15 de nov de 2015

No capitalismo não há humanidade, MG não é Paris

Já viu uma pessoa dizer "sim" balançando a cabeça como quem diz "não"? Eu, diante de pessoas dizendo que "a dor não se mensura", por causa de opiniões divergentes sobre o ato terrorista do ISIS (Estado Islâmico) na França e do ato terrorista da Vale em MG. 
De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

Só em Governador Valadares, nas Minas Gerais, 260 mil pessoas estão sem água, um dos maiores rios do Brasil, o Rio Doce, está morto, isso mesmo, mortinho da silva. 

Toda a população de Mariana, em MG, até Linhares, no Espírito Santo (faz uma "pesquisaçãozinha" rápida aê e vê quantas pessoas vivem nessa região) está sofrendo com os efeitos da ação devastadora do rompimento das barragens da Vale. 

Hospitais, postos de saúde, delegacias de polícia, restaurantes (leia-se trabalhadores do comércio que ficarão sem receber salários porque o patrão não está vendendo nada), em fim, a vida de centenas de milhares de pessoas que foram submetidas a um sofrimento contínuo, sem prazo de validade, tem como se mensurar sim, perdoem-me a franqueza. 

Rios, peixes, árvores, frutas, plantações, colheitas, patrimônios que levaram uma vida toda para serem adquiridos, estão sob a lama produzida pelo capitalismo selvagem da Vale do Rio Doce.

Lamento, sinceramente, pelas mortes em Paris, entretanto, o governo francês é partícipe e responsável pela tragédia deles, porque é um dos fornecedores de armas para o ISIS, o governo francês é aliado do maior Estado terrorista do mundo, os Estados Unidos da América do Norte que querem, a todo custo, derrubar o governo de Bashar al-Assad na Síria e que, agora, o povo francês, sofre com as consequências da inconsequência de seu governo.

Não me fale de "humanidade" onde o capitalismo impera, ela não existe!

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