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27 de nov. de 2020

Maradona para sempre!

 


MUCHAS GRACIAS, DOM DIEGO

Meus sentimentos à família e ao povo argentino, neste momento tão duro para todos nós que sempre admiramos este gênio do futebol./

É com imensa tristeza e dor no coração que recebo a notícia da morte de Diego Maradona, um gênio do futebol, ídolo da Argentina e amigo querido do Brasil e de todos nós que lutamos por um mundo mais solidário e menos desigual.

Maradona foi um incansável defensor dos pobres, da luta contra a desigualdade na Argentina, no Brasil e em toda a América Latina e no Caribe. Estivemos juntos em 2016, no velório do Comandante Fidel Castro e ele foi de uma gentileza e de um acolhimento amoroso inesquecível.

Um ano antes, na aprovação do pedido de impeachment pelo Congresso Nacional, em dezembro de 2015, fez um gesto que não esqueço. Disse que seu coração estava comigo.

Eu, agora, triste e abalada pela sua partida, retribuo o carinho e o afeto para dizer que nossos corações estão juntos, Maradona. Meu coração está contigo e meus pensamentos estão com você.

Meus sentimentos à família e ao povo argentino, neste momento tão duro para todos nós que sempre admiramos a graça deste gênio do futebol, que sempre demonstrou grande generosidade na vida, no esporte e na política.

Maradona, muchas gracias pelas alegrias a nuestros corazónes.

Dilma Rousseff

20 de jun. de 2020

Um comunista comanda a seleção brasileira no país dos generais

Momentos de Saldanha: durante um ano, entre 1969 a 1970, técnico escalou suas 'feras'
João Saldanha foi o treinador responsável pela classificação do Brasil para a Copa de 1970, cuja final completa 50 anos neste domingo. Para seu filho, há uma tentativa de “apagar da história” seu trabalho

Por Vitor Nuzzi, da RBA

São Paulo – Bicampeão mundial de futebol, o Brasil se preparava para disputar a Copa de 1966, na Inglaterra. Pouco antes de o campeonato começar, a seleção venceu a Suécia (3 a 2) em um amistoso. Em sua coluna no jornal Última Hora, o comentarista e então ex-treinador João Saldanha avisou: não se iludam. Disse que o time iria enfrentar outro tipo de adversário. E emendou afirmando que a partida “foi chinfrim e mostrou um escrete embaralhado, lento, confuso e indefinido”.

Não deu outra. O Brasil até estreou com vitória, 2 a 0 sobre a Bulgária. Mas perdeu os dois jogos seguintes, para Hungria e Portugal, ambos por 3 a 1, e foi eliminado ainda na primeira fase. O vexame pode ser resumido no título da crônica de Saldanha, logo depois: “Um troço”. Troço, no caso, era o time.

Veio a crise. Era preciso mexer em tudo, na comissão técnica, no time. Começava a crescer o receio de que a seleção não se classificaria para a Copa de 1970, no México. Até que, em fevereiro de 1969, surgiu a notícia inesperada: a CBD, antecessora da atual CBF, convidara João Saldanha para técnico. E ele aceitou.

Escondendo o jogo
Saldanha já era treinador conhecido, por seu trabalho no Botafogo. Tornou-se ainda mais popular por sua linguagem informal como comentarista de rádio. Também era lembrado pelo temperamento forte – era conhecido como “João sem medo”. Mas outro dado tornava a indicação mais curiosa: era comunista assumido, ferrenho adversário do golpe instalado em 1964. E o Brasil de 1969 vivia o período mais violento da ditadura – e com um presidente-general fã de futebol.

A CBD era presidida por João Havelange, um cartola que pretendia comandar o futebol mundial. E conseguiu: poucos anos depois, e durante muito tempo, à frente da Fifa. Em entrevistas, ele afirma que o convite para Saldanha foi feito pelo diretor de futebol, Antonio do Passo. E que não houve consulta ao governo.

Na biografia que escreveu sobre Saldanha, publicada em 2007, o jornalista carioca André Iki Siqueira conta como foi o dia da apresentação do novo técnico da seleção. O então cronista do Última Hora não contou nem para os colegas. Foi para a CBD, no centro do Rio, e no carro o fotógrafo perguntou: “Quem você acha que é (o novo técnico)?”. Saldanha respondeu: “Sei lá”.

Surgem as “feras”
Na primeira entrevista coletiva, diante de jornalistas ainda atônitos, o novo técnico causou ainda mais surpresa ao anunciar que já tinha seu time titular. Tirou um papel do bolso e escalou: Félix; Carlos Alberto, Brito, Djalma Dias e Rildo; Piazza, Gérson e Dirceu Lopes; Jairzinho, Tostão e Pelé. Desses 11, oito seriam titulares na Copa, cuja final completa 50 anos neste domingo (21).

“Meu time são 11 feras dispostas a tudo”, avisou Saldanha. “Irão comigo até o fim. Para a glória ou para o buraco.” Passo e Havelange não gostaram do anúncio prévio. Dali para a frente, seriam muitos incêndios a apagar. Mas o time evoluiu, com mudanças pontuais, como a entrada de Edu na ponta esquerda.

As eliminatórias sul-americanas para a Copa foram disputadas em agosto. E o Brasil atropelou, tirando qualquer dúvida que houvesse sobre Saldanha. Seis jogos e seis vitórias, contra Colômbia (2 x 0 fora e 6 x 2 em casa), Venezuela (5 x 0 e 6 x 0) e Paraguai (3 x 0 e 1 x 0).

Vestiário trancado
Consta que no jogo contra a Venezuela em Caracas, Saldanha se irritou com o fraco jogo do primeiro tempo. Avisou que não daria instrução nenhuma, que os atletas tinham simplesmente de voltar e jogar. E não abriu o vestiário, deixando os jogadores na seca. Na segunda parte, a seleção fez cinco gols em menos de 20 minutos, três de Tostão e dois de Pelé.

Na véspera do jogo contra o Paraguai em Assunção, Saldanha foi para a rua enfrentar torcedores rivais que faziam barulho diante do hotel para não deixar os jogadores dormirem. Na partida de volta, no Maracanã, quase 200 mil pessoas empurraram o time.

Um jogo em especial consolidou a presença do novo técnico. Em 12 de junho de 1969, o Brasil recebia no Maracanã a Inglaterra, campeã mundial. Bell abriu o placar para os visitantes. Tostão e Jairzinho fizeram os gols da virada.

Histórias e versões
Os resultados animaram novamente a torcida. Mas em março de 1970, a três meses da Copa, Saldanha era demitido. Sua carreira como treinador da seleção durou pouco menos de um ano. Estreou e se despediu com vitórias por 2 a 1, em amistosos contra o Peru (7 de abril de 1969) e Argentina (8 de março de 1970).

Aqui, termina a história e começam as lendas e versões. Saldanha foi dispensado por ser militante do PCB e adversário do governo? Ele várias vezes garantiu que sim, porque a ditadura não iria tolerar um comunista ganhando prestígio popular em plena ditadura. Havelange, por sua vez, sempre negou.

Em 1969, sob o AI-5, o país pegava fogo. Em setembro, o MR-8 e a ALN organizaram o sequestro do embaixador norte-americano, Charles Elbrick, solto em troca da libertação de presos políticos. Dois meses depois, a ditadura matava Carlos Marighella, de quem Saldanha era amigo. No exterior, Saldanha aproveitava a condição de técnico da seleção e denunciava a repressão no Brasil, o país do “ame-o ou deixe-o”, slogan da época.

O time e o ministério
Uma das várias histórias que se contam é que Emílio Garrastazu Médici queria a convocação do atacante Dario. Boato ou fato, a história cresceu e chegou até Saldanha, que deu a conhecida resposta: o presidente organiza o ministério, eu cuido do time. O treinador não hesitava em chamar o presidente de assassino.

Saldanha foi substituído por Zagallo, que não mexeu tanto assim no time. Recuou Piazza para a defesa, por exemplo, e fixou Rivellino como titular, com a função de recuar para o meio, no lugar do ofensivo Edu. Organizou seu time, que fez um Copa impecável e ganhou o tri, vencendo a Itália na final (4 x 1). Mas havia uma base – e essa história não pode ser esquecida, lembra João Viotti Saldanha, filho do treinador e comentarista.

Perseguição
“Eu diria que a importância do João Saldanha está para a seleção brasileira de 1970 (lembrando que o povo não acreditava mais no futebol brasileiro em mundiais), assim como Isabel de Castela está para o descobrimento do Brasil”, diz. “Recebeu diversos convites para ser o técnico e no último disse que topava, mesmo sendo ciente de toda a perseguição que sofreria dentro do cargo, por conta de seu posicionamento político diante dos anos de ditadura militar”, acrescenta.

João lembra que seu pai costumava dizer, em casa, “que não cumprimentaria assassino de seus amigos e tampouco desceria a rampa do Planalto” ao lado do presidente-general. “Já Isabel financiou Cabral para aqui chegar e levar o que encontrassem de Caesalpinia Echilata Lam (pau-brasil) para comércio, além de poder vestir-se em tons rubros”, acrescenta.

“Estavam de olho no João desde a desclassificação na fase eliminatória de 1966. Anos de chumbo e os militares precisavam de um nome de peso para trazer de volta a auto-estima da seleção. Meu pai imediatamente revelou o seu time e conquistou a confiança de uma maioria desacreditada, apenas os invejosos e apoiadores de todo aquele massacre que se deu na época não apoiavam as feras do Saldanha. O resto sabemos bem, fizeram o capricho do ditador, assim como estão fazendo agora. Trataram de apagar da história um trabalho que rendeu o terceiro título mundial ao Brasil. Transformar a história é um péssimo hábito desse país, estamos acostumados a deixar pra lá!”

O gaúcho João Saldanha morreu em 12 de julho de 1990, aos 73 anos, em Roma. Estava ali para cobrir a Copa pela extinta TV Manchete. A final havia sido disputada quatro dias antes, com vitória da Alemanha sobre a Argentina por 1 a 0. A seleção brasileira foi eliminada justamente pelos rivais argentinos.

22 de mai. de 2020

Como o Flamengo se tornou instrumento da extrema direita

Witzel com Rodolfo Landim (à esq.), Bolsonaro e Rodrigo Amorim (à dir.): clube se aproxima de políticos ultraconservadores.
Afagados por dirigentes, Bolsonaro, Witzel e correligionários surfam na euforia em torno da boa fase do clube mais popular do país. Diretoria se diz apolítica, mas negou homenagem a vítima da ditadura

Embora seja comum chefes de Estado trocarem gentilezas em eventos diplomáticos, a cena chamou atenção de quem acompanhava, no fim de outubro, o encontro entre os presidentes de Brasil e China. No Grande Palácio do Povo, em Pequim, Jair Bolsonaro entregou um agasalho do Flamengo a Xi Jinping, explicando se tratar do “melhor time do Brasil no momento”. Torcedor do Palmeiras, principal oponente do rubro-negro carioca pelo título do Campeonato Brasileiro, Bolsonaro ainda disse ao anfitrião que “1,3 bilhão de chineses também serão Flamengo” na final da Copa Libertadores, contra o River Plate. Do outro lado do planeta, a breve cerimônia resumiu como o clube de maior torcida do país se tornou um instrumento político para a diplomacia do presidente.

Figura cativa em estádios, Bolsonaro tem utilizado o futebol como trampolim de popularidade desde que se elegeu – uma carta já empregada por muitos que o antecederam no cargo, do clássico ufanismo insuflado pela ditadura militar na campanha da Copa de 1970 ao lobby presidencial em prol da construção da Arena Corinthians durante o Governo Lula, às vésperas do último Mundial sediado pelo Brasil. Elevando a instrumentalização à máxima potência, incluindo o expediente de se convidar para grandes jogos como o clássico entre Santos e São Paulo, na Vila Belmiro, o presidente ultradireitista enxergou no Flamengo, que não vivia uma fase tão empolgante desde os tempos de Zico, nos anos 80, a plataforma de maior alcance para conquistar torcedores.

Em abril, na mesma semana em que o time sagrou-se campeão carioca, o mandatário recepcionou no Planalto a menina Yasmin Alves, que, supostamente, teria se recusado a cumprimentá-lo em visita a sua escola, e a presenteou com uma camisa do Flamengo. Em junho, Bolsonaro apareceu nas tribunas do Mané Garrincha ao lado do ministro da Justiça, Sergio Moro, para acompanhar o jogo dos rubro-negros contra o CSA. Ambos posaram para fotos vestindo camisas do time. A exibição no estádio aconteceu três dias depois do The Intercept revelar mensagens vazadas de Moro, que colocaram em xeque a imparcialidade do ex-juiz da Lava Jato. Na semana passada, o presidente voltou a agradar flamenguistas durante uma solenidade em Campina Grande, na Paraíba, ao cravar que Gabigol marcará o gol do título da Libertadores.

Concorrentes pelo protagonismo na direita recorrem a estratégia similar. No Rio de Janeiro, o governador Wilson Witzel (PSC), que venceu a eleição colado na imagem de Bolsonaro, mas agora  se apresenta como desafeto do presidente, é outro chefe de governo a surfar na onda do Flamengo. Um dos primeiros compromissos oficiais como governador eleito foi receber o então candidato a presidente rubro-negro, Rodolfo Landim, para discutir a concessão do Maracanã. Em janeiro, Witzel esteve no estádio para assistir a um jogo do time pelo Campeonato Carioca. Apesar de torcer para o Corinthians, ele entrou no gramado com uma camisa do Flamengo, pediu autógrafos aos atletas e tirou selfies com torcedores. A partir dali, se dedicou a estreitar laços com o clube.

No início de abril, o governo estadual concedeu a Flamengo e Fluminense a gestão provisória do Maracanã, sob protestos do Vasco, que alegou falta de transparência no processo de escolha – nesta segunda, o governador anunciou parceria com o clube cruzmaltino para obras de melhorias no entorno de São Januário. Witzel tem comparecido ocasionalmente aos camarotes do Maracanã em partidas do time rubro-negro, já se reuniu com integrantes de torcidas organizadas do clube e chegou até a se dispor a convencer o português Jorge Jesus a permanecer no Brasil após rumores de que o treinador estaria preocupado com a violência no Rio. “Ele terá paz para fazer o melhor pelo Flamengo”, garantiu o governador. O elo entre Witzel e o presidente Landim reside dentro do clube, chancelado por um cargo ofic
Bolsonaro entrega agasalho do Flamengo ao presidente chinês.AFP


Aleksander Santos exerce o papel de relações públicas do Flamengo na política. Membro da executiva estadual do Solidariedade, ele já foi filiado ao MDB e PSC e chefiou secretarias em cidades como Itaboraí e Maricá. Inicialmente como colaborador informal, cuidou da intermediação de contatos de Landim com autoridades antes mesmo de ele assumir a presidência do clube. Amigo do vice-governador Cláudio Castro, a quem conheceu ao longo de sua militância no PSC, Santos estabeleceu ligação direta com o Palácio Guanabara. Castro esteve na posse de Landim, na Gávea, onde recebeu uma camisa personalizada e, assim como em outras duas solenidades, representou o governador.

Mas foi o empenho do conselheiro em obter as licenças com órgãos municipais e estaduais para desinterditar o Ninho do Urubu, após o incêndio que matou 10 garotos da base no centro de treinamento em fevereiro, que convenceu a diretoria a nomeá-lo, em maio, à função de diretor de relações governamentais. Antes da oficialização no cargo, Santos já havia atrelado a imagem do clube a outras referências da direita aliada ao bolsonarismo, como o ex-senador Magno Malta (PL-ES) e o deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL-RJ), que receberam uniformes do time. O agrado a Amorim, entretanto, provocou divergências internas no clube.

Em seu gabinete na Alerj, ele ostenta uma camisa do Flamengo emoldurada entre a foto de Jair Bolsonaro com a faixa presidencial e um pedaço da placa com o nome de Marielle Franco quebrada pelo então candidato em um comício ao lado de Witzel. No início do ano, o deputado desfilou no gramado do Maracanã comemorando a conquista da Taça Rio entre jogadores rubro-negros. Em abril, agradeceu ao clube que o presenteou com uma camisa 17, número de seu partido. Porém, na mesma semana, a diretoria do Flamengo havia emitido uma nota ressaltando que a instituição “não se posiciona sobre assuntos políticos”. O comunicado rechaçava envolvimento do clube em uma homenagem de torcedores ao ex-remador rubro-negro Stuart Angel, torturado e morto em 1971 pela ditadura militar, regime exaltado por adeptos da corrente bolsonarista.

Diante do mimo entregue a Rodrigo Amorim, conselheiros e sócios questionaram a cúpula sobre a conotação política do ato, que dirigentes qualificaram como “uma gentileza”, de caráter extraoficial. O deputado segue pegando carona na boa fase do time. Em outubro, por exemplo, publicou duas fotos com trajes rubro-negros nas redes sociais. Uma delas por ocasião do Dia de Valorização da Família e a outra, em que posa com o vice-governador Cláudio Castro, no Dia do Flamenguista, celebrado em 28 de outubro. Apesar da polêmica, Alexsander Santos ganhou ainda mais prestígio com os cartolas. Desde que foi promovido ao cargo remunerado, passou a direcionar o foco à aproximação entre clube e Governo federal. O dirigente afirma que seu trabalho é “apartidário”, voltado somente ao “relacionamento institucional com os poderes públicos”.
Aleksander Santos com Witzel e Rodrigo Amorim, que ganhou uma camisa com o número do PSL.ARQUIVO PESSOAL
Santos agilizou a ponte com o gabinete de Bolsonaro para a entrega de camisas autografadas a membros do Governo no jogo contra o CSA, em Brasília. Ele aparece, inclusive, em uma foto replicada pelos perfis oficiais do clube nas redes sociais ao lado do presidente, o ministro Sergio Moro, o deputado federal Helio Lopes (PSL-RJ) e o vice de futebol Marcos Braz. Em sua segunda passagem pelo alto comando do clube, Braz foi secretário de Esporte e Lazer na gestão de Eduardo Paes e se candidatou a vereador pelo PSB, em 2012 – não foi eleito. Próximo do senador Romário (Podemos-RJ), ele fez questão de registrar no início do ano, em sua conta no Instagram, um encontro com o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB-RJ), que é torcedor do Flamengo.

Já Helio Lopes, um dos parlamentares mais íntimos da família Bolsonaro, também se declara flamenguista. Ele é um dos oito deputados – cinco deles eleitos pelo PSL – que protocolaram requerimento para celebrar os 124 anos do clube em uma sessão solene na Câmara dos Deputados, marcada para este 19 de novembro, com presença confirmada do presidente Rodolfo Landim. O requerimento ainda é assinado por Dr. Luizinho (Progressistas-RJ), conselheiro do Flamengo e apoiador de Witzel, que, após um pênalti não marcado a favor do clube contra o Athletico, convocou, em conjunto com Lopes, uma audiência pública para questionar a CBF sobre o uso do árbitro de vídeo (VAR). “Não conseguem parar o Flamengo no campo e, agora, querem parar com o VAR”, diz o deputado. O debate será realizado logo depois do evento em comemoração ao aniversário rubro-negro.

Entre o jogo político e o alinhamento ideológico
Formado por torcedores e associados, o movimento Flamengo da Gente tem indagado publicamente a diretoria sobre o relacionamento do clube com autoridades. Quando perfis oficiais postaram a foto de Moro e Bolsonaro no estádio, em meio à repercussão da Vaza Jato, o grupo criticou um suposto proselitismo por parte de dirigentes, reconhecendo a “importância de manter relações institucionais com políticos e tomadores de decisão. Mas acreditamos que há uma diferença entre se relacionar e promover a agenda alheia, ainda mais em tempos de crise”. Na época, o comando rubro-negro reiterou sua orientação “apolítica”, por entender como natural a proximidade com um ministro e o presidente da República.



 Para afastar a tese de partidarismo em favor de lideranças ultradireitistas, o clube se apoia no fato de já ter se relacionado com parlamentares da oposição como parte da estratégia de alianças para contemplar seus interesses no setor público. Os deputados petistas Rosângela Zeidan e André Ceciliano, presidente da Alerj, também marcaram presença na posse de Landim, ambos convidados por Alexsander Santos. Torcedores rubro-negros, eles se uniram a parlamentares da extrema direita, como Rodrigo Amorim, vestidos com uniforme do clube, para aprovar um projeto que prevê a volta dos setores populares, a famosa “Geral”, ao Maracanã. O Flamengo se manifestou favorável à medida, que carece de estudos de viabilidade financeira antes de ser efetivada. Ceciliano ainda se juntou a um adversário político do PT, o deputado Alexandre Knoploch (PSL), assíduo frequentador dos jogos do Flamengo, para propor a entrega da Medalha Tiradentes ao técnico Jorge Jesus.

No entanto, por ser a força governista tanto no executivo estadual quanto federal, o espectro da direita conservadora é o que mais tem investido em capitalizar com o bom momento do clube flamenguista. Dissidente do bolsonarismo, o deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) decorou seu gabinete em Brasília com temática rubro-negra e imagens cedidas pelo fotógrafo oficial do time. Embora já tenha integrado a equipe de polo aquático e até uma torcida organizada do Flamengo, o parlamentar virou motivo de chacota de torcedores nas redes sociais depois de confundir a camisa do Sport com a do Flamengo, quando o atacante Diego Souza entregou materiais do time de Recife a companheiros de seleção. Um dos mentores do requerimento em homenagem ao aniversário do clube carioca, Frota foi nomeado embaixador rubro-negro no Estado de São Paulo, em 2010. Ele ainda não havia entrado para a política. A ideia partiu de Aleksander Santos, que, na época, era diretor de marketing na gestão de Patrícia Amorim.

Atualmente, o departamento de relações governamentais do clube vislumbra uma diplomacia que percorra diversos campos ideológicos, mas sem melindrar o bolsonarismo, apoio considerado fundamental pelos dirigentes, sobretudo no Rio de Janeiro. Pelo lado do Governo, Bolsonaro se mostra satisfeito com os sinais de deferência que partem do Flamengo. Em outubro, convidou Rodolfo Landim para um almoço no Planalto e, sob a mediação de Santos, foi novamente presenteado com uma camisa do time. No período em que integrava a diretoria da Petrobras, o mandatário rubro-negro desenvolveu jogo de cintura para lidar com os trâmites políticos da estatal, a ponto de se tornar um dos executivos mais próximos da ex-presidenta petista e ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff. Como cartola, Landim mantém o pragmatismo aplicado aos negócios para cortejar a bola da vez no pod

fonte El País BrSIL

18 de jul. de 2019

Ex-técnico da Seleção critica Moro e diz que sempre defenderá Lula

Em entrevista a um jornalista esportivo, o ex-técnico da seleção brasileira, Vanderlei Luxemburgo, disse que sempre defenderá Lula e atacou o juiz Sérgio Moro:

“Continuo sempre sendo Lula e vou sempre defendê-lo”, reafirmou Vanderlei Luxemburgo, que disse ainda que ‘Se Lula roubou, eu sou o maior idiota do mundo.’ Sobre Moro, o ex-técnico foi além e disse que “Um juiz de primeira instância jogou nossa Constituição no lixo, mandou prender, mandou matar, mandou fazer não sei o que, passando por cima de todo mundo. Ele poderia ter feito tudo o que fez, mas sem atropelar a Constituição”, avaliou o fã de Lula.

Vanderlei Luxemburgo, que já foi treinador de clubes como Palmeiras, Flamengo e Cruzeiro, além de ter passagens pelo Real Madrid e pela Seleção Brasileira, disse que tem ligação histórica e familiar com a esquerda e que o juiz Sérgio Moro jogou a Constituição no lixo

Em entrevista a um jornalista esportivo, Luxemburgo disse que sempre defenderá Lula por ideologia.

O treinador lembrou que sua mãe chamava-se Rosa de Luxemburgo em homenagem a filósofa e economista polonesa, e que seu pai e avô eram sindicalistas e foram perseguidos por serem de esquerda.

Ele também criticou a atuação do juiz Sérgio Moro, que condenou o ex-presidente Lula e pediu sua prisão.

“Um juiz de primeira instância jogou nossa Constituição no lixo, mandou prender, mandou matar, mandou fazer não sei o que, passando por cima de todo mundo. Ele poderia ter feito tudo o que fez, mas sem atropelar a Constituição”, criticou Luxa

Ele ainda disse que o Brasil está a deriva há três anos e temos um país ‘sem respeito’. O treinador ainda reafirmou que defende Lula por ideologia. “Continuo sempre sendo Lula e vou sempre defendê-lo”, disse.

fonte Em cima da Notícia

23 de jun. de 2018

O que move e comove o Brasil?

O que move e comove o Brasil?

por Cleber Soares

Esta semana enquanto o país do futebol se travestia com as cores verde-amarelas, mais um crime estava sendo cometido pelo estado golpista. Um menino de 14 a caminho da escola era assassinado, uma família desconstruída e o preconceito social reafirmado. Mas, apesar disso, a discussão que importa para a mídia e para parte da população são as lágrimas do elitizado Neymar. Mas e as lágrimas da mãe de Marcus Vinicius ? O que importa é o hexa, é o Neymar é manter o orgulho do país da bola e de invisíveis crianças e jovens vítimas de uma elite golpista e canalha. Elite que alimenta a violência institucional do Estado. Apesar do Neymar e suas lágrimas milionárias transmitidas exaustivamente pela Globo e grande mídia, prefiro dizer: MARCUS VINICIUS PRESENTE!

A LUTA CONTINUA!

#Lulalivre 
#LulaInocente 
#LulaValeaLuta

9 de jun. de 2018

Juninho Pernambucano manda recado aos paneleiros

Foto: Reprodução/YouTube
Juninho Pernambucano, aos paneleiros: “Podem recuar e pedir o direito de Lula ir às urnas”


Sempre politizado, o ex-jogador mandou seu recado aos "manifestoches" pelo Twitter: "Só no voto vamos recuperar o rumo"

O ex-jogador de futebol Juninho Pernambucano, que passou a ser odiado pela direita depois que começou a se posicionar politicamente, voltou a falar de política no Twitter e saiu em defesa do direito do ex-presidente Lula ser candidato nas eleições deste ano.

Em postagem na noite desta quinta-feira (7), Juninho disparou: “Paneleiros e simpatizantes que viraram manifestoches, não precisam aumentar o ódio ao Lula. Podem recuar um pouco e pedir o direito dele de ir às urnas. Deixe o ódio a imagem, voz, escolha de vida de fora. Só no voto vamos recuperar o rumo. Desfaçam o apoio ao golpe”.

Confira.


31 de mai. de 2018

Direto da Rússia: Seleção da casa terá um brasileiro naturalizado em campo

O lateral-direito Mário Fernandes, joga no CSKA de Moscou, vai disputar
a Copa pela Rússia / Reprodução
COPA 2018
Direto da Rússia: Seleção da casa terá um brasileiro naturalizado em campo

O futebol russo tem atraído cada vez mais jogadores brasileiros, atualmente, 15 jogadores atuam em times do país

Poliana Dallabrida, de Moscou, Brasil de Fato

O futebol russo tem atraído cada vez mais jogadores brasileiros. Entre as razões estão a estabilidade do país, com baixos índices de violência, a qualidade de vida nas grandes cidades e, claro, os altos salários pagos pelas equipes russas. 

Atualmente, 15 jogadores atuam em times da primeira divisão do futebol da Rússia. O lateral-direito Mário Fernandes é o mais conhecido: revelado pelo Grêmio, ele joga no CSKA de Moscou.              
Naturalizado russo, Mário foi convocado para a Copa. Ele mora há seis anos no país do Mundial, mas não domina o idioma russo.

O goleiro Guilherme, do Lokomotiv Moscou, foi o primeiro jogador não nascido em ex-repúblicas da União Soviética a defender a seleção Russa.

O atleta começou a carreira no Atlético Paranaense e se transferiu para o futebol russo em 2007. Apesar da boa atuação na Copa das Confederações de 2017, Guilherme não foi convocado para o Mundial deste ano.

5 de jul. de 2017

Dorival Júnior é o novo treinador do São Paulo

Dorival Júnior chegará ao São Paulo acompanhado
do filho e auxiliar, Lucas Silvestre
Alexandre Schneider/Getty Images
Treinador chega ao clube com um auxiliar e um preparador físico para sua comissão
Durou pouco a procura do São Paulo por um novo comandante. Três dias depois de anunciar a demissão de Rogério Ceni, a direção acertou a contratação de Dorival Júnior.

O ex-treinador do Santos, demitido recentemente do time da Vila Belmiro, selou acordo com o São Paulo até dezembro de 2018.

O contrato começou a ser acertado após rápida reunião na terça-feira (4), em Florianópolis, Santa Catarina, e confirmado no fim da tarde desta quinta.

Dorival Júnior chegará ao Morumbi acompanhado do preparador físico Celso Resende e do filho, Lucas Silvestre, que o acompanha em todos os clubes e até comanda a equipe nas eventuais ausências do pai.




No novo clube, Dorival Júnior terá a chance de trabalhar com a "matéria prima" que mais gosta: garotos da base. O treinador deu entrevistas recentemente comentando que a formação de atletas do São Paulo é um exemplo a ser seguido e, agora, terá a chance de conhecer de perto a estrutura tricolor.

A presença de Dorival Júnior no banco de reservas na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, curiosamente diante do Santos, domingo (9), na Vila Belmiro, está descartada, pois o treinador tem problemas particulares para resolver até o fim da semana.

Por meio de sua conta no Twitter o presidente Leco informou que o São Paulo será interinamente dirigido por Pintado, que vem comandando as atividades de campo desde a demissão de Rogério Ceni.

do R7

14 de mar. de 2017

Patrocinador critica contratação do goleiro Bruno

Marca de material esportivo critica Boa por acerto com Bruno
Gerente de marketing, Sergio Grer, afirma que patrocinadores não foram consultados antes de clube decidir pela contratação do goleiro, que foi apresentado nesta terça

O gerente de marketing da Kanxa, Sergio Grer, não escondeu que o receio de associar a marca à imagem do Boa Esporte, que abriu as portas para o Bruno, fez a fornecedora afastar-se do clube mineiro. Em entrevista ao LANCE! , o representante da empresa questionou o Boa por não avisar os seus antigos apoiadores do acerto com o goleiro, e apontou que a permanência da Kanxa seria um "marketing negativo".

- Em momento algum, eles conversaram com nenhum dos parceiros. Na verdade, o que aconteceu foi um "marketing negativo". Não é meramente a ressocialização de um atleta à sociedade, mas o impacto que a contratação do Bruno para o clube.

por Vinícius Faustini no esportes.terra

1 de mar. de 2017

‘Futuro goleiro da seleção’, ex-Santos só jogou uma vez nos últimos 2 anos

“Maior revelação da meta brasileira em muitos anos”, “próximo goleiro titular da seleção”, “futuro dono do gol de um grande clube europeu”. Rafael Cabral se acostumou a ouvir frases como essas durante os três anos e meio em que vestiu a camisa 1 do Santos.

Mas nenhuma dessas frases mostra realmente o que aconteceu com sua carreira desde que trocou a Vila Belmiro pela Itália, em julho de 2013.

Campeão da Libertadores-2011 e companheiro de Neymar e Ganso no Santos que tanto sucesso fez no início desta década, Rafael não está na seleção, não é titular de nenhum grande clube do Velho Continente e nem se concretizou como a salvação do gol brasileiro.

Aos 26 anos e cumprindo a quarta das cinco temporadas do contrato firmado com o Napoli, o goleiro mal sabe o que é jogar.

Nos últimos 48 meses, ou seja, durante um período de dois anos, o brasileiro disputou apenas uma partida oficial: a vitória por 3 a 1 sobre o Spezia, pelas oitavas de final da Copa Itália, em janeiro deste ano.

E antes de atuar contra a equipe da segunda divisão italiana, ele estava sem ir a campo em um confronto de competição desde 26 de fevereiro de 2015.

O longo período de inatividade não está relacionado a nenhuma contusão ou grave problema físico com o qual Rafael tenha convivido recentemente –teve sua última lesão grave em 2014. Ele não jogou simplesmente porque é reserva.

Mas nem sempre foi assim. O ex-santista foi titular do Napoli durante boa parte das suas duas primeiras temporadas na Europa. Mas, no início de 2015, perdeu a posição e nunca mais conseguiu retomá-la.

A situação ficou ainda pior no início da temporada seguinte. As contratações de Pepe Reina, goleiro campeão mundial pela seleção espanhola, e do brasileiro Gabriel fizeram com que ele se tornasse a terceira opção para a meta napolitana.

Apesar da dificuldade para jogar na Itália, Rafael não retornou ao Brasil quando o São Paulo o procurou no fim de 2015 para substituir Rogério Ceni no ano seguinte.

Na atual temporada, o status do brasileiro dentro do Napoli subiu um pouco. A saída de Gabriel o devolveu o posto de primeiro reserva e permitiu que ele voltasse a jogar… pelo menos uma vez.

Mas, “maior revelação da meta brasileira em muitos anos”, “próximo goleiro titular da seleção” e “futuro dono do gol de um grande clube europeu” não são mais frases que fazem parte da rotina de Rafael Cabral.

do Blog do Rafael Reis

30 de nov. de 2016

Síntese sobre o acidente com o time do Chapecoense

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Abaixo vai uma síntese colhida nos Grupos/FAB sobre o acidente aéreo da madrugada , com os jogadores do Chapecoense
Num primeiro momento os órgãos da imprensa, na intenção de captar a atenção das pessoas, recorrem a todo tipo de informação, seja ela falsa ou verdadeira. 

Pelo conhecimento e experiência profissional que temos, a falha foi falta de combustível. 

O avião já estava em aproximação para pouso e caiu. 

Foi queda, não foi colisão com o terreno. 

Em queda, sempre há sobreviventes, como foi o caso; em colisão com o terreno não há. 

Esse tipo de Avião não tem capacidade de alijamento de combustível, porque ele não precisa desse recurso. 

A falha elétrica reportada pelo piloto foi devido à falha dos motores por falta de combustível. 

Não houve fogo após a queda, porque não havia combustível. 

Esse avião é para vôos regionais, tem alcance de pouco menos de 3000 quilômetros, e a distância entre Santa Cruz e Medellín é exatamente essa. 

Ele jamais poderia ter feito esse vôo direto. 

Teria que abastecer em algum ponto da rota.

Infelizmente, em alguns países, a aviação é bastante precária. 

O avião deve ter sido fretado pelo preço baixo.

Infelizmente, muitas vezes,  as pessoas colocam o dinheiro à frente da própria segurança. 

O resultado pode ser esse, terrível, dezenas de vidas preciosas perdidas.

colaborou Carlinhos Soares

30 de out. de 2016

Adm do Gama despreza evento internacional no Bezerrão

Seleções brasileira e chilena disputam uma vaga para a Turquia em 2017 Foto Joaquim Dantas
Seleções brasileira e chilena disputam uma vaga para a Turquia em 2017
Foto Joaquim Dantas
Evento esportivo internacional acontece no Estádio Bezerrão do Gama e a Administração da cidade não dá as caras
Do Gama
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

Começou na manhã deste domingo (30), as Eliminatórias Pan-Americanas de Futebol Masculino de Surdos 2016, no Estádio Bezerrão no Gama.

Seleção Brasileira de Futebol de Surdos Foto Joaquim Dantas
Seleção Brasileira Masculina de Futebol de Surdos
Foto Joaquim Dantas
Quatro seleções disputam duas vagas para Deaflympics 2017, a ser realizado na Turquia. A primeira partida, que está em andamento, está sendo disputada entre as Seleções do Brasil e a Seleção do Chile.

O segundo jogo, que acontecerá as 16h de hoje, será entre as seleções da Venezuela e Argentina. O evento é organizado pela Confederação Brasileira de Desportos de Surdos – CBDS e tem a supervisão da Organização Desportiva Pan-Americana de Surdos – PANAMDES.
Seleção Chilena Masculina de Futebol de Surdos Foto Joaquim Dantas
Seleção Chilena Masculina de Futebol de Surdos
Foto Joaquim Dantas

O curioso ´é que, segundo os organizadores, a administradora da cidade, Maria Antônia, não compareceu nem mandou um representante para participar da abertura do evento. Ainda segundo os organizadores,  nem os bombeiros haviam sido acionados para o local e só compareceram porque representantes da Confederação foram até o quartel fazer a solicitação pessoalmente.

A atual administração da cidade, não prestigiando um evento como este, demonstra desprezo por qualquer atividade que não seja para promoção pessoal o que é, no mínimo, lamentável.

13 de ago. de 2016

Sol de Brasília desafia goleira sueca com vitiligo

Goleira sueca Hedvig Lindahl disse que mesmo com filtro solar fator 50
sofreu queimaduras no rosto após partida em Brasília
Reuters/Ueslei Marcelino/Direitos Reservados 
A goleira dos Estados Unidos, Hope Solo, disse à revista americana Sports Illustrated que seu time havia perdido para “um bando de covardes”, depois de as norte-americanas terem sido eliminadas pela Suécia por 4 a 3 nas quartas de final do futebol feminino da Rio 2016. 
Do outro lado do campo, a goleira sueca, Hedvig Lindahl, enfrentava uma batalha mais dura do que Hope Solo podia imaginar: o sol forte de Brasília sobre sua pele com vitiligo.

“Hoje usei um protetor fator 50”, disse a defensora escandinava após o jogo. “Apliquei antes e depois do aquecimento e também no intervalo. Mesmo assim, estou com algumas queimaduras no rosto agora. Estava sentindo que o sol e o calor se tornaram meu inimigo.”

Durante o primeiro tempo, Hedvig jogou no gol que ficava sob o sol no Estádio Mané Garrincha. Na segunda etapa, trocou de lado e teve um alívio. “No segundo tempo eu joguei na sombra, então, não foi tão ruim. Se eu jogo 20 minutos no sol, é claro que isso vai afetar a minha pele.”

Hedvig disse que a doença começou a se manifestar quando tinha 5 anos, e, até os 18, sua pele foi perdendo pigmentação. Para quem sofre do mesmo problema, ela deixa uma mensagem: “Quero dizer às pessoas com a mesma condição que elas podem fazer as coisas”, incentivou. A goleira conta que já recebeu e-mails de pessoas que diziam que ela queria se matar, por causa da exposição ao sol no esporte.

“É algo realmente difícil psicologicamente, porque você é diferente e deve ter grandes manchas no seu corpo. Mas eu tento pensar que somos únicos.”

Na terça-feira (16), Hedvig terá mais um desafio pela frente: o jogo contra o Brasil está marcado para as 13h, hora de sol forte, no Maracanã. A previsão do tempo, porém, pode animá-la. Segundo o Centro de Operações da Prefeitura do Rio de Janeiro, pode haver chuva fraca a moderada e tempo nublado durante a partida.

O vitiligo
A diminuição da exposição solar é uma das orientações da Sociedade Brasileira de Dermatologia para pacientes com diagnóstico de vitiligo, como a goleira sueca. A entidade também recomenda o combate a outros fatores que possam precipitar o aparecimento de novas lesões ou acentuar as já existentes – como evitar o uso de vestuário apertado, que provoque atrito ou pressão sobre a pele, e controlar o estresse.

De acordo com a sociedade médica, o vitiligo é uma doença caracterizada pela perda da coloração da pele. As lesões se formam devido à diminuição ou ausência de melanócitos – células responsáveis pela formação da melanina, pigmento que dá cor à pele.

As causas ainda não estão claramente estabelecidas, mas fenômenos autoimunes parecem estar associados ao vitiligo. Além disso, alterações ou traumas emocionais podem estar entre os fatores que desencadeiam ou agravam a condição.

Ainda segundo a entidade, não existem formas de prevenção do vitiligo. Como em cerca de 30% dos casos há histórico familiar, os parentes de pessoas afetadas pelo quadro devem fazer vigilância periódica da pele e recorrer ao dermatologista caso surjam lesões.

da Agência Brasil*
*Colaborou Paula Laboissière, de Brasília 

Messi anuncia volta à seleção argentina

Craque decide reverter decisão de deixar o clube divulgada após a derrota para o Chile na final da Copa América, em junho. 
"Amo demais meu país e essa camisa", disse.

O atacante Lionel Messi anunciou nesta sexta-feira (12/08) que voltará a jogar pela seleção argentina, revertendo a decisão de deixar o Albiceleste depois da derrota para o Chile na final da Copa América, no final de junho.

"Vejo que há muitos problemas no futebol argentino e não quero criar nenhum mais. É preciso acertar muitas coisas no futebol argentino, mas prefiro fazê-lo de dentro, e não criticando de fora", afirmou o craque em comunicado.

Horas depois do anúncio, o camisa 10 foi convocado pelo técnico Edgardo Bauza para os duelos contra Uruguai e Venezuela pelas Eliminatórias Sul-americanas para a Copa do Mundo de 2018, que começam em setembro.

"Me passaram muitas coisas pela cabeça no dia da última final e pensei seriamente em deixá-la, mas amo demais meu país e esta camisa", declarou Messi.

A saída da estrela do Barcelona da seleção argentina gerou comoção nacional e internacional e uma onda de apoio ao jogador. Fãs foram às ruas da capital Buenos Aires para pedir a volta do camisa 10. Nas redes sociais, artistas, comentaristas esportivos e políticos fizeram o mesmo apelo.

Messi vestiu a camisa da Albiceleste por 11 anos, período em que ganhou o título do Mundial Sub-20 na Holanda, em 2005, e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008. Apesar do sucesso com o Barcelona, Messi contabiliza uma final de Copa do Mundo perdida – contra a Alemanha, em 2014 – e três derrotas em finais da Copa América.

KG/efe/rtr

26 de mai. de 2016

Santa Cruz goleia o Cruzeiro e segue líder

Grafite faz mais uma vítima, Santa Cruz goleia o Cruzeiro e segue líder
Santa Cruz e Cruzeiro fecharam os jogos desta quarta-feira (25) de terceira rodada do Campeonato Brasileiro. No estádio do Arruda, Grafite deu mais um show. Com dois gols, o veterano foi o cara da partida, essencial na vitória pernambucana por 4 a 1 diante da Raposa, que até jogou melhor na maior parte do tempo. Arthur e Keno fizeram os outros gols do Santa e Arrascaeta foi o responsável pelo tento celeste.

Com o resultado, o Santa Cruz continua na liderança do Brasileirão, agora com sete pontos. Já o Cruzeiro amarga sua terceira partida sem vencer e está na zona de rebaixamento, no 19º lugar, com apenas um ponto. Na próxima rodada, o time pernambucano visita a Chapecoense na Arena Condá, enquanto o Cruzeiro recebe o rival América-MG, no Mineirão. Ambos os jogos serão disputados no sábado.

'Menino' Grafite soltou o turbo e fez a diferença
Ele não tinha feito absolutamente nada em 20 minutos. Para não ser injusto, ganhou uma das duas jogadas que disputou e só. Mas quando roubou a bola no meio de campo, ligou o turbo e passou por três defensores do Cruzeiro antes de sofrer o pênalti. Imprescindível para o time, Grafite guardou o seu quando o Santa nada conseguia fazer. No segundo tempo, a mesma coisa. Bola para Grafite e golaço de cobertura.

Bruno Rodrigo não conseguiu achar o artilheiro
O zagueiro Bruno Rodrigo vai ter pesadelos com Grafite. No primeiro gol, perdeu na corrida, junto com outros dois defensores celestes, e viu o atacante sofrer o pênalti. No segundo tento, sofreu de novo com a velocidade do veterano e não conseguiu desarmá-lo a tempo de ver o camisa 23 marcar um golaço por cima de Fábio.

Sufocado na maior parte do tempo, alívio só veio na etapa final
A força do Arruda pouco fez efeito diante de um time totalmente controlado pelo visitante. As chances de perigo do adversário não foram tantas, mas o Santa Cruz sofreu para conseguir ao menos ficar mais com a bola. Achou seu gol na arrancada do diferenciado Grafite, mas ficou encurralado na defesa na maior parte do tempo e sequer conseguia sair para o jogo com qualidade. O alívio só veio no segundo tempo com o oportunismo de Grafite e a gol que Arthur e Keno fecharam a conta.

O velho problema da falta de pontaria
Só no primeiro tempo, o Cruzeiro finalizou por 14 vezes, mas somente duas foram em direção ao gol de Tiago Cardoso. O time não sentiu o fator estádio, marcou pressão, se comportou bem e esteve melhor durante a maior parte do jogo. Mas demorou demais a colocar o pé na forma e precisou se contentar apenas com o bonito gol de falta marcado por Arrascaeta, que veio no início da etapa final.

Mendes permanece invicto e Bento segue sem triunfar
Desde que chegou ao Santa Cruz, há quase dois meses, Milton Mendes não sabe o que é derrota (agora já são 15 jogos). Nesta noite, não foi diferente. Pior para Paulo Bento, que terminou seu segundo jogo no comando do Cruzeiro ainda seu saber o que é vitória.

Tabu de 40 anos ainda vivo
A última vitória do Cruzeiro sobre o Santa Cruz no Arruda aconteceu no longínquo ano de 1975. Nos 41 anos que se passaram até hoje, as equipes se enfrentaram por outras sete vezes no Recife, contando com este encontro. Por três vezes, o jogo terminou em igualdade e em quatro oportunidades o Tricolor levou a melhor.

SANTA CRUZ 4x1 CRUZEIRO

Motivo: 3ª rodada, Brasileirão 2016
Data/Hora: 25/05/2016, às 21h45 (de Brasília)
Local: Estádio do Arruda, em Recife (PE)
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Assistentes: Dibert Pedrosa Moises (RJ) e Elio Nepomuceno de Andrade (RS)

GOLS: Grafite, 19'1ºT (1-0), 19'2ºT (2-1); Arrascaeta, 7'2ºT (1-1); Arthur, 31'2ºT (3-1); Keno, 44'2ºT
Cartões amarelos: Tiago Costa, Léo Moura (Santa Cruz), Fábio, Bruno Ramires, Bruno Rodrigo (Cruzeiro)
Cartão vermelho: Não teve.
Público/Renda: 16.331 torcedores/R$257.225,00.

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Léo Moura (Leandrinho - 37'2ºT), Neris, Danny Morais e Tiago Costa; Alex Bolaño (Wallyson - 9'2ºT), Uillian Correia e Fernando Gabriel (João Paulo - 25'1ºT); Arthur, Keno e Grafite. Técnico: Milton Mendes.

CRUZEIRO: Fábio; Lucas (Pisano - 33'2ºT), Bruno Rodrigo, Bruno Viana e Sanchez Miño; Henrique e Ariel Cabral (Alex - 20'2ºT); Arrascaeta (Douglas Coutinho - 25'2ºT), Élber, e Bruno Ramires; Willian. Técnico: Paulo Bento.

Fonte UOL  esporte Futebol

13 de jan. de 2016

Torcida do São Paulo recepciona Lugano com festa


Torcedores do São Paulo cercam a van na saída do jogador
Foto Sergio Barzarghi/Gazeta Press

O aeroporto de Guarulhos recebeu cerca de 1000 torcedores do São Paulo que saudaram a chegada de Lugano com festa

De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

Cerca de 1000 torcedores do São Paulo fizeram uma grande festa no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, para recepcionar a chegada do jogador Diego Lugano, por volta das 20:30h desta terça-feira (12).

Os torcedores saudaram a chegada do ídolo com bandeiras, sinalizadores coloridos e gritos de  "Deus da Raça". Lugano usava uma camiseta com um rosto ensanguentado estampado no peito e a palavra "Díos", Deus em português.

O jogador atravessou todo o percurso onde encontrava-se a torcida cercado de seguranças, após ter dispensado poucos minutos à imprensa.

Questionado pelos jornalistas sobre o qe estava achando daquela recepção, Lugano disse que sentia-se "muito surpreso e emocionado. Isso é uma loucura, é demais, vou falar melhor amanhã no CT (centro de treinamento), hoje não tem como.", disse o jogador à imprensa.

Mesmo com a presença de um número expressivo de torcedores, Lugano distribuiu alguns autógrafos e posou para fotos. A disputa entre torcedores por um autógrafo ou uma foto do jogador, provocou alguns empurrões, algumas crianças assustadas com a movimentação choraram e uma mulher foi atendida pela emergência médica e liberada em seguida.

Após muita dificuldade, o jogador conseguiu entrar em uma van com a mulher e o filho, mas deixou a janela aberta para poder interagir com a fanática torcida são-paulina, que correu atrás da van do jogador uruguaio por vários metros, acompanhados de perto por um veículo da segurança do aeroporto.

Mesmo após a saída de Lugano, vários torcedores permaneceram nolocal comemorando a volta do zagueiro ao time do São Paulo.

Lugano apresenta-se no centro de treinamento da Barra Funda nesta quarta-feira (13), onde passará por exames médicos.

26 de dez. de 2015

China se estabelece como mercado alternativo do futebol

Regado a muito dinheiro e mordomias, o país asiático tem seduzido jogadores de diversas partes do mundo

Lucas Martins
no blastingnews

A crise econômica em parte do mundo é uma realidade que bateu na porta muitos países. O futebol apesar de quase possuir um ''mundo próprio'' não fica de fora e também é afetado. Não, na China. Regado a muito dinheiro e oferecendo mordomias diversas, o país asiático se estabeleceu como mercado alternativo e tem seduzido jogadores de diversas partes do planeta.

Por muitos anos, o Oriente Médio era a fonte do chamado ''pé de meia'' dos atletas. Alguns já próximo do fim da carreira e sem grandes responsabilidades em termos de competitividade, se aventuravam atrás dos dólares petroleiros para garantir uma aposentadoria mais abundante.

Mais recentemente o Leste Europeu fez grandes investimentos (ainda que em menor porte do que clubes do Oriente Médio) e tornou-se um bom caminho para os jovens que iniciavam uma carreira no futebol. Mas uma crise política e uma guerra separatistas entre os países da região, provocou um êxodo de atletas estrangeiros.

Não que o Oriente Médio e o Leste Europeu tenham empobrecidos, pelo contrário, são regiões ricas principalmente pela grana do petróleo. Mas a China é um caso completamente diferente dos exemplos citados.

19 de dez. de 2015

Tiago Cardoso renova por mais dois anos com o Santa Cruz


Por Felipe Amorim, editoria de Esportes do Jornal do Commercio.

Tiago Cardoso renovou o seu contrato e ficará no Santa Cruz até 2017. A confirmação saiu no fim da noite desta sexta-feira (18), quase madrugada do sábado (19), através do vice-presidente Constantino Júnior e depois de três rodadas de negociação. Outro atleta que está muito perto de ser anunciado é Lelê. 
Falta apenas o atacante assinar as papeladas da prorrogação por mais um ano.

No clube desde 2011, Tiago Cardoso foi importante para o soerguimento do Santa Cruz no cenário nacional e agora disputará a sua primeira Série A. “Disseram por aí que o atleta não estava se sentindo valorizado, mas não tem nada disso. Garantimos a renovação de Tiago e é importante destacar que ele está feliz com isto. É um atleta que tem uma identidade muito forte com o clube. Já são cinco anos de Santa Cruz e indo para, no mínimo, mais duas temporadas”, disse Constantino ao site oficial do clube.

Com a renovação de Tiago Cardoso e a garantia de Lelê para a próxima temporada, o clube agora medirá esforços para segurar Daniel Costa, que recebeu propostas do exterior, e tentará fechar o quanto antes com Bruno Moraes. O lateral-direito Vítor, que também poderia ter renovado o vínculo nesta sexta-feira (18), em reunião entre seu empresário e Constantino, deverá dar a resposta definitiva no sábado (20).

21 de nov. de 2015

Neymar e a sua fuga anunciada da Espanha

Foto reprodução
Com dinheiro bloqueado no país, pai de Neymar anuncia a fuga do jogador da Espanha

De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

Parece que o pai de Neymar descobriu que sonegar impostos na Espanha é crime e dá cadeia. A justiça espanhola investiga uma suposta sonegação de R$ 9,1 milhões na venda do jogador para o Barcelona.

Na condição de eleitores do Aécio, pai e filho parece que aprenderam bem a lição tucana no quesito sonegação.

Recentemente o pai do jogador deu uma declaração aos jornais espanhóis de que eles poderão deixar o país a qualquer momento, porque eles estão vivendo uma "intranquilidade tributária".

No Brasil a justiça bloqueou R$ 188 milhões do jogador por fraude fiscal, entretanto, parece que a probabilidade dele ser preso em terras tupiniquins por crime de sonegação, é infinitamente menor do que na Espanha.

Nesse caso, tributariamente falando, ele pode ficar mais tranquilo...

17 de set. de 2015

Dunga convoca Seleção e deixa Neymar de fora

Arquivo Blog do Arretadinho, Copa 2014
Dunga convocou os 23 jogadores da Seleção Brasileira e a ausência de Neymar foi a mais sentida

De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

Dunga anunciou na manhã desta quinta-feira (17) a lista com os nomes dos 23 jogadores que participarão das eliminatórias para a Copa do Mundo em 2018, na Rússia. A Seleção Brasileira de Futebol disputará uma das quatro vagas da América do Sul e enfrentará o Chile no dia 8 de outubro, às 20h30, em Santiago. Na mesma semana, a equipe recebe a Venezuela, às 22h, em Fortaleza.

O jogador Neymar não foi convocado e sua ausência foi a mais sentida. O atacante foi suspenso por quatro jogos pela Confederación Sudamericana de Fútbol, Conmembol, por causa de sua expulsão no jogo contra a seleção da Colômbia, na fase de grupos da Copa América. Neymar já cumpriu duas partidas. Daniel Alves e Rafinha Alcântara também estão ausentes da lista de Dunga, por conta de encontrarem-se lesionados.

Confira a lista dos jogadores que atuarão nas partidas contra o Chile e a Venezuela:

Goleiros
Jefferson (Botafogo), Marcelo Grohe (Grêmio) e Alisson (Internacional)

Zagueiros
David Luiz (PSG), Marquinhos (PSG), Miranda (Inter de Milão) e Gil (Corinthians)

Laterais
Fabinho (Monaco), Rafinha (Bayern München), Filipe Luis (Atlético de Madrid) e Marcelo (Real Madrid)

Volantes
Luiz Gustavo (Wolfsburg), Elias (Corinthians) e Fernandinho (Manchester City)

Meias
Philippe Coutinho (Liverpool), Willian (Chelsea), Lucas Lima (Santos), Douglas Costa (Bayern München), Renato Augusto (Corinthians), Lucas Moura (PSG) e Oscar (Chelsea)

Atacantes
Hulk (Zenit) e Roberto Firmino (Liverpool)