta manhã, Jair trouxe seu cercadinho pra longe da imprensa. Está se isolando e sumindo de cena. Não quer ser lembrado com semblante assustado, olho arregalado com medo de sirene. 

A cara que Bolsonaro faz quando lhe abandonam é a de quem vê seu destino traçado num grande acordo de escândalo internacional. 

Pela cara dele, olhar perdido de curta distância, pela postura de entregue ao destino vergonhoso, Jair vê algemas, centenas de viaturas, helicópteros, TVs do mundo todo... com FBI, Interpol e tudo.

Malu Aires

2 de jun. de 2020

Recado para quem faz "crítica nutela"

por Juan Ricthelly no Facebook

Tenho visto críticas às torcidas organizadas, sobre todo o seu histórico de violência e agora essa defesa apaixonada da democracia...

Me permitam dizer algumas coisas.

Você que crítica a postura Antifascista e defesa da Democracia por parte das torcidas organizadas, nesse momento, em que o fascismo está vibrando em nosso país e a Democracia está sob ameaça desde o dia 01/01/2019, o que disse quando:

Mataram Marielle e Anderson?

O Exército FUZILOU o carro de uma família com 80 tiros, matando um pai e um catador de latinhas que tentou ajudar?

A polícia MATOU a menina Ágatha?

A polícia ASSASSINOU João Pedro? Uma criança.

Tomou conhecimento de qualquer uma das centenas de vezes em que o Estado matou alguém pobre, preto e favelado? 

Viu algum vídeo ou presenciou alguma situação onde a Polícia Militar agrediu até morte alguém?

Se você nada disse, em nenhuma dessas situações, ou de qualquer forma tentou relativizar a violência e a barbárie do Estado contra essas pessoas.

Faz um favor, cala a boca!

Você não é contra a violência, sua indignação contra ela é seletiva, dependendo do autor e da vítima.

O fascismo só entende uma linguagem! Não há qualquer diálogo possível.

10 de abr. de 2020

A rede diz: "Os militares assumiram o controle!"

Queria saber: o controle do quê?

O controle do escândalo da INCOMPETÊNCIA que endossaram à presidência do nosso país?

A verdade é dura: não estão controlando esse vexame verde-oliva.

Jair foi escolhido a dedo podre, por uma junta de militares que não valem o prato de arroz e feijão que negaram pros recrutas, nessa gestão da incompetência.

Uma gente mais tóxica às Forças Armadas, que aquele óleo que deixaram vazando no Nordeste.

Mais venenosa à soberania nacional, que a lama da Vale.

Os militares não estão assumindo esse vexame.

O Jair, aquele que já fazia mapa e desenho de bomba pra explodir quartel e instalações do Rio? Aquele que deveria ter sido preso por atentar contra a vida da própria tropa? Jair, o pior exemplo militar, aquele que já era conhecido e protegido por estes generais genocidas, colocou todo Exército, Marinha e Aeronáutica em sinal de alerta.

A democrática psicopatia do Jair dividiu a tropa.

Quando a velharia do exército ouviu do Jair que só iriam morrer alguns velhinhos, a gritaria foi geral.
Os claros planos de Jair, pra extermínio populacional em massa, levou o comandante do Exército, 

o general Edson Pujol, a correr no youtube fazer um vídeo, acalmando os ânimos da família verde-oliva.

Pegaram 1275 militares com mais de 60 anos e colocaram, imediatamente em quarentena.

Aquela gente toda, que cantava Hino Nacional, defendia AI5 e que queria matar todos os "inimigos dos mais ricos", não queria morrer, não.

O general Edson Pujol correu pros seus (mais brasileiros que nós, eles acreditam) e disse que iria proteger os militares da ativa, reserva e suas famílias, com mão firme.

Enquanto isso, Jair representava "o povo". Continuava dando suas piruetas nas ruas, pra contaminar ambulantes e gente humilde da periferia, foi à TV tentar quebrar quarentena de estados e Municípios, voltou a juntar vuco-vuco no cercadinho, enquanto os militares, contornando o escândalo do genocídio programado, não pelo capitão, mas pelos próprios generais que o pariram, começou a higienizar ruas do entorno da família verde-oliva, montou hospitais para receber a família verde-oliva, distribuiu testes pra família verde-oliva, prometeu fabricação exclusiva de remédios pra família verde-oliva... tudo isso, tentando acalmar a vizinhança que já começava a bater panela nas vilas militares.

"Família verde-oliva acima de todos, genocidas do povo, acima de tudo"

Enquanto o incêndio tentava ser controlado nos quartéis, montaram um programa diário para enganar a população (alvo da guerra do coronavírus), com Mandetta dum lado e o general Braga Neto, do outro. Tentavam passar a ideia de "tudo sob controle".

A família verde-oliva assistia a coletiva com um general camuflado de selva, enfeitando a fotografia e sabia que, de tudo o que Mandetta prometia aos pobres brasileiros do SUS, a família verde-oliva já tinha recebido.

A família verde-oliva pensava tranquila: "Vão morrer eles".

Esse placebo durou uns dias, até que, na semana passada, começam a morrer os primeiros militares por coronavírus. Morre um sargento da PM do DF.
"Selva!"

O Comando Militar da Amazônia suspende o curso Centro de Instrução de Guerra na Selva, após militares testarem positivo para o coronavírus.

Militares da Marinha testam positivo pro vírus. Militar da FAB dá entrada em hospital.

Corre o general Braga Neto e manda recado para a família verde-oliva de que ele é quem está governando o Brasil, agora, indireta e inconstitucionalmente.

Corre Mandetta mandar todo mundo entrar em quarentena, para garantir que o povo não contamine a família verde-oliva.

Há militares nas ruas e os batalhões da PM já começam a registrar as primeiras baixas em SP e DF
.
Mais de 600 policiais de SP estão afastados por suspeita. Outras capitais, nem comentam o número de afastamentos.

Começam a morrer jovens e crianças.

Sinal de alerta acende e a família verde-oliva descobre que não está tão protegida, como toda a família brasileira, também não está.

Todos os envolvidos na eleição mais fraudulenta da história, que passou a faixa presidencial do Brasil pra um representante civil do genocídio militar, terá que responder por cada uma das mortes da família verde-oliva. Cada uma das mortes e perdas da família da PM, também. Da Aeronáutica, Marinha...

Braga Neto não controla nada. O vírus é mais inteligente que ele e que todos os 300 mil homens do Villas Bôas juntos.

Jair correu pedir jejum pra salvar a família verde-oliva evangélica. Talvez peça romaria dos Arautos (a legião que odeia o Papa), pra salvar a família verde-oliva católica.

A sabida incompetência de Jair sai de cena, deixando a incompetência de militares que dão bananas (de dinamite) pro povo brasileiro, assumirem que não têm mais controle de nada.

Braga Neto avisa blogs sujos de todo o planeta que ele está no comando do Brasil.

A notícia de um "golpe militar no Brasil", corre o mundo e não assusta quem tem inimigo mais perigoso e assunto mais sério, que a arrogância da junta militar brasileira que, desde 2016, já se rendeu aos norte-americanos.

O ridículo enfeite de Braga Neto é tão cafona quanto Jair Bolsonaro é pra Europa e Ásia. É tão ridícula a vassalagem de Braga Neto e dos seus, a Trump, que o mundo o deixa falando sozinho.

Burocraticamente e diplomaticamente, Jair ainda é vexame oficial, rodeado de militares covardes.

Brasil, um pedaço de chão que se chamava país e que, nas mãos dos generais incompetentes poderá se chamar bomba-relógio planetária, está prestes à explodir no cu dos generais, como aquela false flag do Riocentro.

por Malu Aires

21 de set. de 2019

A TRADIÇÃO INVENTADA

Hoje, no Rio Grande do Sul se comemora um fato histórico, a saber: o movimento insurgente contra o Império chamado revolta farrapa, ocorrido em 1835.  

Durou dez anos. 

Por fim, foram derrotados pelo Império da família Bragança. Frustração total. 

Mas é comemorado como algo heroico e fundante do regionalismo gaúcho. Imagime, os caras são derrotados. Mas comemoramos como algo vitorioso. 

Como se vê, uma farsa transformada em mito. 

Hoje, o mito se tornou ideologia, adotado pela direita regional, com adeptos entre o povo humilde e trabalhador (sedentos de identidades consistentes e remotas, mesmo que a custa de falsidades). 

Muitos oprimidos, humildes e escorchados andam pelas ruas com a fantasia de "gaúchos". 

Mal sabem que em 20 de Setembro de 1835 essa indumentária inventada sequer existia. 

Tudo é falso. Tudo é mito. Tudo é ideologia. A mentira predomina. 

O espetáculo prevalece. 

Cristóvão Feil

17 de ago. de 2019

O mercado financeiro é a Boca de Fumo.

O neoliberalismo é o viciado, onde, na nossa tragédia pessoal, o Temer era o viciado que começou no pó, e depois partiu pra drogas mais pesadas, até que chegou no Crack, e virou o Bolsonaro / Paulo Guedes, uma espécie de megazord da pedra.

O povo é a mãe do cracudo e o Brasil é a casa da mãe do cracudo.

Quando derrubaram a Dilma, a primeira coisa que o mercado exigiu foram os ativos da Petrobrás e a mudança do regime de extração de petróleo. Meus amigos, o mundo faz guerra por petróleo, vocês acham que eles não derrubariam um governo no Brasil em troca disso? A promessa era que jogando o preço do combustível no mercado, automaticamente ele baixaria... Baixou pra caralho, de 2,89 para 5 reais.

Mas a boca queria mais do viciado. Exigiram dele a PEC da Morte, a que congelaria os investimentos públicos em saúde e educação por exemplo por 20 anos. Sem essa PEC o Brasil não cresceria, eles disseram. A mãe do cracudo que ficava vendo jornal nacional e no whatsapp o dia todo não ligou, sua vizinha fofoqueira disse, "Dona Janete, vi o Michelzinho Temer lá na casa do Magrão coçando o nariz direto", a mãe do sementinha do mal, o futuro Zé Droguinha, achou que era fofoca da vizinha petista.

Fizeram a PEC, o Brasil não apenas não cresceu o suficiente como está em quadro de recessão técnica.

Depois a BOCA pediu a reforma da CLT, "sem a reforma da CLT não venceremos o desemprego. Vocês escolhem, mais empregos ou menos direitos". Fizeram a reforma, aumentou o desemprego e empobreceu a população. Hoje tem empresário se dando ao luxo de contratar funcionários de serviços mais basais pagando 4 reais a hora. Tem dondoca de BH e São Paulo oferecendo "vaga" para diaristas em troca de comida e passagem apenas.

Aí a BOCA inventou a Reforma da Previdência, "se não aprovar o Brasil vai quebrar". A Dona Janete acreditou...afinal, sua vizinha que falava o contrário era petista safada.

O dólar disparou, o Brasil tá praticamente sem mais estatais para entregar, e eis que nosso michelzinho virou o GUERREIRO DAS VIELAS, o Megazord do Crack, Paulo Guedes/Jair Bolsonaro, que ontem anunciaram:

VÃO COMEÇAR A VENDER AS RESERVAS CAMBIAIS.

Mas o que é reserva cambial? Para entendermos isso primeiro temos que entender o que é a nossa moeda, o real.

O Real não é uma moeda séria, é puro papel pintado, nossa moeda é basicamente especulativa, um amontoado de promissórias de dívida do tesouro negociados no mercado, que faz com que a gente remunere banqueiro, molecote e reis do camarote da Bovespa para que eles metam dólar aqui dentro. 

Ou seja, pegam dinheiro emprestado em bancos japoneses e etc, com juros praticamente negativos e colocam aqui que tem juros altos, ficam sendo remunerados por isso. E o dinheiro que deveria ir para obras, hospitais, escolas, investimento em tecnologia e ciência, na verdade NÃO estão sendo desviados por corrupção, e sim porque esse dinheiro está sendo gasto para pagar os juros que o Brasil prometeu para esses investidores e banqueiros. Tipo agiota, "ei, me espresta 1000 dólares aí que eu te pago 12% de juros". Aí nesse jogo, nesse processo, o câmbio, o preço do dólar vai baixando aqui dentro, mas nós estamos pagando caro por isso. AGIOTAGEM MORALMENTE ACEITA.

Reserva cambial é uma poupança em dólar, uma espécie de colchão de dólar. É o porquinho da Dona Janete, aquele que ela só quebra quando dá merda. 

O PT/Lula pegou o Brasil com apenas 17 bilhões de dólares em reservas e entregou o país com 315 bilhões. O que, com o dólar custando 3,80, passa de trilhão de reais de "poupança".

Só que essa é a RASPA DO TACHO, é o último local a se recorrer. Quando Guedes e o Banheiro Químico Amestrado dizem que vão COMEÇAR a vender reserva cambial, isso significa que já é o CRACUDO vendendo a televisão, o microondas, o sofá de casa para sustentar o vício.

Em 2003 o Brasil estava em situação de calamidade humanitária, eram 100 milhões de pessoas vivendo com um salário mínimo ou menos, 50 milhões de pessoas em situação de praticamente mendicância, miséria absoluta e uma criança morria a cada 6 minutos de fome no país. 

Lembram que nessa época, até ali em 2003, no semi-árido nordestino vendiam CAIXÕES INFANTIS nas padarias e mercearias? Pois bem, morriam mais crianças devido a doenças ocasionadas pela "mortalidade infantil" oriunda de desnutrição no Brasil, do que crianças em países em guerra.

Lembram que para disputar 200 vagas de emprego de gari no Rio de Janeiro em 2003, cerca de 300 mil pessoas se inscreveram? Entre eles, engenheiros, analistas de sistemas, arquitetos, psicólogos e etc? 

Uso 2003 como referência, porque foi o justamente o ano onde o Lula começou a governar a casa da Dona Janete.

Pois é, a gestão da economia hoje É PIOR que a dessa época. Mas a situação, mesmo com a forte crise e a recessão só não deixaram o país nessa situação ainda porque AINDA EXISTE UMA GORDURA PARA QUEIMAR.

E as reservas cambiais são, de certa forma, essa gordura... A crise que vem é pesada, vai ser demorada, eu chuto que demoraremos décadas para superá-la.

E tudo isso porque de certa forma também, a Dona Janete assiste muita TV e fica o dia todo com o olho vidrado no zapzap, só sai de casa para ir na Igreja do seu pastor pilantra e estelionatário, que lava o dinheiro do dízimo com os novos traficantes que chegaram no Bairro, OS BANDIDOS DE JESUS, que por sinal ajudam a administrar a mesma Boca de Fumo onde Jairzinho e Paulinho compram seu crack. 

Mas não acredita na sua vizinha, afinal ela é petista...

Vinicius Carvalho

9 de jun. de 2019

Bem-vindos ao Hellfare State, o Estado de Mal Estar Socia

por Juan Ricthelly

As Sociais Democracias europeias estabeleceram o conceito e a prática do Welfare State, o Estado de Bem Estar Social, que seria basicamente um Estado comprometido com a cartilha econômica capitalista, mas de olho nos aspectos sociais e humanos da sociedade, garantindo educação e saúde, públicas e de qualidade, e leis trabalhistas que buscavam equilibrar as relações de trabalho em benefício dos trabalhadores, dando a ideia de um capitalismo humanizado, como contraponto ao proposto pela esquerda socialista.

No Brasil, a Constituição de 1988, pacto social firmado entre as forças políticas emergentes e sobreviventes de uma Ditadura Cívico-Militar que durou 21 anos, tentou-se desenhar por meio de uma constituição de aspecto programático, com metas e objetivos a serem atingidos ao longo dos anos, um Estado de Bem Estar Social como política de Estado, a ser perseguida em alguma medida por todos os governos que se sucedessem ao longo da gestão do país. 

E foi assim, que se convencionou consagrar no Art. 5 da Constituição e ao longo do texto, uma sequência importantíssima e em alguns aspectos inéditas, de Direitos e Garantias para o conjunto de cidadãos elevados à categoria de sujeitos de direitos na Nova República. 

Havendo o compromisso expresso do Estado de erradicar a pobreza, o analfabetismo, as desigualdades regionais e a construção de uma sociedade justa, fraterna e solidária, sendo saúde, educação, cultura, meio ambiente, a função social da propriedade, o trabalho como valor edificante da dignidade da pessoa humana e o bem estar da população, balizadores do papel que o Estado deveria ter nesse novo velho Brasil.

Ao longo de todos os governos que sucederam esse raro momento de acerto histórico de nossa nação, muitos desses objetivos nobres foram sendo abandonados e vendidos, quase sempre em nome da ortodoxia neoliberal, que possui a maestria maligna de converter as necessidades humanas mais básicas em mercadoria.

Então, da promulgação da Constituição até aqui, assistimos o entreguismo escancarado de nossas riquezas ao capital financeiro, a precarização das relações de trabalho em benefício dos patrões e o congelamento dos gastos públicos sociais para pagamento de juros e amortização da dívida pública.

E esse novo governo que assumiu nosso país esse ano, é a coroação de todo esse processo de desmantelamento da tentativa de construção de um Estado de Bem Estar Social no Brasil. Que mesmo com todas as limitações e contradições que obviamente possui, pode ser definido como a primeira tentativa real de se constituir um Estado comprometido com as questões sociais.

Estava lendo um livro hoje, e cheguei à seguinte conclusão, só existe uma única pessoa que sabe exatamente o que está fazendo no governo Bolsonaro, e essa pessoa se chama Paulo Guedes, e o objetivo dele é nítido, é a destruição sistemática do que se conseguiu construir, com a implementação do Hellfare State, um Estado de Mal Estar Social, onde resumidamente se reduz criminosamente o papel e compromisso do Estado com os seus cidadãos, por meio de um discurso meritocrático e liberdade individual, num cenário onde a liberdade é condicionada por sua capacidade de consumo, calcada num mercado de trabalho com relações precarizadas em benefício dos lucros dos empregadores, então educação, saúde e previdência se convertem se convertem em serviços, onde tem, quem conseguir pagar, não sendo mais entendidas como direito de todo cidadão e dever do Estado.

E nada disso é algo novo, já foi implementado com a participação dele (Paulo Guedes) inclusive, em outro lugar não tão longe daqui, no Chile, ao custo da implantação da ditadura mais sanguinária da América do Sul, com um saldo de milhares de mortos, desaparecidos, torturados e perseguidos politicamente.

Se você ainda não tem, e quer ter uma noção do que esse homem planeja para o nosso país, estudem sobre o que foi feito no Chile, flexibilização de leis trabalhistas e enfraquecimento de sindicatos, que fragilizaram a posição do trabalhador frente ao patrão, uma reforma da previdência com regime de capitalização sem a participação dos patrões, que paga hoje aposentadorias menores que o salário mínimo local, e gerando lucros exorbitantes para meia dúzia de empresas que gerem esses fundos, um sistema educacional estruturado na subvenção do Estado a grupos ligados ao ensino privado, por meio de vouchers, onde o ensino público tem pouco espaço, concentrando alunos e recursos em instituições privadas.

O Estado assumiu um papel subsidiário perante às necessidades de seus cidadãos, de modo que ele somente assume aquilo que não for do interesse da iniciativa privada. E embora o Chile seja utilizado constantemente como exemplo bem sucedido das práticas neoliberais, pouco se questiona a que custo isso foi feito e quais são os efeitos práticos disso na vida e no dia a dia das pessoas. 

Se muito se fala em ‘socialismo real’ para se referir ao fracasso de experiências socialistas do passado, o Chile poderia muito bem ser definido como um exemplo do ‘neoliberalismo real’, refletindo uma realidade onde a liberdade das empresas e do Mercado é absoluta, e a dos indivíduos condicionada por sua capacidade de se submeter, consumir e adquirir bens e serviços, que em outras partes do mundo são direitos básicos de todo cidadão.

Um exemplo disso em nosso país é o corte sistemático de recursos destinados ao SUS, e o perdão de dívidas monstruosas de empresas de saúde do setor privado nos últimos 12 anos (400 bilhões de reais), tendência que segue sendo mantida no atual governo, recursos esses que poderiam estar sendo investidos na promoção e no aperfeiçoamento da Saúde Pública.

E após decisão recente do STF sobre as empresas estatais, um tsunami privatizador se aproxima de nosso país, ameaçando transformar necessidades humanas básicas em mercadoria e condicionar o exercício do que antes eram direitos em fruição de serviços.

E aqui se faz importante, questionar quem conseguiu ler até esse ponto: Qual deve ser o papel do Estado perante seus cidadãos?

Não se esqueçam jamais, que quando tudo for privado, seremos privados de tudo!


3 de mai. de 2019

Recado ao Asno - por Cláudia Martins

por Cláudia Martins

"A balbúrdia está feita, anote aí a receita:
Exclua a Filosofia,
a Sociologia,
as Ciências Humanas e Sociais
Diga que a História mente;
Exalte quem torturou e assassinou,
Ponha culpa na 'estrela',
Nos sindicatos, 
Nos vagabundos da 'leirruanê'
Tranque as universidades,
Massacre os negros, os pobres, os gays...
Derrame sangue nas periferias.
Acrescente misoginia, machismo,
Declare guerra aos direitos humanos...
Arme a população!
Incentive o turismo sexual.
Homogênea e demasiadamente
Misture religião e política.
Ameace! Use a internet para desdizer e dizer mentiras.
Seja despreparado! Excludente! Violento...
Mas corra de entrevistas e debates e jornalistas.
Bote à margem feministas, ativistas.
Retire direitos já adquiridos.
Mate um professor em sala de aula e
Não aposente ninguém.

Deguste as botas de quem te quer como lacaio,
Se prostitua na cena internacional
E se auto-intitule um 'mi(n)to':
O novo velho cidadão de bem.
Aliás, passe vergonha!
Venda a pasta e as lutas ambientais
Aos ruralistas financiadores de campanha,
Invada terras indígenas e desaproprie qilombos.
Aliene...
Governe, ou melhor, desgoverne sem apoio popular.
(...)

Quer mais?
São pouco mais de cento e poucos dias
E o que foi feito?
Desmedidas! Mentiras!
Como diria Chico:
'eles pensam que a maré vai mas nunca volta...'

- Deixe-nos  quietos, remoendo nossas lutas
Marinando, no sangue, os embates da nossa classe.
Deixem pensar que estamos enfraquecidos, encurralados,
Porque qua do a bomba estourar
E a nossa força estiver recomposta
Com ou sem alarde,
Estaremos levantando a REVOLUÇÃO.
E aí, meu amigo, se prepare
Porque eu quero é ver se você, machão, aguenta o rojão?!"

14 de mai. de 2018

INFERNO, A TOMADA FINAL

Ano de 2.666 no inferno, o ano que satanás tanto temia. Ele acorda no meio da noite sobressaltado com frioe  calor ao mesmo tempo, suava em bicas e mostrava sinais de taquicardia enquanto seu ajudante de ordens e guarda costas falava pesaroso e assustado:

- Mestre , a casa caiu. os "hômi" da outra facção invadiram e tão tomando tudo, estão procurando caldeira por caldeira atrás do senhor, o chefe deles disse que até o anoitecer vai tomar o seu trono e reinar absoluto, acho melhor o senhor fugir porque não tem como resistir.

E o Satanás atormentado junta seus últimos capetas enquanto empreende fuga matura de como deixou chegar naquele ponto e pensa nos "moles" que deu nos últimos anos, nunca atentou para o fato que os seus inimigos reais se fantasiavam de homens de Deus, afinal aquele papo namastê do céu nunca botou medo nele.

Assim ele mal percebeu o aumento de igrejas neo pentecostais e nunca deu atenção mais demorada para aqueles caras engravatados pedindo grana e tomando tudo de seus fiéis, nesse momento se amaldiçoa de não ter percebido o óbvio, eles se preparavam para tomar as profundezas.

E o óbvio sempre esteve ali na sua frente e ele nem aí, jamais lhe passou pela cabeça chifruda que essa turma quando morresse nunca iria para o céu e nem se deu conta que o lugar deles era no inferno e que quando chegassem o resultado seria a tomada do lugar.

Enquanto se embrenhava por montanhas de enxofre se lembra da semana passada aonde um avião cheio de bispos e líderes das maiores igrejas evangélicas do Brasil caíra com todos dentro não deixando um só sobrevivente no andar de cima, que nessa época pouco diferia aliás da parte de baixo.

Ele até tinha como defender o seu trono no inferno de um, dois, até três líderes desses aí, mas encarar todos de uma vez era impossível. Naquele dia estava selado o seu destino e agora era só o tempo de correr a papelada e São Pedro mandar todos pegar o elevador pro subsolo e a caçada ter fim.

Tentou até uma medida cautelar para evitar a entrada deles no STF mas infelizmente quando seu advogado chegou lá já estavam todos comprados e mancomunados com a nova ordem, todos os ministros já estavam no bolso da bispalhada e as portas do inferno foram abertas por um oficial de justiça naquele dia.

Enquanto corria esbaforido ele via seus capetinhas sendo abatidos um a um pelos flancos atacados por evanjegues que há muito já habitavam o inferno incógnitos , liderados por Pastor Valdemiro e RR Soares que implacavelmente gritavam : Agora é nóis na fita !!

Pelo meio o ataque era concentrado por Edir Macedo , Esteban Hernandez e bispa Sônia e dando tudo que pode no centro do ataque o pastor Feliciano subia o morro de quatro com meia dúzia de espadaúdos evanjegues marombados atrás dele.

Finalmente todos os capetas da guarda pessoal do Satanás são eliminados e mortalmente ferido ele finalmente cai de joelhos enquanto o Silas Malafaia líder da expedição da tomada do inferno chega com uma escopeta na mão e só escuta essas últimas palavras do ex todo poderoso das profundezas:

- Na cara não chefe, na cara não que é pra não estragar o enterro.....

_________________

Escrevi essa paródia há dois anos, passado esse tempo começo a achar cada vez menos paródia e cada vez mais premonição....
 Rubem Gonzalez

29 de mar. de 2018

"Não há bem sem respeito às diversidades"

Professor Cleber Soares
Foto arquivo pessoal
*por Cleber Soares

Estou cansado de hipócritas fascistas que se autodenominam "pessoas de bem". Alimentam sua hipocrisia se definindo como religiosos/as mas negando fundamentos da fé que dizem professar.
Alimentam sua hipocrisia se autodefinido patriotas, mas, apoiando a entrega do patrimônio nacional ao capitalismo internacional. 
Alimentam sua hipocrisia dizendo defender a justiça, mas apoiando condenação sem prova. Alimentam sua hipocrisia se dizendo defensores da democracia, mas aplaudindo a intolerância e violência contra quem pensa de maneira diferente. Nunca gostei desta definição de "pessoas de bem", sempre me pareceu carregada de hipocrisia. Os acusadores e julgadores de Cristo, Mandela, Tiradentes, Sócrates e tantos outros outros eram, em sua maioria, considerados "pessoas de bem". Hoje, muitos que se dizem "pessoas de bem" apoiam ou tentam justificar os atentados sofridos pela caravana de Lula, o assassinato da Marielle, a chacina dos cinco meninos de Maricá e a violência que todos os dias vitimiza trabalhadores/as rurais. Não há bem sem respeito às diversidades, sem defesa intransigente de justiça social, sem luta incessante em defesa da dignidade humana. Bem sem estas lutas e defesas é palavra vazia é sinonimo de hipocrisia.

A LUTA CONTINUA!

*Cleber Soares é professor, diretor do Sinpro/DF, filósofo e presidente do Partido dos Trabalhadores na cidade do Gama/DF

1 de jan. de 2018

Café com Marx - Por Marcelo Pires

Café com Marx
Por Marcelo Pires
Eduardo Galeano

Oxalá

"Oxalá sejamos dignos da desesperada esperança. Oxalá possamos ter a coragem de ficar sós e a valentia de arriscarmos a ficar juntos, porque de nada serve um dente fora da boca, nem um dedo fora da mão. Oxalá possamos ser desobedientes cada vez que recebamos ordens que humilham nossa consciência ou violam nosso bom senso. Oxalá possamos ser tão teimosos para seguir acreditando, contra toda evidência, que a condição humana vale a pena, porque fomos mal feitos, mas não estamos terminados. Oxalá possamos ser capazes de seguir caminhando pelos caminhos do vento, em que pesem as quedas, as traições e as derrotas, porque a história continua além de nós e quando ela diz adeus, está dizendo: até logo. Oxalá possamos manter viva a certeza de que é possível ser compatriota e contemporâneo de todo aquele que viva animado pela vontade de justiça e a vontade da beleza, nasça onde nasça e viva quando viva, porque não têm fronteiras os mapas da alma, nem do tempo.

(Eduardo Galeano, Jornal Página 12/Argentina)

29 de dez. de 2017

Café com Marx - Por Marcelo Pires

Café com Marx
Por Marcelo Pires

Especiais de 1 ano
Karl Marx

“[...] Vimos que o processo capitalista de produção é forma historicamente determinada do processo social de produção. Este abrange a produção das condições materiais da vida humana e ao mesmo tempo é o processo que se desenvolve dentro de relações de produção específicas, histórico-econômicas, produzindo e reproduzindo essas relações de produção e, por conseguinte, os agentes desse processo, no contexto deles: as condições materiais de existência e as relações recíprocas, isto é, a forma econômica particular de sociedade que lhes corresponde.”

(Karl Marx, O capital: Crítica da Economia Política, Livro terceiro)

18 de nov. de 2017

ILEGAL OU IMORAL

É prática recorrente, especialmente no começo de uma legislatura, que os parlamentares (principalmente os novos) recebam uma enxurrada de mimos, com cartões despretensiosos, de boas vindas ao parlamento.

Via de regra, os mimos são de valor monetário considerável e os agraciadores são sempre empresários "respeitáveis", cuja atividade empresarial passa pela regulação decorrente do parlamento.

Há alguma ilegalidade em alguém presentear outrem? Há alguma ilegalidade em alguém receber um presente, uma cortesia, um agrado?

Nenhuma ilegalidade.

Entretanto, basta uma mínima capacidade de raciocínio para saber que, numa relação entre pessoas que não têm nenhum vínculo emocional, ninguém presenteia sem nenhum interesse.

Essa prática, no início da legislatura, nada mais é do que um teste sutil para saber se o parlamentar está disponível a receber regalos e portanto, disponível a negociar sua atividade no parlamento.

Haverá sempre aquele que dirá: "eu aceito presente, mas não significa que vendo meus votos". Será?

Dar e receber presente nas relações de poder pode não ter, absolutamente, nenhuma ilegalidade. Mas, com toda certeza, não há nenhuma moralidade.

Sônia Corrêa (14/11/2017)