Os múltiplos disfarces da nova direita
Por Diogo Costa
Em sua página no feiçibuqui
Eduardo Campriles e Marina Radonski são a nova face da direita no Brasil. Tal e qual o similar venezuelano, apresentar-se-ão ao distinto público como 'novidades' capazes de enterrar a 'velha política'.
O comando de campanha de Henrique Capriles na Venezuela se chamava 'Comando Simon Bolívar', figura rejeitada pela elite venezuelana desde sempre. As promessas também vinham no sentido de manter e preservar o legado de Chávez, dizendo que teriam mais capacidade do que Nicolas Maduro para fazê-lo. Isto é um transformismo puro e simples.
O PSB quer tomar o lugar do PSDB, nada mais do que isto. Este movimento transformista pode levar o PSDB a repensar a candidatura de Aécio Neves e a cogitar a volta de Serra.
A 'nova política' da direita envernizada virá em 2014 com múltiplos disfarces, ocultando o fato de que contará com o apoio integral dos setores mais conservadores e retrógrados do campo religioso (Malafaia e Feliciano), do campo latifundista (Ronaldo Caiado), do campo financista (Casa das Garças-Itaú) e de setores que fazem profissão de fé em nome da destruição pura e simples da experiência capitaneada pelo PT (Bornhausens).
Quando Marina Radonski citou que o seu principal objetivo era acabar com o 'chavismo' do PT, estava sendo absolutamente sincera, pois ela está há muito tempo no campo da reação.
Talvez ela tenha exagerado ao verbalizar o que todo mundo já sabe, mas já que o fez, é bom que os inocentes atentem para o fato e saibam que esta fala é absolutamente sincera e que reflete bem o pensamento do transformismo verdista e 'horizontalizado'.
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