19 de jan. de 2013

Reviravolta no caso da Aldeia Maracanã


Governo do Rio faz manobra para despejar índios da Aldeia Maracanã
Fundação Darcy Ribeiro alega ter documentos que poderão dar reviravolta no caso.

Enquanto a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro negociava uma proposta para retirada dos indígenas do antigo Museu do Índio, no Rio de Janeiro, o Governo Estadual, ingressava, por meio da Procuradoria Estadual, com uma ordem de despejo contra os moradores do imóvel.
Ao mesmo tempo em que a Secretaria falava sobre a criação de Centro Cultural dos Povos Indígenas e o Conselho Estadual de Direitos Indígenas, os índios eram alvo de um ato que os obriga a deixar o imóvel em até 10 dias.
A Procuradoria de Patrimônio e Meio Ambiente do Rio exige a saída urgente dos indígenas por causa das obras de modernização e ampliação do entorno do estádio do Maracanã.
Segundo a liderança indígena, cacique Carlos Tukano, ninguém assinou o recebimento do documento que determina a saída do imóvel em 10 dias.
O procurador Federal dos Direitos dos Cidadãos, Aurélio Virgílio Veigas Rios, prometeu adotar "as medidas judiciais necessárias para evitar a demolição". Ele esteve nesta sexta-feira, 18, no prédio e afirmou que vai conversar com a secretária de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, com o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo e a presidente da Funai, Marta Maria do Amaral Azevedo.
"A demolição é um ato de imposição desnecessário. Temos de reabrir o canal de diálogo para preservar este prédio, que representa o patrimônio histórico e cultural de todos os brasileiros. Não adianta demolir e depois a Justiça decidir favoravelmente à manutenção do prédio" afirmou.

Reviravolta
A Fundação Darcy Ribeiro afirmou, por intermédio de seu presidente, Paulo Ribeiro, que há um documento onde o doador da área, em 1865, Ludwig August de Saxe-Coburgo-Gotha (1845-1907) — conhecido como 'duque de Saxe', exigiu, ad eternum, que o terreno deveria ser utilizado com finalidade de apoio 'à causa dos índios'.
O documento, segundo Ribeiro, está no Arquivo Nacional, mas ainda está sendo procurado.
Ele afirmou também que, caso a sede do antigo Museu tenha outra destinação, a família do duque de Saxe pode exigir a reintegrassão de posse do terreno.

Fonte http://www.ecoreserva.com.br

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