10 de ago. de 2013

Que pai sou eu?

Que pai sou eu?

De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho
Joaquim Dantas de Medeiros
Meu Pai
Sempre reflito sobre que tipo de pai eu sou e, na maioria das vezes, a resposta é uma outra pergunta, quem é seu pai?
Esta semana eu ouvia um programa de rádio em que os entrevistados eram dois pais, um já maduro e outro bem mais novo. A pergunta era para os dois: "Na sua opinião, qual a melhor maneira de educar um filho?"
A resposta do pai maduro ficou fixada em minha mente: "O exemplo é tudo!"
Lembrei, na hora, do "seu Medeiros", algumas coisas que presenciei quando criança nunca esqueci. Lembro dele, nos anos 60, com todo o salário sobre a mesa, aquelas cédulas lindas que me enchiam os olhos, escrevendo em um pequeno pedaço de papel o valor e a que se destinava: "aluguel", "feira", "prestação da Ducal", em seguida separava nota por nota e grampeava o papel no dinheiro com um pequeno grampeador. Depois contava e separava várias notas de 5 (que não recordo mais qual era a moeda oficial), abria o guarda roupas e as colocava no bolso de uma camisa que nunca usava e dizia, "esse dinheiro é o da passagem".
A ladainha de que "tem que respeitar os outros, mesmo que você não concorde com ele" ou "não se meta em confusão pra não se meter em briga" eram religiosamente cantadas em meu ouvido antes de me mandar para a escola.
E mesmo na adolescência, quando despertei para as "idéias subversivas", ao seu modo, procurava mostrar-me o caminho da retidão, honestidade e de não abrir mão da minha dignidade.
Muito do que me tornei, até agora, eu copiei dos exemplos que ele me dava no dia a dia. 
Eu acordei hoje todo animado e disposto a escrever um texto em homenagem a ele, visto que amanhã (11) se comemora o dia dos pais, mas me transbordo em emoção e as palavras travam e as frases se embrulham em um encher os olhos de água
Seu exemplo ficou, me ajudou, me norteou e me enche de grandeza quando ouço minha filha ou meu filho, em um momento qualquer, dizer: "isso eu aprendi com o senhor".
Valeu, meu pai!

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