A dona da padaria
De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho
De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho
A Padaria Roma, da Quadra 1 do Setor Norte do Gama, tem práticas completamente antagônicas, ao que aconselha o bom senso, com seus clientes.
Cheguei ao estabelecimento hoje, por volta das 18h, com a intenção de comprar pão de sal, o pão francês. O atendente, com sua peculiar forma de comunicação, indagou-me: "Diga aí, colega,." (Se fosse uma mulher a expressão seria outra: "Diga aí, gata"). Eu respondi 3 pães de sal, por favor. E sua resposta curta e objetiva: "Tem não, botei pra assar agora.", dando-me as costas. Resignado peguei um pacote de mini pães, desses que ficam embalados nas gôndolas das padarias. Chegando ao caixa paguei e falei para a proprietária da padaria que seria interessante se eles aumentassem a capacidade de produção, para que em horários de grande procura não ocorresse a falta do produto. A resposta veio como uma bala: "Pode não, sô! é que as pessoas gostam do pão quentinho, saído na hora!" Dando-me as costas igualmente seu funcionário fez.
A resposta da dona da padaria nem merece um comentário, de tão surreal que é. A questão é que essa cultura de empresa familiar que trata clientes como empregados e trata os seus empregados como escravos, é mais comum do que pensamos e merece nosso repúdio.
Até já escrevi um texto aqui no Blog, "A moça da Padaria", onde inspirei-me em observações feitas neste estabelecimento (a propósito, é a 5º postagem mais acessada do Blog), os funcionários são as vítimas, porque ganham um salário miserável, trabalham de 10 a 12 horas por dia e não se qualificam por conta da ganância do empresário. A dona da padaria é o algoz, porque não reconhece a importância da fidelização do seu cliente através do bom atendimento, produtos de qualidade e preços honestos. Ao contrário disso, demonstra desprezo pelo seu cliente e tem o seu funcionário como se fosse uma laranja, que pode ser sugada até o bagaço e depois jogada no lixo.
"Malditos capitalistas do mundo, ouvi-me!"

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