17 de jul de 2015

Planalto responde as ameaças de Cunha


Após as ameaças feitas pelo deputado Eduardo Cunha, Palácio do Planalto responde com Nota Oficial


De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

Após o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, PMDB/RJ, declarar à imprensa que "o governo não me queria, nunca me quis e não me quer como presidente da Câmara. O governo não me engole", entre outras ameaças, o Palácio do Planalto respondeu com uma nota oficial, na tarde desta sexta-feira (17), que o governo sempre agiu com isenção em relação as investigações do Ministério Público e da Polícia Federal.

Cunha reclamou publicamente que o governo vem fazendo uma devassa fiscal em suas contas, sugerindo sofrer retaliações por suas posições contrárias à agenda do Planalto. Já o governo afirma que a Receita Federal também participa das investigações da Operação Lava Jato e que está "atuando no âmbito das suas competências legais, em conjunto com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, seguindo determinações dos órgãos responsáveis pelas investigações".

Já o PMDB também afirmou em nota que "O presidente da Câmara anunciou uma posição de cunho estritamente pessoal. O Governo espera que esta posição não se reflita nas decisões e nas ações da presidência da Câmara, que devem ser pautados pela imparcialidade e pela impessoalidade", referindo-se ao posicionamento de Cunha de romper com o governo Dilma.

Confira a Nota do Planalto:

"NOTA À IMPRENSA
1)    Desde o Governo do Presidente Lula e durante o Governo da Presidente Dilma Rousseff, o PMDB vem integrando as forças políticas que dão sustentação a esse projeto que vem transformando o País. Tanto o Vice-Presidente da República como os Ministros e parlamentares do PMDB tiveram e continuam tendo um papel importante no Governo.

2)    O Presidente da Câmara anunciou uma posição de cunho estritamente pessoal. O Governo espera que esta posição não se reflita nas decisões e nas ações da Presidência da Câmara que devem ser pautados pela imparcialidade e pela impessoalidade. O Brasil tem uma institucionalidade forte. Os Poderes devem conviver com harmonia, na conformidade do que estabelecem os princípios do Estado de Direito. E neste momento em que importantes desafios devem ser enfrentados pelo País, os Poderes devem agir com comedimento, razoabilidade e equilíbrio na formulação das leis e das políticas públicas.

3)    O Governo sempre teve e tem atuado com total isenção em relação às investigações realizadas pelas autoridades competentes, só intervindo quando há indícios de abuso ou desvio de poder praticados por agentes que atuam no campo das suas atribuições. A própria Receita Federal esclarece que integra a força-tarefa que participa das investigações da operação “Lava-Jato”, atuando no âmbito das suas competências legais, em conjunto com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal seguindo determinações dos órgãos responsáveis pelas investigações.
Secretaria de Comunicação da Presidência da República"
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